Cansar de uma roupa é anti-minimalista?

Ultimamente estou num dilema: tenho algumas peças no guarda-roupa que não uso tanto quanto antes, e percebi que não gosto mais delas como antigamente. Pela filosofia da Marie Kondo eu deveria me desfazer delas, já que elas não me trazem mais felicidade. O problema é que, mesmo antigas, essas roupas não estão estragadas, e fico pensando se não seria anti-minimalista da minha parte tirar itens em perfeito estado do meu armário para comprar outros apenas “porque sim”.

Antes de conhecer o minimalismo, eu comprava muitas roupas que não eram exatamente do meu estilo, quase não usava nenhuma delas e as deixava eternamente no armário, até cansar e doar. Depois de realizar o projeto do guarda-roupa minimalista e finalmente ter um armário apenas com coisas que gosto e que refletem o meu estilo, parei totalmente com essa prática. Desde então eu comprei pouquíssimas roupas, a maioria delas para substituir algo que estava estragando.

A situação agora é um pouco diferente: as peças das quais estou falando já estavam no meu armário durante o projeto, e a maioria delas eu comprei quando ainda morava na minha cidade natal. Tenho shorts e vestidos que uso desde os 17 anos! Como não os uso todo dia, eles ainda estão bem conservados, apesar de antigos. Daí vem a dó de me desfazer de uma roupa que está durando 10 anos e me vestindo bem.

Também tenho um certo receito de “abrir a porteira” da substituição e passar a trocar outras roupas sem necessidade com maior frequência. Ando lendo tanto sobre consumo consciente, fazer isso iria prejudicar todo o meu caminho no minimalismo até agora.

Enfim, ainda vou pensar se substituo os meus vestidos.  De qualquer forma, só o fato de estar refletindo sobre isso já mostra o quanto a minha visão sobre o consumo (principalmente em relação à indústria da moda) mudou. Não tinha pensando nisso até escrever esse post!  😀

 

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Tenho esse vestido há 10 anos! Essa foto é do ano passado, em Salvador.

Documentário: The True Cost

Ontem eu assisti ao documentário The True Cost, que mostra os impactos da indústria da moda e do consumismo na vida dos trabalhadores e no planeta. Apesar de já saber sobre como a indústria opera usando trabalho escravo em países subdesenvolvidos (os sweatshops), a maioria das informações do filme foram novidade para mim, como por exemplo o uso de algodão geneticamente modificado para a fabricação de tecidos e como os agrotóxicos/resíduos químicos estão contaminando, adoecendo e matando as populações dos lugares onde essas indústrias produzem.

Como o documentário mesmo diz, não costumamos pensar muito na origem de uma peça de roupa além da loja onde compramos, e esse é um dos motivos pelos quais a indústria pôde crescer tanto em cima de práticas tão questionáveis, para dizer o mínimo. Mas a culpa não é só dos consumidores. Vivemos num mundo capitalista e materialista, onde o consumo constante é incentivado e mostrado como um meio de atingir a felicidade ou uma vida melhor. Ao mesmo tempo em que as grandes corporações pregam o consumo desenfreado, elas pressionam os fornecedores de matéria-prima por um preço cada vez menor, aumentando seus lucros exponencialmente. Quem paga, no fim das contas, são os trabalhadores e o planeta.

O filme me fez perceber que apesar de não ser tão consumista quanto a maioria, eu também falho em saber de onde vêm as roupas e acessórios que compro, se a produção é ética ou não. Eu evito comprar em lojas de departamento por causa das denúncias de trabalho escravo que a maioria delas recebeu, mas minhas ações só vão até aí. Agora eu pretendo pesquisar mais sobre consumo consciente e me aprofundar no assunto, mudar meus hábitos e saber de onde vem o produto que estou comprando. Acredito que a mudança deve partir de nós, consumidores, pois as indústrias jamais vão pensar nos trabalhadores e na natureza em detrimento do lucro, a não ser que sejam pressionadas a isso.

O documentário The True Cost está disponível na Netflix.


Já responderam à pesquisa de opinião sobre o blog? Quem não respondeu, pode vir aqui nesse link. A pesquisa vai ficar disponível até o fim do mês. Agradeço desde já!

