5 habilidades que ajudam a economizar dinheiro (e tempo)

A princípio, o título desse post seria “5 habilidades essenciais para quem mora sozinho”, mas eu percebi que tudo na lista é importante para qualquer pessoa que precise “se virar” algum dia na vida, morando sozinha ou não! Vamos a elas:

Cozinhar: essa é primordial. Não precisa ser um chef, mas é importante saber o básico: um arroz, um macarrão, uma carne… Cozinhar em casa quase sempre é mais barato que comer fora, e costuma ser mais saudável também, já que a maioria dos deliverys é de fast-food. Sem contar que, ao saber cozinhar, você fica menos dependente de outras pessoas – não foram poucos os casos que ouvi de homens que ficam com fome em casa esperando a esposa chegar pra fazer a comida! Por favor, né?  😀

Fazer serviços domésticos básicos: varrer e passar pano no chão, lavar a louça, lavar roupa e etc até hoje são serviços bem simples que mantém uma casa limpa. Infelizmente, assim como cozinhar, esse trabalho é visto como obrigação feminina, mas como já disse nesse post, todos que compartilham uma casa devem se responsabilizar igualmente pelas tarefas. E quando a pessoa mora sozinha, é bom que ela saiba fazer o básico, assim não precisa gastar com faxineira. E mesmo que você contrate uma diarista de vez em quando, que coisa feia deixar a casa imunda só porque alguém vai limpar depois, não?

Fazer pequenos reparos em casa: trocar lâmpada e resistência de chuveiro, consertar torneira pingando, furar parede… Esses serviços são considerados masculinos, mas podem (e devem) ser feitos por qualquer pessoa. Desde cedo, na minha casa não tinha nenhum homem para fazer essas tarefas (meu pai morreu quando eu era bem nova), minha mãe fazia quase tudo e eu aprendi com ela. Morando sozinha, vi que chamar um profissional para fazer reparos sai caro, então eu faço tudo o que consigo. Tem muitos tutoriais na internet, a maioria das coisas não é tão difícil quanto parece.

Costurar: remendar buracos e pregar botões são o básico do básico (e são tudo o que eu sei!). Outra atividade considerada feminina, mas que deveria ser ensinada a todos. Afinal, se um botão cai da sua camisa, o que você, homem que mora sozinho, vai fazer? Levar na costureira? Pedir para a sua mãe colocar de volta? Jogar a camisa fora? Economize tempo e dinheiro (e a paciência da sua mãe) e pregue seus próprios botões!  😀

Fazer orçamento: o primeiro passo para controlar as finanças é fazer um orçamento. Para quem mora sozinho ou quer morar em breve, ter uma noção dos gastos é muito importante, pois manter uma casa é um gasto e tanto. Quem não tem experiência pode começar apenas anotando os gastos diários em um caderno, só para ter uma ideia de onde seu dinheiro está indo. Depois, pode passar tudo para uma planilha do Excel ou usar um desses inúmeros aplicativos de controle de finanças.

Vocês leitores acrescentariam alguma coisa à lista? Me contem nos comentários.

TAG – Falando de Dinheiro

Peguei essa TAG do blog Lar Possível, que descobri recentemente e gostei bastante. No blog a Elisa gravou um vídeo com as respostas, mas aqui vai ser texto mesmo!

Vamos às perguntas:

1. Qual foi a primeira vez que você ganhou dinheiro trabalhando?
A primeira vez que ganhei dinheiro trabalhando foi quando iniciei meu primeiro estágio, em 2010. Trabalhava como monitora no laboratório de informática em um colégio, e minha bolsa-estágio era R$ 400, que mal era suficiente pagar a república e comprar comida.

2. Qual a coisa mais curiosa que você já fez pra ganhar dinheiro?
Nunca fiz nada além do usual para ganhar dinheiro. Fora os estágios, trabalhei como monitora na faculdade, fiz divulgação do vestibular da PUC num shopping, e vendi roupas/sapatos/acessórios usados na internet e em bazares.

3. Qual o maior sonho de consumo que você já realizou desde que começou a trabalhar?
Morar sozinha. Depois que passei de estagiária a contratada, juntei o máximo de dinheiro possível para comprar os móveis e eletrodomésticos principais para o apartamento e consegui alugar uma quitinete no fim de 2014.

4. Que compra te deu a maior sensação de dinheiro jogado no lixo?
As compras que mais me deram essa sensação foram as roupas que usei pouco ou que não combinavam comigo mas ainda assim eu insisti em comprar. Quando doei/vendi super barato várias roupas que ficaram anos encalhadas no meu armário bateu essa sensação de desperdício.

