Correndo atrás do prejuízo

2017 ainda não acabou, mas estive refletindo sobre os meses que passaram e percebi que o ano foi péssimo para mim – sem dúvidas, o pior desde quando comecei o blog. Quase tudo deu errado: fiz inúmeros planos que não consegui cumprir, negligenciei o blog, me afastei das minhas amigas, meu relacionamento entrou em crise, gastei dinheiro com coisas que não deveria e não gastei com o que deveria, não tirei férias, não consegui manter uma rotina diária e, para piorar, passei a ter crises de insônia que acabaram com o resto de disposição que eu tinha (e com a minha saúde também).

A única área da minha vida que continua bem é a financeira: continuo poupando todo mês, não fiquei endividada apesar dos gastos e estou pagando o FIES direitinho. Ainda que a situação pudesse ser melhor, nesse aspecto eu estou tranquila.

Depois de todos os problemas, resolvi parar um pouco: cancelei todos os planos que tinha para o fim desse ano e o início do próximo, estabeleci algumas tarefas para realizar até dezembro (exemplo: doar os resultados do último destralhe, que estou adiando até hoje) e agora vou refletir sobre o que me deixa insatisfeita na minha vida e o que posso fazer para melhorar. Sei que vai ser impossível resolver tudo de uma vez, mas qualquer progresso, por menor que seja, vai ser melhor do que essa sensação de estagnação que estou sofrendo ultimamente.

Por fim, não acredito que seja possível reverter o desastre que foi 2017 nesse último mês e meio, mas talvez eu consiga sair dele com um gosto menos amargo na boca – vamos torcer.

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Compras (frustradas) para a pessoa que eu queria ser

Quem nunca comprou alguma coisa pensando não no valor que ela traria para a sua vida no momento da compra, mas no futuro, e acabou esquecendo essa compra em um armário qualquer? Eu sempre.

Um post no The Financial Diet sobre aspirational spending –  o hábito de comprar coisas que se adequam a uma versão idealizada de você mesma, e não à real  – me fez refletir sobre todas as compras que fiz (e ainda faço às vezes) que, em teoria, me transformariam em uma pessoa melhor. Mudar de estilo, ser mais saudável, adotar um novo hobby… Cada compra trazia a esperança de alcançar a pessoa que eu desejava ser mas, como previsto, nunca se concretizava:

  • Roupas/sapatos/acessórios que não tinham nada a ver comigo: hoje em dia não faço mais isso, mas antes de entender meu estilo e criar um guarda-roupa minimalista eu vivia comprando roupas que achava lindas mas não usava por um motivo ou por outro. Quando era adolescente também acontecia muito de comprar algo “mais feminino” só por pressão da minha mãe, como sapatos de salto alto. Tudo acabava encalhado no armário.
  • Planos de academia que não aproveitei como deveria: preciso fazer musculação. Odeio musculação. Não vou na academia. Jogo dinheiro fora.
  • Materiais para projetos que nunca foram executados: eu tenho muitas ideias para projetos de decoração, mas ás vezes eu me empolgo, compro os materiais e percebo que não vai ficar bom, ou acabo deixando para depois e nunca faço.
  • Cadernos maravilhosos que ficaram intactos na minha escrivaninha:Vou fazer um diário de viagens para registrar as lembranças dos lugares que eu visitar, vai ser ótimo”. Eu só não contei com a preguiça de escrever.
  • E-books que nunca foram lidos: quando comprei meu Kindle eu realmente pensei que ele iria facilitar a minha vida – e facilita, quando eu me digno a pegá-lo para ler alguma coisa, o que não tem acontecido com muita frequência.
  • Jogos que estão esperando no computador: chega a época de Steam Sales e eu compro pelo menos 4 jogos em promoção, me parabenizo por ter gastado menos que R$ 20, jogo um deles, esqueço os outros, e repito o processo no semestre seguinte.
  • Produtos de beleza que ficaram encalhados no banheiro: durante meu tratamento contra a acne, minha pele ficou muito seca então comprei um hidratante corporal. Minha pele continuou seca porque eu nunca lembro de passar o hidratante, e quando lembro fico com preguiça e acabo não usando.