Faxina anual do guarda-roupa + inventário de roupas e sapatos

Até ano passado eu costumava fazer faxinas semestrais no meu armário, mas percebi que não havia necessidade, já que não compro tanto quanto antes e meu guarda-roupa está mais estável, por assim dizer. Agora considero que uma boa arrumação anual será o suficiente para manter tudo em ordem.
Em 2016, meu armário continha esses itens. Hoje:

 

Calças e afins:
  • 3 calças jeans
  • 1 bermuda
  • 2 shorts
Casacos e afins:
  • 3 casacos
  • 2 jaquetas
  • 3 cardigãs
  • 2 suéteres
Blusas:
  • 19 blusas/camisas de manga curta
  • 5 camisetas
  • 3 camisas de manga longa
Vestidos e saias:
  • 6 vestidos curtos
  • 3 vestidos longos
  • 1 saia longa
Roupas de academia:
  • 1 short
  • 1 legging
  • 4 camisas
  • 2 tops
  • Uniforme do Krav-Maga:
    • 1 calça
    • 1 blusa
    • 1 quimono
Pijamas:
  • 2 pijamas para o frio
  • 1 pijama para o calor
  • 1 pijama para meia-estação
  • 1 camisola
Lingerie e afins:
  • 1 biquíni
  • 1 camisete
  • 7 calcinhas avulsas
  • 2 sutiãs avulsos
  • 7 conjuntos de calcinha e sutiã
Meias e lenços:
  • 2 meia-calças
  • 1 par de meias 7/8
  • 1 pares de meias 3/4
  • 7 pares de meias soquete
  • 7 lenços
Acessórios:
  • 1 cinto
  • 1 par de luvas
  • 1 cachecol
Total: 108 itens

Sapatos:

  • 1 par de chinelos
  • 2 pares de sandálias
  • 1 par de botas
  • 2 pares de sapatilhas
  • 1 par de tênis All Star
  • 1 par de tênis de corrida
  • 1 par de sapatos oxford
  • 1 par de sapatos de salto médio
Total: 10 pares

Itens retirados na faxina:

  • 1 cardigã
  • 1 calça jeans
  • 1 camisa de manga comprida
  • 2 pés de meias soquete (sim, inexplicavelmente eu perdi 2 pés de meias diferentes)

 Compras/substituições:
  • 1 ou 2 camisas de manga comprida
  • 3 pares de meia soquete
  • 1 blazer preto
  • 5 calcinhas avulsas

O bom de ter feito essa faxina logo em Janeiro é que já pude fazer uma lista de todas as roupas que pretendo comprar este ano. São poucos itens, a maioria para substituir o que está velho demais. Tudo já está na wishlist de 2017.

Também mudei algumas roupas de lugar para facilitar a visualização e organização do espaço. Nada como começar o ano com o armário limpo e arrumadinho!

“Peças que você precisa ter”. Precisa mesmo?

Outro dia estava checando as estatísticas do blog e vi que alguém chegou até aqui utilizando o termo de busca “peças minimalistas tem que ter”. Fiquei pensando nesse termo, “tem que ter”, tão repetido por aí. É difícil encontrar uma revista ou um site voltado para o público feminino que não contenha artigos com os títulos “X itens essenciais para esse verão” ou “Y coisas que toda mulher deve ter no guarda-roupa”. A imagem a seguir é um exemplo:

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“Essenciais” pra quem?

Reparem na quantidade: 50 itens! E esses são “só” os essenciais, hein? Sem contar as peças que estão na moda agora, como jeans flare, calça skinny colorida, colete de pelos… Você compra essa roupa “essencial” hoje, daqui a um ano ela está over e você fica com uma calça boca-de-sino encalhada em casa.

Eu realmente fico irritada com essas listas “tem que ter” porque, além de mudarem a cada estação e incentivarem o consumismo, elas nunca levam em conta nosso estilo de vida ou nossos gostos. Anos atrás eu comecei um estágio numa empresa onde minha chefe pediu que eu me vestisse um pouco “mais arrumada”. Sem ter ideia do que usar, segui uma dessas listas de essenciais e comprei, entre outras coisas, um exemplar da famigerada camisa branca “curinga”, que está presente em 9 de cada 10 listas de must-haves.

