Quando comprar barato não é um bom negócio

No ano passado, fiz um post sobre o enxoval que estava comprando depois da mudança, e escrevi exatamente essa frase:

Tentei economizar o máximo porque esses itens para a casa costumam ser caros, então a maioria deles veio de promoções…

Pois bem. A grande maioria dos itens que comprei são bons e estão durando bem, não tenho do que reclamar. Só passei raiva com uma coisa: o meu edredom. Eu o comprei em uma promoção numa dessas lojas de cama/mesa/banho, ele não tinha marca e saiu por R$ 80. Ele é grande, macio e esquenta bem, o problema é que  o “recheio”, que são pequenos fiapos de poliéster, escapa pelas tramas do tecido o tempo todo, e como se não bastasse isso, ele espeta! Sim, passei todo o inverno passado sendo pinicada quando mexia sob o edredom ou quando sentava na cama. O enchimento também saía durante a lavagem, e ele acabou ficando bem mais fino que no início.

Para não passar por esse perrengue de novo, esse mês fui a uma loja da Artex e comprei outro edredom, dessa vez por R$ 156 – o dobro do preço do primeiro, mas pelo menos é de uma marca que eu conheço e confio na qualidade e durabilidade dos produtos. Mas como nada é perfeito, esse novo edredom, mesmo sendo para camas de casal padrão, é gigantesco! Não coube em nenhum lugar no meu quarto (nem dentro da minha mala, onde ficava o primeiro), então precisei comprar uma embalagem de armazenamento a vácuo para guardá-lo.

Moral da história: quis economizar e acabei gastando mais ainda que o previsto. Isso já aconteceu comigo várias vezes, principalmente com roupas e sapatos – eu comprava alguma coisa super barata, ela estragava alguns meses depois e aí eu precisava comprar outra (jamais esquecerei de uma imitação de All Star que me custou R$ 30 e durou exatamente dois meses). Hoje em dia, prefiro gastar um pouco mais com itens que sei que são de qualidade e vão durar um bom tempo… Vou usar esse critério para roupas de cama também.

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16 comentários sobre “Quando comprar barato não é um bom negócio

  1. Me identifiquei com a situação do All Star… uma vez comprei uma imitação de Melissa, paguei 35,00 e ela descolou inteira na primeira lavagem. Nunca mais compro nada “genérico”

    • Isso é tão ruim, né Viviane? A gente quer economizar e acaba gastando mais do que deveria. Das coisas que preciso usar com frequência eu também não compro nada genérico, não vale a pena.

  2. Isso faz todo sentido! Eu comprei dois tenis pra intercalar na minha pedalada/caminhada, só que ambos com menos de um ano de uso estão completamente destruídos. Já descolaram, colei, rasgaram… Agora comprei um tenis mais caro mas cuja qualidade sei que é boa e que vai me permitir usar por um longo tempo sem precisar repor. Realmente o barato acaba saindo caro!

    • É verdade, Bruna. Cansei de comprar sapatos “marca da loja” que se destruíam dois/três meses depois da compra. Não saio esbanjando com coisas de grife mas agora prefiro comprar produtos que sei que são duráveis, é menos estresse e menos gasto, no fim das contas!

  3. Ah… acho que nessa busca de consumo consciente a gente passa por essa reflexão. Não vale a pena uma coisa que tá barato, mas não vai durar. Ainda faço isso, não por escolha, mas porque nem sempre a minha condição financeira me permite comprar algo de qualidade quando eu preciso(tipo quando minha surrada sandália arrebenta e estou sem dinheiro). Aí, vai o que dá…rsrs. Mas sempre que possível escolho pela qualidade.

    • Sei como é, Priscila. Eu costumo ficar de olho nas coisas, principalmente sapatos, quando vejo que estão ficando estragadinhos já vou me preparando para uma compra futura. Quando não dá, vou fazendo gambiarras mesmo – minha última sandália, quando arrebentou, ficou colada com Super Bonder até eu comprar outra um mês depois hahahaha

  4. Vivo dando bronca na minha mãe por causa disso. Ela está sempre gastando dinheiro com produtos baratos de qualidade ruim, principalmente calçados. Meu problema era com mochilas, levei um tempão para entender que as mochilas baratas de má qualidade não compensam de forma alguma. Mas há também produtos bons e baratos, como o relógio que uso atualmente e comprei por R$ 30,00 na Decathlon, e produtos ruins e caros, como as sandálias da Arezzo. Com o tempo a gente aprende a ter “olho clínico” para as coisas e consegue identificar quais são os produtos de boa qualidade, independente do preço.

    • Concordo, Helen. Nem sempre um produto de marca tem qualidade, às vezes é só preço mesmo. Mas, como você disse, com o tempo aprendemos a identificar o que é bom negócio e o que é cilada.

    • Que sorte você teve com esse edredom bom! Eu, como já comprei um barato e ruim de primeira, nem quis experimentar outras marcas menores, com medo de dar azar outra vez. Mas meu cobertor, por exemplo, comprei nas Lojas Americanas por R$ 40 e ele é excelente. Às vezes essas coisas são na sorte mesmo. 😀

  5. Estou acompanhando alguns blogs sobre “minimalismo” e estou tentando adotar este padrão.

    Quando eu vou comprar algum produto, eu procuro analisar uns quesitos básicos como o tempo que irei usar, o valor, a funcionalidade e também a “durabilidade”.

    Comprar um produto barato para usar uma ou duas vezes é uma coisa, agora comprar um produto que você usará por mais tempo, acho que vale a pena investir um pouco mais e comprar algo melhor.

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