Houve um tempo…

…em que o estado do meu quarto era quase sempre esse:

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Meu quarto super bagunçado em 2013

Ontem eu estava conversando com o meu namorado sobre quartos bagunçados e sobre como as pessoas podem “evoluir” e serem mais organizadas e mostrei essa foto pra ele.

É verdade que nessa época eu morava em república, tinha apenas um quarto minúsculo para armazenar todos os meus pertences e mal tinha tempo de pensar em arrumação com toda a correria de faculdade + estágio. Ainda assim eu conheci o minimalismo e resolvi seguir por esse caminho, e a minha evolução até agora foi gigantesca.

Ver essa foto depois desses anos me deixou bastante feliz, porque tive a confirmação de que todo o esforço que tenho feito para me livrar das tralhas, comprar menos e ser mais organizada tem dado certo.

Minimalismo e economia em viagens

Entre os dias 12 e 15 desse mês, estive em Curitiba. Foi a quarta viagem que fiz sozinha, e percebi que estou ficando boa nesse negócio!😀  Consegui organizar uma viagem bem divertida e tranquila, apesar de curta. Vou listar aqui algumas práticas que adotei para me organizar e economizar durante essa viagem:

Viajar em datas alternativas: ao invés de tirar férias, resolvi aproveitar o fim-de-semana anterior o dia 15/08, feriado municipal em BH, para viajar. Pedi folga na sexta, 12/08 (vou pagar as horas, mas tudo bem), e consegui fazer uma mini-viagem sem sacrificar minhas férias e sem sofrer com o movimento de férias/feriados nacionais.

Pesquisar hotéis e passagens em promoção: eu gosto muito do site booking.com, porque posso comparar preços de hotéis e fazer a reserva por ele mesmo, sem complicações. Para passagens, gosto do Decolar.com ou do Viajanet. Mas é bom ficar atento e só usar esses sites para pesquisa, já que eles cobram taxas extras, e comprar direto nos sites das companhias aéreas.

Eu também fiz uma “loucura” que deu certo: estava achando as passagens para voo direto de BH para Curitiba muito caras, e quando vi que todos os voos faziam escala em São Paulo, decidi fazer uma baldeação de avião – comprei passagens de BH para São Paulo, e de lá para Curitiba, ida e volta. Custei para achar horários que batiam e morri de medo de dar tudo errado, mas felizmente correu tudo bem. Acabei economizando R$ 100 com isso.

Comprar passagens com milhas ou pontos: não gasto tanto no cartão de crédito para acumular milhas, mas descobri que tinha Dotz o suficiente para comprar uma das passagens. Acabei pagando só a taxa de embarque.

Planejar os gastos com antecedência e estabelecer um valor máximo: defini um orçamento para transporte, alimentação e passeios e procurei segui-lo à risca. No fim das contas, ultrapassei o valor em apenas 50 reais por causa dos gastos com alimentação, e só.

Levar só o essencial: levei uma mochila para quatro dias de viagem. Minhas roupas foram: 1 calça jeans, 1 tênis, 4 blusas, 1 jaqueta, 1 pijama, roupas íntimas e meias na quantidade exata para os quatro dias. Também levei apenas os produtos de higiene essenciais. Não precisei de nada além do que levei.

Dar preferência a passeios grátis: Curitiba tem muitos parques e praças, todos com entrada grátis. Aproveitei para passear por esses lugares, e só paguei para entrar no Museu Oscar Niemeyer.

Andar a pé ou usar o transporte público: aproveitei que estava hospedada no centro da cidade e andei muito, mas muito mesmo. Tirando o ônibus da linha turismo, só peguei ônibus na cidade mais duas vezes, todos os meus outros passeios eu fiz a pé. Não fiz isso para economizar, eu gosto bastante de percorrer os lugares andando quando eu viajo, mas caminhar ou usar o transporte público (se for possível e seguro) durante viagens também ajuda a reduzir os gastos.

Levar lanches e água para os passeios: Para não ser pega de surpresa pela fome/sede durante as minhas andanças, sempre carregava uma garrafinha d’água e um lanchinho na mochila. Comprei alguns biscoitos e barrinhas de cereais antes de viajar e eles foram suficientes para os 4 dias. No último dia comprei algumas comidinhas no Mercado Municipal para aguentar a espera no aeroporto. Claro que não me privei de almoçar ou tomar cafés bons fora, mas esses lanches ajudaram na economia.