Com o tempo, eu fui ficando com ódio mortal da camisa. Ela sujava fácil, restringia meus movimentos, não combinava com as outras roupas que eu usava no dia-a-dia (só podia usar no trabalho)… Eu me sentia mal em usá-la e me livrei dela assim que pude. Se eu tivesse mais consciência na época, teria comprado roupas que, combinadas da maneira certa, serviriam tanto para o trabalho quanto para saídas casuais, como algumas blusas que tenho hoje!

No meio minimalista também existem essas listas de “essenciais”, vide o exemplo:

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A maioria dos itens é genérico (só a blusa cropped é peça “da moda”), mas não gosto da definição das quantidades. Eu realmente preciso de 3 blazers no meu armário? E dois vestidos de festa?

Minha intenção com esse post não é dizer todas as listas desse tipo são ruins, mas sim que devemos tomar cuidado com elas. Buscar inspiração é sempre válido e, para quem ainda está insegura sobre o próprio estilo, essas listas (principalmente as ilustradas) são um bom material de base. Mas o mais importante é consideras as suas necessidades e os seus gostos. Quem deve definir o que você “tem que ter” é você, apenas!

Links úteis para quem quer simplificar o armário:

  1. Podcast do blog Ana Go Slowly “Simplificar o Guarda Roupa
  2. Definindo meu estilo-assinatura, partes I, II e III
  3. Como planejar um armário minimalista

Reformar ao invés de substituir

No fim do mês passado levei dois pares de sapato para o conserto. Ambos (um All Star e uma sapatilha) estavam com as solas bem gastas, mas com estrutura superior ainda em bom estado. O sapateiro fez os reparos necessários e me cobrou R$ 80 pelo serviço.

Algumas pessoas poderiam dizer “mas Bárbara, por esse preço você compraria um novo par de sapatos!” Dependendo da marca dos sapatos, até que seria verdade. Mas tanto a sapatilha quanto o tênis são feitos de couro, e só o All Star custou o dobro desse valor. Já contei aqui no blog que prefiro pagar mais caro por sapatos que são duráveis, principalmente tênis, porque é o que eu mais uso no dia-a-dia. E não posso me dar ao luxo de descartar um calçado que custou caro se ele ainda é “consertável”.

Outro motivo pelo qual prefiro mandar reformar os sapatos é porque eles já são do meu gosto. Hoje em dia sou muito chata para compras, só adquiro o que considero bonito e de qualidade, e prefiro peças simples. Um exemplo: passei meses e meses procurando uma sapatilha preta básica e não conseguia achar de jeito nenhum, porque é basicamente impossível encontrar qualquer sapatilha que não seja lotada de apliques, strass, fivelas, etc. O que eu quero dizer é que não vale a pena para mim passar pelo estresse de sair para comprar sapatos novos.

E por fim, além de gastar menos e continuar com itens que amo no meu guarda-roupa, não produzo lixo à toa. Só vantagens. O mesmo vale para roupas: já mandei ajustar roupas que estavam largas, dar bainha, etc. Minha mãe sabe costurar, então às vezes ela mesma faz essas coisas para mim. Inclusive, acho que costurar é uma boa habilidade para se adquirir – mesmo quem não cria peças do zero pode economizar bastante ajustando as próprias roupas. Talvez um dia, quando eu tiver tempo e espaço para uma máquina de costura, eu me aventure nessa área.

Não é que dias depois de trazer meus sapatos do conserto, vi que meu par de botas (que amo), está quase perdendo as solas?! Logo logo ele vai fazer uma “visita” ao sapateiro também!

Definindo um “estilo-assinatura” (Parte III)

No primeiro post dessa série, eu  falei sobre o conceito de signature looks. No segundo, mostrei o passo-a-passo de criação de um uniforme para mim. Agora nesse último post vou analisar o quanto o meu guarda-roupa atual reflete esse estilo ideal. Os próximos tópicos detalham a composição do meu estilo atual.

Principais elementos

Levando em conta tanto a quantidade de peças quanto a frequência de uso, os principais itens do meu guarda-roupa são os seguintes:

  • Calças jeans skinny
  • Camisa estampada/listrada de manga curta
  • Camisa lisa de manga curta
  • Cardigã
  • Jaqueta tipo couro
  • Saia longa
  • Vestido longo
  • All Star
  • Sapato Oxford
  • Sapatilha

Paleta de cores:

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Enquanto analisava o meu armário, fiquei chocada com o quanto minhas roupas são azuis! Quase não tenho roupas nas cores que não são as cores base ou complementares dessa paleta. Mesmo as cores secundárias tem representação mínima, por exemplo: tenho só duas peças de roupa vermelhas e duas na cor rosa.