5. Você consegue poupar dinheiro? Se sim, dá uma dica.
Consigo sim! A dica que dou é estabelecer uma meta de poupança e separar esse dinheiro assim que receber o salário. O valor da poupança já tem que estar definido no orçamento do mês, é necessário tratá-lo como uma “despesa” essencial, assim como o aluguel ou a conta de luz. Desse jeito é mais fácil separá-lo.

6. Qual é seu maior ralo de dinheiro?
Atualmente minhas maiores despesas são com o apartamento e com alimentação. Ambos são indispensáveis, mas poderiam ser reduzidos. Não abro mão de certas coisas – eu não dividiria um apartamento só para cortar gastos (a não ser em caso de absoluta necessidade), mas tento manter as contas fixas em um mínimo; também gosto de cozinhar e comer bem, mas estou tentando comprar alimentos de forma mais inteligente e gastar menos com restaurantes, fast-food e delivery. Essa é minha maior dificuldade no quesito redução de gastos. 😦

7. Qual a sua maior preocupação financeira?
Passar por dificuldades e não ter dinheiro para me sustentar. Morro de medo de ficar desempregada por um tempo longo e precisar sair do meu apartamento, por exemplo. Para mim, morar sozinha e me sustentar foi a maior conquista da minha vida até então, e perder isso seria voltar à estaca zero.

8. O que você faria se ganhasse uma fortuna?
Pararia de trabalhar, investiria uma parte do dinheiro para garantir meu sustento e usaria o resto para viajar pelo mundo. Os planos já estão definidos, só falta o bilhete premiado da Mega Sena! 😀

9. O que você faria se tudo desse errado e você precisasse dar um jeito de se sustentar?
Tentaria arranjar qualquer emprego, mesmo que não fosse na minha área de atuação. Também poderia fazer doces para vender, já que cozinho bem.

10. Qual o negócio dos seus sonhos?
Ser herdeira, hahaha. Falando francamente, eu não tenho um negócio “dos sonhos”, porque ser dona de um negócio implicaria em continuar trabalhando e meu sonho mesmo é não precisar trabalhar para viver.

11. O que te faz juntar dinheiro com prazer?
Saber que vou ter dinheiro guardado! Seja para uma viagem, para alguma compra importante ou para o fundo de emergências, saber que terei o dinheiro quando precisar, sem fazer dívidas, é muito gratificante.

Reformar ao invés de substituir

No fim do mês passado levei dois pares de sapato para o conserto. Ambos (um All Star e uma sapatilha) estavam com as solas bem gastas, mas com estrutura superior ainda em bom estado. O sapateiro fez os reparos necessários e me cobrou R$ 80 pelo serviço.

Algumas pessoas poderiam dizer “mas Bárbara, por esse preço você compraria um novo par de sapatos!” Dependendo da marca dos sapatos, até que seria verdade. Mas tanto a sapatilha quanto o tênis são feitos de couro, e só o All Star custou o dobro desse valor. Já contei aqui no blog que prefiro pagar mais caro por sapatos que são duráveis, principalmente tênis, porque é o que eu mais uso no dia-a-dia. E não posso me dar ao luxo de descartar um calçado que custou caro se ele ainda é “consertável”.

Outro motivo pelo qual prefiro mandar reformar os sapatos é porque eles já são do meu gosto. Hoje em dia sou muito chata para compras, só adquiro o que considero bonito e de qualidade, e prefiro peças simples. Um exemplo: passei meses e meses procurando uma sapatilha preta básica e não conseguia achar de jeito nenhum, porque é basicamente impossível encontrar qualquer sapatilha que não seja lotada de apliques, strass, fivelas, etc. O que eu quero dizer é que não vale a pena para mim passar pelo estresse de sair para comprar sapatos novos.

E por fim, além de gastar menos e continuar com itens que amo no meu guarda-roupa, não produzo lixo à toa. Só vantagens. O mesmo vale para roupas: já mandei ajustar roupas que estavam largas, dar bainha, etc. Minha mãe sabe costurar, então às vezes ela mesma faz essas coisas para mim. Inclusive, acho que costurar é uma boa habilidade para se adquirir – mesmo quem não cria peças do zero pode economizar bastante ajustando as próprias roupas. Talvez um dia, quando eu tiver tempo e espaço para uma máquina de costura, eu me aventure nessa área.

Não é que dias depois de trazer meus sapatos do conserto, vi que meu par de botas (que amo), está quase perdendo as solas?! Logo logo ele vai fazer uma “visita” ao sapateiro também!