Aproveitar ofertas de sites de compras coletivas: meu namorado me deu essa ideia e eu achei genial. Sempre procuro ofertas de restaurantes no Peixe Urbano quando quero sair em BH, por que então não fazer isso quando estou viajando? Infelizmente não havia muitas promoções em lugares próximos ao meu hotel, mas ainda assim consegui jantar bem em uma das noites usando cupons.

Maneirar nas lembrancinhas: eu gosto de trazer lembranças dos lugares para onde viajo, mas para não lotar o apartamento com cacarecos, prefiro comprar uma coisa que tenha utilidade, e apenas uma. Nesse caso, já queria comprar uma sacola ecológica de algodão, e acabei adquirindo uma na lojinha de souvenires no parque Tanguá. Também comprei um presente para a minha mãe e outro para o meu namorado, e só. Mesmo passando por várias lojas, shoppings e a famosa Feira do Largo da Ordem, fiz pouquíssimas compras.

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Algumas fotos que tirei em Curitiba

Definindo um “estilo-assinatura” (Parte III)

No primeiro post dessa série, eu  falei sobre o conceito de signature looks. No segundo, mostrei o passo-a-passo de criação de um uniforme para mim. Agora nesse último post vou analisar o quanto o meu guarda-roupa atual reflete esse estilo ideal. Os próximos tópicos detalham a composição do meu estilo atual.

Principais elementos

Levando em conta tanto a quantidade de peças quanto a frequência de uso, os principais itens do meu guarda-roupa são os seguintes:

  • Calças jeans skinny
  • Camisa estampada/listrada de manga curta
  • Camisa lisa de manga curta
  • Cardigã
  • Jaqueta tipo couro
  • Saia longa
  • Vestido longo
  • All Star
  • Sapato Oxford
  • Sapatilha

Paleta de cores:

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Enquanto analisava o meu armário, fiquei chocada com o quanto minhas roupas são azuis! Quase não tenho roupas nas cores que não são as cores base ou complementares dessa paleta. Mesmo as cores secundárias tem representação mínima, por exemplo: tenho só duas peças de roupa vermelhas e duas na cor rosa.

Adequação às necessidades diárias:

Como mencionei no segundo post, a maioria das minhas roupas é casual e minhas necessidades diárias são bem atendidas por esse tipo de vestimenta.

Uniforme com 5 componentes:

No meu dia-a-dia, a composição que mais uso é assim:

  • Proporção: calça jeans skinny + camisa estampada + All Star
  • Cores: azul marinho, preto, cinza, vermelho
  • Acessórios: mochila, faixa de cabelo, óculos de grau
  • Cabelo e maquiagem: cabelo solto ou rabo-de-cavalo, sem maquiagem
  • Detalhes: estampas “nerds”, brincos pequenos, esmalte de cor escura

Comparando minhas inspirações, o conteúdo do meu guarda-roupa e meu uniforme para o cotidiano, dá para perceber que eles são praticamente iguais. Acho que a maior diferença é na paleta de cores, mas ainda assim as cores-base são as mesmas.

Fiquei bem feliz com essa constatação! Pode parecer bobagem ou até futilidade para alguns, mas ter um guarda-roupa que está de acordo com meus gostos e minha personalidade é, na verdade, um indicador de que a minha vida está mais simples – não me preocupo se X ou Y está na moda, não loto meu armário com itens “que toda mulher deveria ter” sem gostar deles, não gasto dinheiro com peças que não me agradam totalmente. E o melhor de tudo: faz tempo que não tenho aquela péssima sensação de não ter nada para vestir.

Espero que tenham gostado dessa série de posts. Para quem pretende simplificar o guarda-roupa (ou está passando por esse processo), recomendo bastante o Into Mind e os outros links que acrescentei no primeiro no segundo texto. Podem falar sobre o estilo de vocês nos comentários também, vou adorar ler!