Adequação às necessidades diárias:

Como mencionei no segundo post, a maioria das minhas roupas é casual e minhas necessidades diárias são bem atendidas por esse tipo de vestimenta.

Uniforme com 5 componentes:

No meu dia-a-dia, a composição que mais uso é assim:

  • Proporção: calça jeans skinny + camisa estampada + All Star
  • Cores: azul marinho, preto, cinza, vermelho
  • Acessórios: mochila, faixa de cabelo, óculos de grau
  • Cabelo e maquiagem: cabelo solto ou rabo-de-cavalo, sem maquiagem
  • Detalhes: estampas “nerds”, brincos pequenos, esmalte de cor escura

Comparando minhas inspirações, o conteúdo do meu guarda-roupa e meu uniforme para o cotidiano, dá para perceber que eles são praticamente iguais. Acho que a maior diferença é na paleta de cores, mas ainda assim as cores-base são as mesmas.

Fiquei bem feliz com essa constatação! Pode parecer bobagem ou até futilidade para alguns, mas ter um guarda-roupa que está de acordo com meus gostos e minha personalidade é, na verdade, um indicador de que a minha vida está mais simples – não me preocupo se X ou Y está na moda, não loto meu armário com itens “que toda mulher deveria ter” sem gostar deles, não gasto dinheiro com peças que não me agradam totalmente. E o melhor de tudo: faz tempo que não tenho aquela péssima sensação de não ter nada para vestir.

Espero que tenham gostado dessa série de posts. Para quem pretende simplificar o guarda-roupa (ou está passando por esse processo), recomendo bastante o Into Mind e os outros links que acrescentei no primeiro no segundo texto. Podem falar sobre o estilo de vocês nos comentários também, vou adorar ler!

Definindo um “estilo-assinatura” (Parte II)

No primeiro post dessa série, falei sobre o conceito de signature looks e sobre como eu pretendia usar o guia do blog Into Mind para criar um estilo ideal para mim. A criação desse estilo é o assunto do post de hoje.

Para criar o meu uniforme, segui o passo-a-passo descrito no post  Developing a Signature Look: The Complete Guide {Part II}, do Into Mind. Vamos a eles!

Passo 1: Redefina seu conceito de estilo

A recomendação do blog é que, nesse primeiro passo, é preciso buscar inspiração e reunir várias imagens para montar um conceito de estilo. A melhor forma que achei para fazer isso foi através do Pinterest. Criei duas pastas, uma para armazenar looks para o tempo quente e outra para o tempo frio, e fui pesquisando e adicionando tudo o que me agradava nessas pastas. Aqui está uma amostra das minhas inspirações.

Inspirações:

Principais elementos: 

  • Calça jeans skinny
  • Short jeans
  • Camisa estampada/listrada
  • Camiseta larga
  • Camisa de manga comprida
  • Cardigã
  • Casaco de lã
  • Jaqueta de couro
  • Suéter
  • Vestido longo
  • Vestido na altura dos joelhos
  • Saia longa
  • All Star
  • Sandália rasteira
  • Sapatilhas
  • Botas de cano curto
  • Sapato oxford

Paleta de Cores:

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Passo 2: Descubra as necessidades do seu guarda-roupa

Dizem que seu guarda-roupa precisa se adequar ao seu dia-a-dia. Analisando a minha semana, as principais ocasiões para as quais eu preciso me vestir são trabalho, academia e saídas casuais. Felizmente, meu ambiente de trabalho é informal, então a grande maioria das minhas roupas pode ser casual.


Passo 3: Construa um estilo-assinatura com 5 componentes

Seguindo as dicas do Into Mind e os looks que escolhi no Pinterest, defini um estilo-assinatura ideal composto pelo seguinte:

  1. Proporções:
    • calça jeans skinny + camisa estampada + All Star
    • calça jeans skinny + camisa  + cardigã + sapato oxford
  2. Cores: azul marinho, preto, cinza, marrom, vinho, creme
  3. Acessórios: bolsa pequena a tiracolo ou bolsa média, cinto, colar grande com pedrarias, faixa de cabelo, óculos de sol
  4. Cabelo e maquiagem: cabelo solto/rabo de cavalo, nenhuma maquiagem
  5. Detalhes: listras, acessórios com cores que combinam com a roupa ou entre si, poucas ou nenhuma bijuteria

Passo 4: Componha o seu uniforme

Essa etapa vai ser um pouco diferente. Ao invés de seguir o que foi dito no blog – criar combinações e comprar itens que defini como ideais – vou analisar o meu guarda-roupa e meu estilo diário e verificar o quanto ele tem a ver com o meu estilo-assinatura “perfeito”.

