TAG: Felicidade é…

A Mari, do Frugalidades, me convidou para responder essa TAG, eu gostei muito da proposta. Vocês podem ler as respostas dela aqui. Minhas respostas:

1. O que você gosta de fazer quando está sozinha?
Gosto de ler, assistir filmes/séries ou jogar.

2. O que você gosta de fazer junto com outras pessoas (amigos, família ou namorado)?
Gosto de sair para comer e conversar ou ir ao cinema.

3. Pequenas coisas que te faziam feliz na sua infância:
Quando eu era criança, ficava animada com umas coisas bem bobas, tipo:

  • Andar de ônibus
  • Passar pelo túnel da lagoinha quando vinha para BH
  • Andar de escada rolante nos shoppings
  • Ver aviões passando no céu (e dar tchau 😀 )

4. Uma coisa que te deixou feliz essa semana:
Fiz um curso de bordado livre há algumas semanas e finalmente terminei a tarefa do curso! Não tive tempo de bordar todos os dias, então eu completei um pedaço do desenho por vez, e terminei nesse fim de semana.

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Meu bordado ❤

6. Cite 3 coisas que te deixam muito feliz:

  • Acertar as receitas que tento aprender
  • Conhecer lugares novos
  • Ter dias de folga

7. Complete: Felicidade é…
Viver tranquilamente e poder realizar seus sonhos.

8. Convide 3 pessoas para responder essa TAG:
Camila, do Desacelera, Camila!
Natalia, do E agora, Natalia?
Mary, do Vinte e Três

Documentário: Minimalism

Na onda dos documentários, assisti há uns dias o “Minimalism: A Documentary About the Important Things”, que acompanha os criadores do site The Minimalists na turnê de lançamento do livro deles. Vários minimalistas famosos participam do filme, como o Leo Babauta do Zen Habits e a Courtney Carver, criadora do Projeto 333.

Apesar de ser um documentário interessante, duas coisas não me agradaram. A primeira é que quase todos os minimalistas que aparecem tem a mesma história de vida: possuíam  um ótimo emprego, salário de 6 dígitos, casa e carro próprios aos 20 e poucos anos mas eram infelizes, então resolveram largar tudo e partir em busca de uma vida mais simples, com mais significado. Ainda que essa seja uma narrativa válida, eu fico incomodada por ela ser a única mostrada no filme. Eu já disse que uma das coisas que não gosto no movimento minimalista é a falta de reflexão sobre privilégios de classe – é inegável que poder “largar tudo” é um privilégio para poucos, e o documentário pode passar a sensação de que minimalismo é apenas uma nova mania de gente rica (e pode ser mesmo).

Eu, por exemplo, não sou nada como as pessoas mostradas no filme: apesar de estar na classe média (e portanto, numa situação melhor que a de muita gente no país), nunca tive “tudo”. Na verdade, eu adotei o minimalismo justamente para não perseguir uma vida que nunca poderei ter, para não gastar loucamente e me endividar correndo atrás de um padrão visto como ideal pela sociedade, mas que é restrito a poucos. Sei que tem muita gente na mesma situação por causa dos blogs e sites que leio, então gostaria que o documentário tivesse mostrado essa realidade também!

A outra coisa que não gostei foi não terem dado nome aos bois na hora de apontar as causas do consumo desenfreado e da insatisfação que toma conta de cada vez mais pessoas. Um neurologista que foi entrevistado chega até a afirmar que faz parte do cérebro humano querer mais e mais, e é assim desde o início dos tempos, mas ninguém fala a palavrinha mágica: capitalismo. Não tem outra justificativa – a sociedade em que vivemos está estruturada em uma economia que visa crescimento e lucro eternos, é necessário consumirmos cada vez mais (e mais rápido) para manter a economia girando, e para consumirmos nesse volume e velocidade somos bombardeados diariamente com mensagens e anúncios dizendo que só seremos felizes e teremos a vida perfeita se comprarmos os produtos X, Y e Z. Isso é tão básico que achei estranho não abordarem. O The True Cost fala muito bem sobre isso, apesar de ser focado na indústria da moda.

Tirando esses pontos, é um bom documentário. Eu fico feliz em saber que o conceito de minimalismo está se espalhando e alcançando mais pessoas, e que muita gente está realmente repensando seu modo de vida e hábitos de consumo, e buscando o que é melhor para si. Minimalism tem bons exemplos de pessoas que adotaram a simplicidade, e eu recomendo a todos que quiserem uma inspiração para seguir por esse caminho. O filme está disponível na Netflix.


Já responderam à pesquisa de opinião sobre o blog? Quem não respondeu, pode vir aqui nesse link. A pesquisa vai ficar disponível até o fim do mês. Agradeço desde já!