Minimalismo e economia em viagens

Entre os dias 12 e 15 desse mês, estive em Curitiba. Foi a quarta viagem que fiz sozinha, e percebi que estou ficando boa nesse negócio! 😀  Consegui organizar uma viagem bem divertida e tranquila, apesar de curta. Vou listar aqui algumas práticas que adotei para me organizar e economizar durante essa viagem:

Viajar em datas alternativas: ao invés de tirar férias, resolvi aproveitar o fim-de-semana anterior o dia 15/08, feriado municipal em BH, para viajar. Pedi folga na sexta, 12/08 (vou pagar as horas, mas tudo bem), e consegui fazer uma mini-viagem sem sacrificar minhas férias e sem sofrer com o movimento de férias/feriados nacionais.

Pesquisar hotéis e passagens em promoção: eu gosto muito do site booking.com, porque posso comparar preços de hotéis e fazer a reserva por ele mesmo, sem complicações. Para passagens, gosto do Decolar.com ou do Viajanet. Mas é bom ficar atento e só usar esses sites para pesquisa, já que eles cobram taxas extras, e comprar direto nos sites das companhias aéreas.

Eu também fiz uma “loucura” que deu certo: estava achando as passagens para voo direto de BH para Curitiba muito caras, e quando vi que todos os voos faziam escala em São Paulo, decidi fazer uma baldeação de avião – comprei passagens de BH para São Paulo, e de lá para Curitiba, ida e volta. Custei para achar horários que batiam e morri de medo de dar tudo errado, mas felizmente correu tudo bem. Acabei economizando R$ 100 com isso.

Comprar passagens com milhas ou pontos: não gasto tanto no cartão de crédito para acumular milhas, mas descobri que tinha Dotz o suficiente para comprar uma das passagens. Acabei pagando só a taxa de embarque.

Planejar os gastos com antecedência e estabelecer um valor máximo: defini um orçamento para transporte, alimentação e passeios e procurei segui-lo à risca. No fim das contas, ultrapassei o valor em apenas 50 reais por causa dos gastos com alimentação, e só.

Levar só o essencial: levei uma mochila para quatro dias de viagem. Minhas roupas foram: 1 calça jeans, 1 tênis, 4 blusas, 1 jaqueta, 1 pijama, roupas íntimas e meias na quantidade exata para os quatro dias. Também levei apenas os produtos de higiene essenciais. Não precisei de nada além do que levei.

Dar preferência a passeios grátis: Curitiba tem muitos parques e praças, todos com entrada grátis. Aproveitei para passear por esses lugares, e só paguei para entrar no Museu Oscar Niemeyer.

Andar a pé ou usar o transporte público: aproveitei que estava hospedada no centro da cidade e andei muito, mas muito mesmo. Tirando o ônibus da linha turismo, só peguei ônibus na cidade mais duas vezes, todos os meus outros passeios eu fiz a pé. Não fiz isso para economizar, eu gosto bastante de percorrer os lugares andando quando eu viajo, mas caminhar ou usar o transporte público (se for possível e seguro) durante viagens também ajuda a reduzir os gastos.

Levar lanches e água para os passeios: Para não ser pega de surpresa pela fome/sede durante as minhas andanças, sempre carregava uma garrafinha d’água e um lanchinho na mochila. Comprei alguns biscoitos e barrinhas de cereais antes de viajar e eles foram suficientes para os 4 dias. No último dia comprei algumas comidinhas no Mercado Municipal para aguentar a espera no aeroporto. Claro que não me privei de almoçar ou tomar cafés bons fora, mas esses lanches ajudaram na economia.

Aproveitar ofertas de sites de compras coletivas: meu namorado me deu essa ideia e eu achei genial. Sempre procuro ofertas de restaurantes no Peixe Urbano quando quero sair em BH, por que então não fazer isso quando estou viajando? Infelizmente não havia muitas promoções em lugares próximos ao meu hotel, mas ainda assim consegui jantar bem em uma das noites usando cupons.

Maneirar nas lembrancinhas: eu gosto de trazer lembranças dos lugares para onde viajo, mas para não lotar o apartamento com cacarecos, prefiro comprar uma coisa que tenha utilidade, e apenas uma. Nesse caso, já queria comprar uma sacola ecológica de algodão, e acabei adquirindo uma na lojinha de souvenires no parque Tanguá. Também comprei um presente para a minha mãe e outro para o meu namorado, e só. Mesmo passando por várias lojas, shoppings e a famosa Feira do Largo da Ordem, fiz pouquíssimas compras.

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Algumas fotos que tirei em Curitiba