O resultado sai no próximo post!


Links interessantes:

Definindo um “estilo-assinatura” (Parte I)

Há pouco tempo li no blog Into Mind dois posts* sobre como criar um signature look (na tradução literal, estilo-assinatura): um look que reuniria todos os principais elementos do seu estilo pessoal. Nas palavras da própria Anuschka, dona do blog, é “a roupa que você usaria se fosse um personagem de desenho animado”.

Não conhecia o conceito e adorei antes mesmo de terminar de ler os posts. Seria tão bom se eu tivesse essas informações antes de começar a montar meu guarda-roupa minimalista! Eu teria realizado todo o processo com uma definição melhor do meu estilo na cabeça, com menos tentativa e erro.

Um estilo-assinatura tem muito a ver com minimalismo pelos seguintes motivos:

  • Ao conhecer seus gostos, você pode direcionar suas compras e adquirir apenas peças que vai usar efetivamente. Nada de comprar coisas da moda, perceber que elas não tem a ver com seu estilo e esquecer no armário.
  • Você pode ter um guardar-roupa funcional com menos peças e, consequentemente, mais organizado.
  • Você perde menos tempo escolhendo roupas porque já tem uma base definida (o seu “uniforme”) e a maioria dos itens do seu armário combinam entre si.

Em resumo: além de ter um estilo definido por seus próprios gostos e que reflete a sua personalidade, você economiza tempo, dinheiro e espaço. Só vejo vantagens!

Como a Anuschka já esclareceu, ter um signature look não significa usar o mesmo tipo de roupa todo santo dia (como o Steve Jobs) mas sim estabelecer um conceito, trabalhar com ele e suas variações. Eu, por exemplo, uso o trio jeans-camiseta-tênis quase todos os dias, mas vario cores, cortes de calça e camisa, acessórios…

Eu mencionei anteriormente que já tinha montado todo o meu guarda-roupa quando li os posts, mas ainda assim quis adotar esse conceito e verificar se as roupas que eu possuo realmente refletem a minha personalidade e meus gostos. Mas para não fazer um post enorme, resolvi dividir todo esse processo em três partes: além deste primeiro texto de introdução, farei um sobre a definição do meu estilo-assinatura (segundo o método proposto pelo Into Mind) e outro com uma avaliação do meu guarda-roupa atual, comparado com a inspiração.

Os posts sairão nas próximas semanas, mas quem tiver se interessado pelo tema pode ler os seguintes textos:

  1. O seu look como a assinatura do seu estilo
  2. Developing a Signature Look: The Complete Guide {Part I} *(Into Mind)
  3. Developing a Signature Look: The Complete Guide {Part II} *(Into Mind)
  4. How To Create Your Own (Quick but Powerful!) Style Profile

Jejum de compras: Março

O jejum de compras do mês passado foi assim:

O que eu quis comprar, mas não comprei:

  • Molduras para finalmente pendurar meus pôsteres nas paredes

O que eu comprei:

  • 4 conjuntos de calcinha + sutiã
  • 1 calcinha avulsa
  • 3 pares de meias
  • 1 calça legging preta
  • 1 entrada para o boliche, dividida com amigas
  • 4 ingressos para o cinema, com desconto
  • 3 recargas para o celular
  • Vários remédios

Do que eu me desfiz:

  • 1 calça legging preta
  • 2 pares de meias soquete
  • 2 pares de meias 3/4
  • 2 conjuntos de calcinha + sutiã
  • 1 calcinha avulsa
  • 1 kit de cuidados para unhas/maquiagem
  • 1 cinto rendado
  • Tudo o que está listado nesse post

Notas: Finalmente terminei as compras mais necessárias, que eram as roupas íntimas (meias/calcinhas/sutiãs)! Acabei comprando 1 conjunto e uma calcinha a mais porque não resisti às lindezas… Também comprei uma calça legging porque a minha antiga estava tão frouxa na cintura que ficava caindo sem parar na academia! XD

No início do mês tive uma virose combinada com uma crise de sinusite que me derrubou por uma semana, e precisei comprar alguns remédios para me curar. Fiquei na dúvida entre listá-los ou não, já que foi uma compra necessária, mas achei melhor deixar na lista, a título de curiosidade.