Jejum de compras: Julho

O que eu quis comprar, mas não comprei:

  • Tinta spray dourada

O que eu comprei:

  • 1 cafeteira italiana
  • 1 espelho para o quarto
  • 1 marcador para biscoitos
  • 1 filtro de linha
  • 3 ganchos de parede adesivos
  • 1 rolo de fita crepe
  • 1 jogo no Steam

Do que eu me desfiz:

  • 1 faixa de cabelo
  • 1 bolsa de mão preta
  • 1 filtro de linha

Notas:

A maioria das compras desse mês foram de coisas para a casa que eu já precisava há um tempo. Finalmente consegui um espelho para o quarto! E o marcador de biscoitos, apesar de super barato, foi desnecessário. Poderia ter economizado esse dinheiro.

Sobre a cafeteira: quase não bebo café em casa, mas queria uma cafeteira italiana porque poderia fazer café em pouca quantidade e sem me preocupar com coador/filtros/etc quando realmente tivesse vontade de tomar. Pretendia deixar a compra para o futuro, mas um colega de trabalho foi para a Itália e ofereceu para trazer uma coisa ou outra que quiséssemos, então pedi que ele comprasse uma cafeteira italiana verdadeiramente italiana para mim. Agora tenho uma cafeteira bem mais viajada que eu.😀

Atualizei um desejo da lista: ao invés de comprar um porta-guardanapos, pretendo comprar quatro guardanapos de pano e usá-los no lugar dos de papel.

Definindo um “estilo-assinatura” (Parte II)

No primeiro post dessa série, falei sobre o conceito de signature looks e sobre como eu pretendia usar o guia do blog Into Mind para criar um estilo ideal para mim. A criação desse estilo é o assunto do post de hoje.

Para criar o meu uniforme, segui o passo-a-passo descrito no post  Developing a Signature Look: The Complete Guide {Part II}, do Into Mind. Vamos a eles!

Passo 1: Redefina seu conceito de estilo

A recomendação do blog é que, nesse primeiro passo, é preciso buscar inspiração e reunir várias imagens para montar um conceito de estilo. A melhor forma que achei para fazer isso foi através do Pinterest. Criei duas pastas, uma para armazenar looks para o tempo quente e outra para o tempo frio, e fui pesquisando e adicionando tudo o que me agradava nessas pastas. Aqui está uma amostra das minhas inspirações.

Inspirações:

Principais elementos: 

  • Calça jeans skinny
  • Short jeans
  • Camisa estampada/listrada
  • Camiseta larga
  • Camisa de manga comprida
  • Cardigã
  • Casaco de lã
  • Jaqueta de couro
  • Suéter
  • Vestido longo
  • Vestido na altura dos joelhos
  • Saia longa
  • All Star
  • Sandália rasteira
  • Sapatilhas
  • Botas de cano curto
  • Sapato oxford

Paleta de Cores:

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Passo 2: Descubra as necessidades do seu guarda-roupa

Dizem que seu guarda-roupa precisa se adequar ao seu dia-a-dia. Analisando a minha semana, as principais ocasiões para as quais eu preciso me vestir são trabalho, academia e saídas casuais. Felizmente, meu ambiente de trabalho é informal, então a grande maioria das minhas roupas pode ser casual.


Passo 3: Construa um estilo-assinatura com 5 componentes

Seguindo as dicas do Into Mind e os looks que escolhi no Pinterest, defini um estilo-assinatura ideal composto pelo seguinte:

  1. Proporções:
    • calça jeans skinny + camisa estampada + All Star
    • calça jeans skinny + camisa  + cardigã + sapato oxford
  2. Cores: azul marinho, preto, cinza, marrom, vinho, creme
  3. Acessórios: bolsa pequena a tiracolo ou bolsa média, cinto, colar grande com pedrarias, faixa de cabelo, óculos de sol
  4. Cabelo e maquiagem: cabelo solto/rabo de cavalo, nenhuma maquiagem
  5. Detalhes: listras, acessórios com cores que combinam com a roupa ou entre si, poucas ou nenhuma bijuteria

Passo 4: Componha o seu uniforme

Essa etapa vai ser um pouco diferente. Ao invés de seguir o que foi dito no blog – criar combinações e comprar itens que defini como ideais – vou analisar o meu guarda-roupa e meu estilo diário e verificar o quanto ele tem a ver com o meu estilo-assinatura “perfeito”.