Confesso que fazer essa lista me deixou um pouco revoltada, tanto com a minha ingenuidade de achar que adotaria certos hábitos quanto com o dinheiro desperdiçado nessas compras. Além disso, percebi que eu não estou organizando muito bem o meu tempo, porque eu gostaria de ler mais e de zerar meus jogos, mas nunca dá, já que eu estou sempre ocupada com outras coisas. Por fim, a lição que fica é que eu preciso refletir bastante antes de comprar coisas: elas precisam ser úteis para mim, não para a Bárbara que existe na minha cabeça – por melhor que ela seja.

Uma pausa

Olá, leitoras e leitores. Não tenho publicado posts regularmente nos últimos tempos, e por isso peço desculpas, mas ando meio desanimada e sem ideias. Quando essa fase passar (espero que seja logo), o blog estará de volta. Abraços!

Cansar de uma roupa é anti-minimalista?

Ultimamente estou num dilema: tenho algumas peças no guarda-roupa que não uso tanto quanto antes, e percebi que não gosto mais delas como antigamente. Pela filosofia da Marie Kondo eu deveria me desfazer delas, já que elas não me trazem mais felicidade. O problema é que, mesmo antigas, essas roupas não estão estragadas, e fico pensando se não seria anti-minimalista da minha parte tirar itens em perfeito estado do meu armário para comprar outros apenas “porque sim”.

Antes de conhecer o minimalismo, eu comprava muitas roupas que não eram exatamente do meu estilo, quase não usava nenhuma delas e as deixava eternamente no armário, até cansar e doar. Depois de realizar o projeto do guarda-roupa minimalista e finalmente ter um armário apenas com coisas que gosto e que refletem o meu estilo, parei totalmente com essa prática. Desde então eu comprei pouquíssimas roupas, a maioria delas para substituir algo que estava estragando.

A situação agora é um pouco diferente: as peças das quais estou falando já estavam no meu armário durante o projeto, e a maioria delas eu comprei quando ainda morava na minha cidade natal. Tenho shorts e vestidos que uso desde os 17 anos! Como não os uso todo dia, eles ainda estão bem conservados, apesar de antigos. Daí vem a dó de me desfazer de uma roupa que está durando 10 anos e me vestindo bem.

Também tenho um certo receito de “abrir a porteira” da substituição e passar a trocar outras roupas sem necessidade com maior frequência. Ando lendo tanto sobre consumo consciente, fazer isso iria prejudicar todo o meu caminho no minimalismo até agora.

Enfim, ainda vou pensar se substituo os meus vestidos.  De qualquer forma, só o fato de estar refletindo sobre isso já mostra o quanto a minha visão sobre o consumo (principalmente em relação à indústria da moda) mudou. Não tinha pensando nisso até escrever esse post!  😀

 

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Tenho esse vestido há 10 anos! Essa foto é do ano passado, em Salvador.

O que eu não aprecio no minimalismo

Há anos me dedico a falar neste blog sobre como é bom adotar um estilo de vida minimalista, mas hoje resolvi ser hater e escrever sobre algumas tendências das quais não gosto nesse meio. Aqui vão elas:

Tudo preto, branco e cinza
Apesar de adorar essas cores (branco só para decoração, roupas jamais), existe uma falsa noção de que para se ter uma casa ou um estilo minimalista, você não pode sair desse espectro. É só procurar “minimalismo” no Pinterest para ser bombardeada por fotos de casas e roupas monocromáticas, e isso me cansa às vezes.

Destralhe, destralhe e mais destralhe
Entendo que é importante se livrar das coisas desnecessárias para ter uma casa mais organizada, e que isso é um processo contínuo, mas eu gostaria de ver mais conteúdo além disso nos blogs/sites e no Pinterest. A maioria esmagadora dos posts sobre minimalismo tem a ver com destralhe, e depois de ter adotado esse hábito, eu fico pensando “Ok, e agora? O que mais eu posso fazer?”, mas acho pouca coisa que me inspire.

Listas de itens essenciais para o guarda-roupa
Como disse nesse post, não gosto de listas de roupas essenciais porque elas são muito impessoais. Cada um tem seu estilo, e o que é essencial para mim pode não ser para outras pessoas.