As recargas para o celular foram um problema. Troquei meu plano de controle para pré-pago para economizar, mas para me inscrever em promoções a operadora cobra (e cobra caro); eu também precisei fazer várias ligações demoradas para fixo, o que acabou rapidíssimo com meus créditos. Além disso, precisei pagar a última conta do plano controle. Resultado: ao invés de gastar R$ 35 (valor normal do meu plano), acabei gastando R$ 90 com celular em apenas um mês. 😦 Não vou me martirizar por isso, pois estou me adaptando ao novo plano, mas espero sinceramente que no próximo mês eu administre melhor os meus créditos!

O kit para unhas e o cinto estavam na minha loja do Enjoei e finalmente foram vendidos. As entradas para o boliche e para o cinema eu comprei com desconto no Peixe Urbano.

Por fim: estou pensando em desistir de dois itens da lista, mas por enquanto vou apenas adiar indefinidamente a compra de ambos.

Faxina semestral do guarda-roupa + inventário de roupas e sapatos

O título do post já diz tudo, então sem mais delongas: em julho do ano passado, meu armário continha esses itens. Vários destralhes e aquisições mais tarde, ele está assim:

Calças e afins:

  • 4 calças jeans
  • 1 bermuda
  • 2 shorts

Casacos e afins:

  • 2 casacos
  • 3 jaquetas
  • 5 cardigãs
  • 2 suéters
Blusas:
  • 21 blusas/camisas de manga curta
  • 4 camisetas
  • 4 camisas de manga longa

Vestidos e saias:

  • 6 vestidos curtos
  • 3 vestidos longos
  • 1 saia longa

Roupas de academia:

  • 1 short
  • 1 legging
  • 5 camisas
  • 2 tops
  • 1 agasalho
  • Uniforme do Krav-Maga:
    • 1 calça
    • 1 blusa
    • 1 quimono

Pijamas:

  • 2 pijamas para o frio
  • 1 pijama para o calor
  • 1 pijama para meia-estação
  • 1 camisola

Lingerie e afins:

  • 1 biquíni
  • 1 camisete
  • 6 calcinhas avulsas
  • 3 sutiãs avulsos
  • 6 conjuntos de calcinha e sutiã

Meias e lenços:

  • 2 meia-calças
  • 1 par de meias 7/8
  • 3 pares de meias 3/4
  • 9 pares de meias soquete
  • 7 lenços

Acessórios:

  • 1 cinto
  • 1 par de luvas
  • 2 cachecóis

Total: 119  itens


Itens retirados (já subtraídos do total geral) :

  • 1 biquíni
  • 3 blusas
  • 1 calça jeans
  • 1 casaco

Sapatos:

  • 1 par de chinelos
  • 3 pares de sandálias
  • 1 par de botas
  • 2 pares de sapatilhas
  • 1 par de tênis All Star
  • 1 par de tênis de corrida
  • 1 par de sapatos oxford
  • 1 par de sapatos de salto médio
Total: 11 pares
Em julho havia a mesma quantidade de itens.

Dos 130 itens de vestuário que eu possuía no semestre passado para os 119 de hoje não foi uma redução muito grande. Entretanto, isso não me preocupa – acho que estou bem próxima de ter um guarda-roupa ideal, que atende todas as minha necessidades Quanto aos sapatos, apesar de ter um ou outro que não uso sempre, também acredito que estou bem servida. Não planejo adquirir mais nenhum esse ano (as sapatilhas pretas, os únicos sapatos da minha lista de compras de 2016, já foram compradas).
Falando na lista, já escrevi todas as roupas/acessórios que pretendo substituir, mas essa faxina semestral revelou mais uma necessidade: um casaco novo. Um dos meus está muito antigo, preciso trocá-lo. Não vou colocar na wishlist porque prometi não escrever mais nada nela, mas que fique registrado que comprarei outro casaco esse ano.
Vamos ver se terei muitas mudanças até julho!