O resultado sai no próximo post!


Links interessantes:

Definindo um “estilo-assinatura” (Parte I)

Há pouco tempo li no blog Into Mind dois posts* sobre como criar um signature look (na tradução literal, estilo-assinatura): um look que reuniria todos os principais elementos do seu estilo pessoal. Nas palavras da própria Anuschka, dona do blog, é “a roupa que você usaria se fosse um personagem de desenho animado”.

Não conhecia o conceito e adorei antes mesmo de terminar de ler os posts. Seria tão bom se eu tivesse essas informações antes de começar a montar meu guarda-roupa minimalista! Eu teria realizado todo o processo com uma definição melhor do meu estilo na cabeça, com menos tentativa e erro.

Um estilo-assinatura tem muito a ver com minimalismo pelos seguintes motivos:

  • Ao conhecer seus gostos, você pode direcionar suas compras e adquirir apenas peças que vai usar efetivamente. Nada de comprar coisas da moda, perceber que elas não tem a ver com seu estilo e esquecer no armário.
  • Você pode ter um guardar-roupa funcional com menos peças e, consequentemente, mais organizado.
  • Você perde menos tempo escolhendo roupas porque já tem uma base definida (o seu “uniforme”) e a maioria dos itens do seu armário combinam entre si.

Em resumo: além de ter um estilo definido por seus próprios gostos e que reflete a sua personalidade, você economiza tempo, dinheiro e espaço. Só vejo vantagens!

Como a Anuschka já esclareceu, ter um signature look não significa usar o mesmo tipo de roupa todo santo dia (como o Steve Jobs) mas sim estabelecer um conceito, trabalhar com ele e suas variações. Eu, por exemplo, uso o trio jeans-camiseta-tênis quase todos os dias, mas vario cores, cortes de calça e camisa, acessórios…

Eu mencionei anteriormente que já tinha montado todo o meu guarda-roupa quando li os posts, mas ainda assim quis adotar esse conceito e verificar se as roupas que eu possuo realmente refletem a minha personalidade e meus gostos. Mas para não fazer um post enorme, resolvi dividir todo esse processo em três partes: além deste primeiro texto de introdução, farei um sobre a definição do meu estilo-assinatura (segundo o método proposto pelo Into Mind) e outro com uma avaliação do meu guarda-roupa atual, comparado com a inspiração.

Os posts sairão nas próximas semanas, mas quem tiver se interessado pelo tema pode ler os seguintes textos:

  1. O seu look como a assinatura do seu estilo
  2. Developing a Signature Look: The Complete Guide {Part I} *(Into Mind)
  3. Developing a Signature Look: The Complete Guide {Part II} *(Into Mind)
  4. How To Create Your Own (Quick but Powerful!) Style Profile

Ganhando um dinheirinho extra

Arranjar um troquinho extra é sempre bom, mas como uma pessoa que não tem habilidade alguma de vendedora, passo longe do tradicional “fazer doces/etc. e oferecer para os outros”. Ainda assim, consigo ganhar um dinheirinho de vez em quando com o seguinte:

Enjoei: comecei a lojinha para me livrar de algumas roupas e sapatos que não usava mais, e desde 2015 ganhei R$ 282,15 em vendas. O Enjoei é bom para quem tem roupas usadas em bom estado ou novas, e apesar de pesarem um pouco nas taxas (20% do valor do produto + 2,50 de frete) ele facilita bastante nas questões de anúncio e envio de produtos.

Nota Fiscal Paulista: mesmo não morando em São Paulo, as compras que faço pela internet também valem para o programa, então tenho direito a receber reembolso por elas. Desde 2015 já pude resgatar R$ 58,39.

Méliuz: quando vou comprar pela internet, sempre procuro as lojas que fazem reembolso pelo Méliuz. Dependendo do preço e do desconto, dou preferência a elas. Já tive alguns problemas, como lojas cancelando meu reembolso indevidamente, mas em geral o programa funciona muito bem. Desde 2015 resgatei R$ 58,37.