Poucos móveis num espaço imenso
É verdade que o movimento minimalista se originou nas artes, no design e na arquitetura, sendo relacionado mais à estética que ao uso de espaço ou quantidade de objetos, mas eu não consigo deixar de achar estranho quando vejo fotos de casas gigantescas, porém com poucos móveis, sendo chamadas de minimalistas. Não seria melhor ocupar menos espaço?

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Insira uma legenda

Começar a ser minimalista comprando “coisas minimalistas”
Às vezes eu leio relatos de pessoas dizendo que remodelaram todo o guarda-roupa ou a casa para se adequar ao modo de vida minimalista, e eu não consigo deixar de ver a ironia da situação: consumir mais, gastar dinheiro e gerar mais lixo não deveria ser considerado minimalista, por mais que sua casa e suas roupas agora sejam todas pretas, brancas e cinza! 😀

Falta de reflexão sobre privilégios
Pouco se fala sobre isso, mas a verdade é que poder adotar uma vida simples, reduzir posses e gastos supérfluos é um privilégio para pessoas de classe média/classe alta. Quantas pessoas no Brasil podem, como eu, separar um valor X por mês para gastar com não-essenciais? Às vezes as pessoas se perdem no discurso de “é possível ter uma vida minimalista, é só querer”, sendo que a maioria não vive com menos por opção, e sim por necessidade. Não quero me colocar como melhor que ninguém – até porque meu discurso nesse blog também é bastante classe média), só quero apontar que é necessário fazer essa reflexão de vez em quando.

E vocês, leitores, tem alguma coisa que não gostam no minimalismo? Me contem nos comentários!

Destralhar é bom, mas não consumir é melhor ainda

Semana passada escrevi sobre como demorei meses para dar um destino aos destralhes que tinha feito no meu apartamento. Falei que essa demora se deveu tanto à preguiça de lidar com as tralhas quanto ao desejo de conseguir alguma “compensação” pelo que estava tirando de casa.

Pois bem. Destralhar, em si, é um processo ótimo. Organizar um ambiente, perceber o que é verdadeiramente essencial e o que é supérfluo, se livrar das tralhas e ter mais espaço é excelente, mas lidar com o resultado desse processo pode exaustivo. Precisamos separar o que deve ser jogado fora do que pode ser vendido/doado, e dar um destino para os objetos do segundo grupo é o mais difícil. Vender pela internet é demorado e na maioria das vezes não dá resultado. Levar roupas e objetos em bazares demanda tempo, esforço, e quase não dá retorno. E até para fazer doações é necessário levar os objetos a um lugar apropriado (sou contra deixar na rua porque podem jogar fora).

Na correria do dia-a-dia, fazer essas coisas é complicado. E realizando tudo isso nas últimas semanas foi que percebi que realmente não vale a pena consumir sem consciência. Comprar alguma coisa para se livrar dela pouco tempo depois (às vezes em perfeitas condições), é desperdício não só de dinheiro como também de tempo.

É verdade que a maioria dos meus destralhes eram coisas antigas, mas que tinham sido pouco usadas e ainda estavam em boas condições. E no caso das roupas, o principal motivo para não querê-las mais era “não gosto tanto disso/é feio/não combina comigo” – resultado de compras impensadas no passado, algo que felizmente consigo evitar hoje em dia.

A partir de agora, pretendo me policiar ainda mais e, além de focar nas compras do que é necessário, considerar a qualidade e por quanto tempo eu pretendo manter/usar o produto. Assim vou poder afirmar que estou consumindo com consciência, afinal.

As redes sociais estão sugando a minha vida?

Pergunta retórica. É óbvio que estão.

Ultimamente tenho sentido que estou sem tempo para nada. Chego em casa depois do trabalho, pisco, e já são 11 horas da noite. Exageros à parte, é claro que as últimas horas do dia e os fins-de-semana eu reservo para o descanso (tirando as horas do francês e da arrumação da casa…), mas notei que venho adiando até mesmo as “tarefas” que considero prazerosas – projetos de DIY, livros para ler, filmes para assistir – tudo está ficando para depois.

