Os destralhes do meu namorado

Sábado passado eu ajudei meu namorado a mudar de república. Na hora de embalar as coisas, ele disse que tinha coisas demais e queria se desfazer de alguns itens, mas não conseguia decidir. Eu sugeri então que ele usasse o método da Marie Kondo*, e mantivesse só o que “desse felicidade” a ele. Meu namorado adorou a ideia e foi pegando cada um dos objetos/roupas/sapatos guardados e avaliando.

No final das contas, ele acabou descartando dois sacos de lixo de roupas, um de sapatos e um de papéis e outras coisinhas. Ele tinha uma infinidade de meias velhas/com um par perdido/rasgadas, sapatos inutilizáveis, camisas e calças gastas… Mas também tinha várias roupas que só não serviam ou ele não gostava mais e estavam boas, essas ele separou para doar.

De acordo com o ele, é meio impossível guardar apenas as coisas que te deixam felizes, já que itens como cuecas, meias ou documentos são necessários mas “neutros”, não dão alegria. Eu concordo com isso, mas ter essa ideia em mente é boa para você avaliar se gosta mesmo ou não de algo que tem, fica mais fácil desapegar se aquilo não te agrada muito.

Meu namorado terminou a arrumação dizendo que tinha coisas demais e que era “muito melhor ser minimalista”. 😀 Agora o armário dele na casa nova está organizadinho e sem nada entulhado, foi divertido acompanhar esse processo.

*Ela é uma personal organizer que ficou famosa com o livro “A Mágica da Arrumação”. Li o livro dela recentemente, ainda vou falar sobre, mas aqui e aqui tem dois posts ótimos do Vida Organizada a respeito da Marie Kondo e seu método.

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9 comentários sobre “Os destralhes do meu namorado

    • Oi Camila. Eu gostei do livro, apesar de não ter achado todas as dicas excelentes. Tirando algumas técnicas específicas, as dicas de organização não são muito diferentes do que se vê em blogs/sites do assunto. Mas se você quiser dar outra chance ao livro, comece pelo capítulo que ensina as técnicas, tem coisas boas. Beijos.

  1. Depois que começamos a destralhar nossa vida e recebemos os benefícios, dá vontade de ajudar todo mundo, principalmente os mais próximos. Meu marido é minimalista de nascimento, não precisou ler nada, ele é desprendido mesmo. Mas na casa da minha mãe tem de tudo acumulado. Fico nervosa querendo ajudá-la, ela ficou feliz com duas partes da casa que arrumei, mas já começou a entulhar coisas de novo,rsrs. Vou deixar cada um com seu cada um, mas quando conseguimos ajudar e a pessoa fica feliz é INCRÍVEL! rsrsrs

    • Oi Priscila, obrigada pelo comentário! Concordo com você, é bom ajudar os outros a destralhar. Boa sorte com as arrumações na casa da sua mãe! Vendo seu exemplo e do seu marido, talvez ela passe a juntar menos coisas…

  2. Oi Bárbara! Eu já comentei no post do livro, mas queria comentar aqui também (pode né? :D).

    Mas então, quanto ao “itens como cuecas, meias ou documentos são necessários mas “neutros”, não dão alegria”. Eu sinto alegria (ou não) com peças íntimas e meias. Por exemplo, eu tenho uma meia de sapinho (porque sim), que está meio velhinha, mas sem buraco e ainda totalmente usável que, quando for usar a técnica do “isso me traz felicidade?” vou gritar um SIM sem pensar duas vezes. E olha que nem foi presente, é que eu gosto mesmo daquela meia. E a Maria também fala sobre coisas que talvez não tragam felicidade no sentido exato da palavra, mas são necessárias, como documentos.

    Acho que dá pra adaptar aquela famosa frase minimalista e incluir a ténica da Kondo: não guarde nada que não seja útil, bonito ou que não te traga felicidade.

    • Pode comentar quantas vezes quiser, Andrea! E eu te entendo sim, também gosto de algumas coisas que deveriam ser neutras (por exemplo: tenho um par de meias que têm divisão entre o dedão e os outros dedos do pé, que serve para usar com chinelos, e gosto muito delas), mas isso só me acontece em um caso ou outro. Claro que se você compra ou ganha algo que te agrada muito, por mais que seja uma calcinha bege (haha), isso vai te dar um pouco de felicidade, sim.

  3. Estou prestes a morar com meu namorado e espero abrir a cabeça dele pra isso também. Ele ainda tem aquele “tique nervoso” do: vamos guardar, vai que precise um dia. Eu acho que tem coisa que, de fato, você precisa um vez ou outra, como furadeira e outros materiais. Mas papel, papelão, caixa, não, tenho agonia. Jogo tudo fora. Ele é meio apegado, mas a gente vai trabalhar junto ❤

    Beijos, Bárbara!

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