Pact App: já falei sobre o Pact aqui. Sempre que minhas recompensas chegam ao valor de 10 dólares, posso fazer um resgate. Com o dólar alto, acabo recebendo três vezes o valor da recompensa em reais! Em abril eu fiz um resgate de R$ 35,92 e logo logo farei outro.

Sebo: não queria esperar muito para vender meus livros, então acabei levando em um sebo perto da minha casa. O único problema é que pagam muito pouco, recebi apenas 30 reais, mas dinheiro é dinheiro, né?

Bazar: quando resolvi me livrar de uma vez por todas das roupas que estavam acumuladas em casa, coloquei tudo em uma sacola bem grande e levei em um bazar no Centro. O problema desses bazares que compram na hora é que eles compram por volume e pagam um valor muito baixo – consegui apenas 15 reais por uma sacola gigante cheia de roupas e afins. De qualquer forma, é melhor receber esse pouquinho que não ganhar nada com as roupas paradas em casa.

Não é muito, mas qualquer valor já ajuda no orçamento! Sem contar que o processo de destralhar a casa ou o guarda-roupa ganha um incentivo a mais quando percebemos que podemos ser recompensados financeiramente por isso.😀

Jejum de compras: Junho

O que eu quis comprar, mas não comprei:

  • Promoções de restaurantes do Peixe Urbano
  • Uma lixeira nova para a cozinha

O que eu comprei:

  • 3 caixas de cápsulas de café expresso
  • 1 casaco de moletom
  • Materiais para alguns projetinhos:
    • 1 lata de tinta spray preta
    • 1 frasco de verniz
    • 1 nível com régua

Do que eu me desfiz:

  • 1 calça de brim preta
  • 1 cardigã listrado
  • 1 casaco de tricô
  • 1 par de brincos
  • 1 cachecol verde

Notas: Nesse mês eu consegui reduzir meus gastos com alimentação (principalmente com restaurantes e deliverys), mas acabei tendo gastos inesperados relativamente altos e nem pude sentir o gostinho da economia… Um deles foi a troca do disjuntor do meu apartamento, o outro foi a compra de alguns remédios para acne (estou fazendo tratamento e tudo o que a dermatologista me receitou é SUPER caro). Acabou que não pude comprar nada da wishlist esse mês, uma pena!

Destralhar é bom, mas não consumir é melhor ainda

Semana passada escrevi sobre como demorei meses para dar um destino aos destralhes que tinha feito no meu apartamento. Falei que essa demora se deveu tanto à preguiça de lidar com as tralhas quanto ao desejo de conseguir alguma “compensação” pelo que estava tirando de casa.

Pois bem. Destralhar, em si, é um processo ótimo. Organizar um ambiente, perceber o que é verdadeiramente essencial e o que é supérfluo, se livrar das tralhas e ter mais espaço é excelente, mas lidar com o resultado desse processo pode exaustivo. Precisamos separar o que deve ser jogado fora do que pode ser vendido/doado, e dar um destino para os objetos do segundo grupo é o mais difícil. Vender pela internet é demorado e na maioria das vezes não dá resultado. Levar roupas e objetos em bazares demanda tempo, esforço, e quase não dá retorno. E até para fazer doações é necessário levar os objetos a um lugar apropriado (sou contra deixar na rua porque podem jogar fora).

Na correria do dia-a-dia, fazer essas coisas é complicado. E realizando tudo isso nas últimas semanas foi que percebi que realmente não vale a pena consumir sem consciência. Comprar alguma coisa para se livrar dela pouco tempo depois (às vezes em perfeitas condições), é desperdício não só de dinheiro como também de tempo.

É verdade que a maioria dos meus destralhes eram coisas antigas, mas que tinham sido pouco usadas e ainda estavam em boas condições. E no caso das roupas, o principal motivo para não querê-las mais era “não gosto tanto disso/é feio/não combina comigo” – resultado de compras impensadas no passado, algo que felizmente consigo evitar hoje em dia.

A partir de agora, pretendo me policiar ainda mais e, além de focar nas compras do que é necessário, considerar a qualidade e por quanto tempo eu pretendo manter/usar o produto. Assim vou poder afirmar que estou consumindo com consciência, afinal.