Nos últimos dias percebi que um dos maiores sugadores do meu tempo são as redes sociais. Exemplo: chego em casa cansada, resolvo “fazer uma horinha” antes de preparar o jantar, abro o Facebook… Passou uma hora. Faço a janta, vou ver uma série, termino e abro Twitter/Facebook/Tumblr/etc, mil scroll downs depois, já são 23:30 e tem louça na pia para lavar, marmita para fazer, banho para tomar… Vida que segue.

É claro que mexer em redes sociais não representa meu maior gasto de tempo – oito horas diárias de trabalho + academia + deslocamento + serviços domésticos consomem a maior parte do meu dia, e não tenho como fugir disso. E já que meu tempo livre é tão pouco eu prefiro gastá-lo com atividades que aprecio, e que não me deixarão com a sensação de “já é tão tarde e eu não fiz nada!”.

Não vou ser radical e excluir minhas redes sociais (até porque o Twitter mora no meu ❤ ), mas por uma semana vou diminuir drasticamente o meu acesso e trocar as infinitas mudanças de aba no Chrome por atividades que venho enrolando para fazer (de preferência, longe do notebook).

Começando imediatamente: já desativei os aplicativos do Facebook e do Twitter do meu celular. Só vou ligar o computador à noite quando tiver episódios novos das séries que eu assisto (nesse mês só duas estão ativas, vai ser fácil), ver um filme ou jogar. Na próxima semana escrevo um post contando como foi.

A vida que eu quero

Outro dia eu estava navegando pelo Tumblr e vi um post que me tocou bastante:

Tradução aproximada:

Conceito: eu termino a escola. O emprego que tenho não é meu trabalho dos sonhos mas eu gosto dele e trabalho bem ainda assim. Ele me paga o suficiente para cobrir todas as minhas necessidades. Minhas contas nunca estão atrasadas. Dinheiro não é uma preocupação. Eu tenho um lugar para morar. Meus cachorros também. Ele é bom e quente, eu tenho algumas plantas, minhas estantes estão cheias de livros, meus lençóis estão sempre limpos. Tenho tempo para ler no fim do dia. Eu leio bastante. Pensar é uma coisa boa. Eu me encontro regularmente com amigos, novos e velhos. Eles me amam. Nós criamos memórias. Eu não tenho nada do que me envergonhar. Eu viajo algumas vezes por ano, sempre para lugares diferentes. Os lugares que eu vejo me tiram o fôlego. As pessoas que eu encontro me ensinam sobre a vida. Elas são boas. Não existe guerra. O mar me chama e eu faço uma visita. Eu sou independente. Eu sou feliz.

Tirando alguns pequenos detalhes, como ter cachorros (preferiria um gato) ou ter vários livros (sou mais o kindle), eu mesma poderia ter escrito esse texto. É engraçado que sempre que penso em como seria a “vida perfeita” para mim, sempre me vêm duas imagens: a vida maravilhosa – ser rica, não precisar trabalhar, viver viajando – e a realista, que é basicamente a que foi descrita nesse post de Tumblr.

Ultimamente eu tenho pensado bastante nessa vida que eu quero ter. Não posso negar que já conquistei muito do que eu queria: eu moro sozinha, como sempre quis. Trabalho na minha área de formação, e apesar de não ser despreocupada com dinheiro, tenho o suficiente para me manter e guardar para o futuro – o que, infelizmente, não é realidade para grande parte das pessoas no Brasil. Encontro minhas amigas uma vez por mês, e apesar de achar pouco, sempre fico feliz em vê-las. Meus lençóis também estão sempre limpos, o que é ótimo!

Ainda assim, algumas coisas me faltam. Não estou muito feliz com o meu trabalho, e quase não sobra tempo para fazer as coisas que gosto. Acho exaustiva a jornada de trabalho de 40h semanais, mas por enquanto não tenho como fugir disso. Queria poder viajar mais e conhecer novos lugares, mas tenho medo de gastar com viagens um dinheiro que pode fazer falta no futuro. E nesse momento caótico da política nacional, tenho muito medo de a situação econômica piorar tanto que eu perca tudo o que conquistei até hoje (e nem falo só por mim, dessa vez).