Minimalismo: filosofia x estética

O post de ontem rendeu ótimos comentários, em especial este da Mary, do qual gostei tanto que pedi para publicar aqui como adendo ao que escrevi ontem. Segue o comentário dela:

Eu acho que o grande problema é que hoje as pessoas confundem filosofia minimalista com estética minimalista, e apesar te existir uma pequena relação aí, uma coisa não depende da outra. A estética minimalista de que você fala no post está mesmo em alta, e eu também tô meio enjoada de ver por aí. Mas uma pessoa ter uma casa toda preta, branca e cinza não quer dizer que você é minimalista, alias pode ser até o contrario, como você bem disse. A filosofia minimalista, por outro lado, é isso mesmo, uma forma de vida que, sem querer soar clichê, vem de dentro, tem a ver com organizar primeiro nossa mente, nossos valores, é só depois, por consequência, vem se refletir na nossa vida diária. É como eu escrevi uma vez num post que eu fiz, uma citação que li em algum lugar: minimalismo não é ter uma quantidade pequena de coisas, mas a quantidade perfeita delas. O que acontece hoje é a estética minimalista, que é outra coisa, sem banalizou por aí e as pessoas confundem as coisas. Mas pra mim, minimalismo como forma de vida não está sujeito à essa estética. E por causa dessa confusão, vemos conteúdos com conceitos trocados por aí, e fica difícil pra quem de fato quer estudar o tema encontrar material de qualidade. Em outras palavras, encerrando esse textão, uma pessoa minimalista pode viver numa casa toda colorida, enquanto alguém que vive numa casa toda nórdica e pálida pode não fazer ideia do que é minimalismo….

Obrigada pela reflexão , Mary!

Pequenas felicidades

Dizem que um dos princípios do minimalismo é encontrar a felicidade nas pequenas coisas, e se satisfazer com experiências e não com posses. Partindo desse ponto, criei uma lista com 10 coisas simples que me deixam feliz, e não exigem condições especiais para acontecer.

  • Tomar chá e comer panquecas
  • Acordar naturalmente e descansada
  • Encontrar minhas amigas para conversar
Fonte: Pinterest. Link na imagem.
  • Acertar na receita e comer uma ótima comida
  • Passar um fim-de-semana preguiçoso com o meu namorado
  • Passear de bicicleta
          Fonte: Pinterest. Link na imagem.
  • Completar uma fase muito difícil de um jogo
  • Ler um livro/ver um filme ótimo a ponto de ser absorvida pela história
  • Me enrolar no edredom/cobertor num dia frio e ficar quentinha
  • Aproveitar o sol
Fonte: Pinterest. Link na imagem.

Quais são as pequenas coisas que deixam vocês, leitores, felizes? Comentem!

Aniversário – 2 anos de blog!

Hoje* o Meu Diário Minimalista completa dois anos! Para comemorar, fiz um post especial com uma tag de perguntas e respostas sobre minimalismo que vi no blog Tomorrow at Dawn. Vocês podem conferir o post da Sophie neste link. As minhas respostas estão logo abaixo:

Fonte: Pinterest. Link na imagem.

 

O que te atraiu para o minimalismo?
Achei um blog sobre minimalismo por acaso na internet, comecei a ler mais sobre o assunto e decidi que precisava disso na minha vida. Eu era bastante consumista, tinha coisas demais, não sabia controlar meus gastos… Quando descobri o minimalismo, percebi que adotá-lo na minha vida iria me ajudar bastante – e foi isso mesmo o que aconteceu!

Como você iniciou o processo de destralhe?
Comecei a me livrar de roupas, sapatos e acessórios que não gostava/não usava. Acho que destralhar é um processo contínuo, então estou sempre avaliando se tenho coisas demais, se posso me livrar de algo. E tento não acumular tralhas aplicando a regra do “um-entra-um-sai“.

Você já contou todas as suas coisas? Se sim, quantas coisas você tem?
Já contei meus itens de vestuário (130, no total. Não contei acessórios como bolsas e bijuterias) e sapatos (16 pares). Destralhes virão.  🙂

Quais são as suas dicas para lidar com o desejo por mais?
Esse desejo de ter certas coisas sempre me acomete. O que posso fazer é avaliar se realmente eu preciso daquilo, se vale a pena pagar o preço, se eu tenho espaço para aquilo na minha casa… Às vezes eu fico dias e dias cobiçando um objeto, avaliando se devo comprar ou não, e depois de um tempo acabo vendo que ele não é necessário e desisto. Acho que é importante pensar muito se você realmente precisa da coisa, ou se você só quer.

Como você lida com pessoas não-minimalistas na sua vida?
Eu nunca digo para as pessoas que sou minimalista… Sei lá, acho estranho, e desnecessário até. Só falo sobre isso aqui no blog mesmo. Como moro sozinha, não tenho que conviver com a tralha alheia, então não tenho problemas com gente não-minimalista.

Você tem algum “guilty pleasure” para o qual o minimalismo não se aplica?
Eu tento não me privar das coisas que gosto, mas procuro economizar para aproveitá-las. Seja viajar, comer bem ou comprar coisas bonitas para mim ou para a minha casa, tento fazer o que tenho vontade sem me endividar ou cometer excessos. Acho que o minimalismo está aí, de qualquer forma.

* Na verdade, o aniversário do blog marca o dia em que o criei no WordPress. Tinha criado o blog antes, em março/2013 no Blogger, mas mudei de plataforma pouco depois. Todos os posts do outro foram transferidos para este, a primeira entrada dos arquivos do blog marca março/2013, mas como esta é a data de criação definida pelo WordPress, resolvi adotá-a como aniversário “oficial”.