Nem todo acontecimento ruim resulta em uma epifania minimalista

Outro dia li no tumblr uma história do ator Bill Murray, contando que ele perdeu seu telefone celular e passou seis semanas sem ele, e foi uma ótima experiência porque ele pode tirar umas “férias” de si mesmo. O post é esse aqui.

Pois eu também tirei umas “férias forçadas” do meu celular, e tem sido uma experiência horrível. Meu telefone foi roubado no dia 21 de novembro. A pessoa que o roubou tirou o telefone da minha mochila sem que eu percebesse, e eu não consegui reavê-lo. Fazia mais ou menos um mês que eu tinha comprado esse celular, passei meses juntando dinheiro e esperando o preço baixar, e ficar sem ele me deixou muito triste, tanto pela perda de dinheiro quanto pelo stress. Além de ficar incomunicável por quase três semanas (não tenho um telefone velho disponível para usar), eu perdi todas as “pequenas facilidades” que um smartphone proporciona hoje em dia: tirar fotos quando vejo algo interessante, fazer uma pesquisa rápida no google quando tenho alguma dúvida, receber lembretes na hora de tomar meu anticoncepcional (sim, eu tinha um app para isso), ter um despertador apenas para dias específicos da semana e, por último, mas não menos importante, ver as horas. Piores “férias” que já tirei na vida.

Não me considero uma dependente de tecnologia/smartphone, mas a vida hoje é de um jeito que não nos deixa ficar sem algumas coisas. Quase ninguém mais tem telefone fixo em casa. A maioria das pessoas se comunica pelo celular, principalmente por whatsapp. Eu tive sorte de ter um reloginho em casa que pude usar de despertador, porque nem sei como acordaria sem um celular para tocar na hora certa. Não acho errado nem “dependência” aproveitar as facilidades que um dispositivo eletrônico oferece. A única coisa ruim em ter a vida centralizada nesse aparelho é que se você o perde, você perde tudo.

Aproveitei os descontos dessa Black Friday para comprar um outro telefone, estou esperando chegar. Depois de tudo, uma coisa eu posso dizer que aprendi: vou passar a esconder meu telefone o máximo possível quando estiver na rua, porque eu não quero passar por uma situação dessas novamente.

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7 comentários sobre “Nem todo acontecimento ruim resulta em uma epifania minimalista

  1. Ótimo post!
    Meu marido teve o telefone roubado há pouco tempo e sofreu tbm. Até tínhamos um antigo em casa, mas não teve jeito, se acostumou com as facilidades de um bom aparelho.
    O dele tinha mais de 2 anos, mas estava ótimo e nós costumamos trocar só depois dos 3 anos. Acabamos antecipando a compra de um novo e até consegui um bom desconto comprando à vista.
    É um luxo, claro! Mas a vida fica muito melhor com eles ❤
    Um beijo!

    • É tão ruim quando isso acontece, né? Se pelo menos tivessem me roubado o antigo, não teria ficado tão triste… Mas comprei um bom aparelho justamente porque queria que ele durasse mais (o meu antigo tinha 1 ano e meio de uso e estava impossível de usar), aí aconteceu isso.

  2. Eu já sou bem desapegada disso. Só tenho celular por causa de 4 pessoas: meus pais e meus irmãos. Se eles soubessem usar e-mail provavelmente nem celular eu teria. E quando fico sem celular (esqueço em casa, por exemplo), sinto é alívio.

    • Queria ser assim, Helena! Mas até para conversar com a minha mãe, que mora em outra cidade, eu uso o Whatsapp. Depois que me acostumei com as facilidades de ter um smartphone, acho muito ruim viver sem.

  3. Bárbara, que situação chata essa que aconteceu contigo. Confesso que tambem uso o telefone pra muitas coisas e quando tive um problema no meu, em setembro (que so foi resolvido agora, em novembro) foi tenso.

  4. OLá eu não tenho celular, nem eu nem meu namorado e as pessoas não acreditam como sobrevivemos. Não consigo imaginar minha vida tão dependente de algo tão pequeno k, claro que não é só isso. O celular muitas vezes ou sempre não deixa a gente esquecer das coisas e nem as pessoas esquecerem a gente, às vezes simplesmente não queremos ser comunicáveis o tempo todo que é o meu caso. E eu sou uma pessoa que não gostaria de ter a vida regrada por um aparelho desses porque eles fazem com que a gente fique simplesmente conectada com o mundo o tempo todo, quando o que precisamos na verdade é se desconectar. Gosto muito do seu blog pois me identifico muito com ele, não me considero uma pessoa minimalista por não saber muito qual o real sentido do “estilo de vida”, mas gosto de viver com o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais(8)!

    • Oi diessesiqueira, gostei muito do seu comentário! Em primeiro lugar, obrigada por seguir o blog. Acho que o “estilo de vida” minimalista é justamente o que você falou: somente o necessário! Você é uma das poucas pessoas que já vi falarem que não tem nem querem ter um celular. Entendi bem suas razões, e acho certo que você não ceda às pressões e acabe adquirindo um aparelho que você não vê necessidade em ter. Eu gosto das facilidades que um telefone traz, mas reconheço que celulares dão uma certa dor de cabeça às vezes.

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