Vejo muito por aí, principalmente nas redes sociais, pessoas reclamando de não saberem o que querem da vida aos 20 e tantos anos, de estarem “perdendo tempo” e de não serem bem-sucedidas. Eu mesma me sinto assim às vezes, e ler esse post me ajudou um pouco a enxergar que não é bem assim, que, devagarinho, eu estou conquistando a vida que eu quero. Eu sei que meus sonhos são realizáveis, e sei que vou alcançá-los, no que depender de mim.

A tentação dos supermercados “chiques”

Costumo fazer minhas compras semanais em supermercados mais populares, que tem os preços mais baixos. Acontece que nem sempre encontro ingredientes para uma ou outra receita nesses mercados, então procuro nos estabelecimentos mais de classe média-alta (supermercados “de rico”, como costumo chamar), onde é mais provável achar itens incomuns.

Foi o que aconteceu nesse fim-de-semana. Queria fazer uma moqueca, precisava de caldo de camarão e não achei em lugar nenhum. Então, no sábado, fui com meu namorado em uma das lojas do Super Nosso. Nossa ideia inicial era comprar uma caixinha de caldo de camarão (se houvesse) e algumas frutas para fazer suco. Só que aí começamos a andar pelo supermercado, ver coisas “interessantes” em oferta… No fim das contas, saímos com 130 reais em compras, a maioria delas supérfluos como chás, molhos e temperos.

Está aí uma coisa que não consigo controlar ainda: a vontade de comprar “coisas gostosas” para comer ou usar em receitas. Geralmente eu sou bem prática na hora de fazer compras, faço listas, planejo, mas se aparece a oportunidade eu não penso duas vezes. Agora estou aí, com o orçamento comprometido até receber o salário em março. 😦

Meu namorado diz para eu não ficar triste e pensar que agora tenho várias comidas gostosas para preparar e comer, mas eu ainda me sinto mal por cometer um erro tão básico quanto fazer compras por impulso – já perdi esse hábito com roupas e todas as outras coisas, menos comida. Nessas horas vejo que tenho um longo caminho pela frente…

Nem todo acontecimento ruim resulta em uma epifania minimalista

Outro dia li no tumblr uma história do ator Bill Murray, contando que ele perdeu seu telefone celular e passou seis semanas sem ele, e foi uma ótima experiência porque ele pode tirar umas “férias” de si mesmo. O post é esse aqui.

Pois eu também tirei umas “férias forçadas” do meu celular, e tem sido uma experiência horrível. Meu telefone foi roubado no dia 21 de novembro. A pessoa que o roubou tirou o telefone da minha mochila sem que eu percebesse, e eu não consegui reavê-lo. Fazia mais ou menos um mês que eu tinha comprado esse celular, passei meses juntando dinheiro e esperando o preço baixar, e ficar sem ele me deixou muito triste, tanto pela perda de dinheiro quanto pelo stress. Além de ficar incomunicável por quase três semanas (não tenho um telefone velho disponível para usar), eu perdi todas as “pequenas facilidades” que um smartphone proporciona hoje em dia: tirar fotos quando vejo algo interessante, fazer uma pesquisa rápida no google quando tenho alguma dúvida, receber lembretes na hora de tomar meu anticoncepcional (sim, eu tinha um app para isso), ter um despertador apenas para dias específicos da semana e, por último, mas não menos importante, ver as horas. Piores “férias” que já tirei na vida.

Não me considero uma dependente de tecnologia/smartphone, mas a vida hoje é de um jeito que não nos deixa ficar sem algumas coisas. Quase ninguém mais tem telefone fixo em casa. A maioria das pessoas se comunica pelo celular, principalmente por whatsapp. Eu tive sorte de ter um reloginho em casa que pude usar de despertador, porque nem sei como acordaria sem um celular para tocar na hora certa. Não acho errado nem “dependência” aproveitar as facilidades que um dispositivo eletrônico oferece. A única coisa ruim em ter a vida centralizada nesse aparelho é que se você o perde, você perde tudo.

Aproveitei os descontos dessa Black Friday para comprar um outro telefone, estou esperando chegar. Depois de tudo, uma coisa eu posso dizer que aprendi: vou passar a esconder meu telefone o máximo possível quando estiver na rua, porque eu não quero passar por uma situação dessas novamente.