Destralhe digital, parte III: web

Enfim, chegamos á última parte do meu destralhe digital. A parte I foi sobre o smartphone,  a parte II sobre o computador, e a terceira é sobre minha vida na web – redes sociais, favoritos, arquivos na nuvem, etc. As tarefas que realizei foram:

  1. Organizar/deletar favoritos: deletei pastas, reorganizei vários favoritos e transferi muitos para o Evernote e o Pinterest, principalmente os de receitas, para facilitar a busca e visualização.
  2. Organizar anotações no Evernote: deletei notas e cadernos que não precisava mais.
  3. Fazer uma limpeza de páginas/pessoas que sigo nas redes sociais
  4. Limpar o navegador: limpei o histórico, os cookies e o cache, desativei extensões inúteis e excluí dados de preenchimento automático e senhas salvas.
  5. Cancelar recebimento de emails: eu uso o unroll.me para verificar em quais listas de email eu estou cadastrada e excluir as que não quero mais receber.
  6. Excluir perfil no Tumlbr: fazia tempo que não postava nada, só entrava de vez em quando e achava o conteúdo muito repetitivo. Resolvi deletar meu perfil.
  7. Desativar o Facebook: ando meio cansada do Facebook, e para não consumir meu tempo checkando a timeline, desativei meu perfil por tempo indeterminado.
  8. Organizar pins e pastas no Pinterest: criei algumas pastas novas para organizar melhor o meu perfil e recataloguei vários pins.

Demorei muito para escrever esse último post justamente porque enrolei para fazer esse destralhe da web. 😀  Achei que daria muito trabalho mas, no fim das contas, foi tranquilo, principalmente porque não realizei todas as tarefas no mesmo dia. Agora só preciso manter tudo organizadinho até chegar a hora da próxima faxina digital.

Destralhe digital, parte II: computador

Na parte I do destralhe digital, fiz uma “faxina” no meu smartphone. Agora foi a vez do notebook, e realizei as seguintes tarefas:

  1. Desinstalar programas desnecessários: desinstalei alguns jogos que já tinha zerado e alguns programas que não usava mais. Também desativei a inicialização automática de certos programas.
  2. Apagar arquivos desnecessários: downloads antigos, episódios de séries que já assisti, imagens que não preciso mais guardar, tudo isso foi para a lixeira.
  3. Transferir arquivos para o Dropbox: passei para o Dropbox os poucos arquivos importantes que estavam no computador.
  4. Fazer limpeza e desfragmentação de disco: gosto realizar esses processos porque eles melhoram o desempenho do computador.
  5. Organizar a Área de Trabalho  e apagar atalhos desnecessários: deixei na Área de Trabalho apenas os atalhos para alguns programas que uso com mais frequência e para os jogos que ainda não terminei.
  6. Organizar arquivos e pastas: não precisei fazer nada além de transferir um ou outro arquivo “perdido” para a pasta onde ele deveria estar – minhas pastas estavam muito bem organizadas!
  7. Deletar músicas que não ouço: deletei tudo das bandas/cantores que não gosto mais e organizei minhas músicas nas pastas certas, por artista.

Por incrível que pareça, essa limpeza do notebook quase não deu trabalho. Ele já estava bastante organizado e não tinha muitos arquivos acumulados, um reflexo de usar mais o computador do trabalho que o de casa. A próxima (e última) parte é o destralhe da minha “vida na web” – essa sim vai dar um trabalhão…

Desafio: a Cura de Janeiro

A Cura de Janeiro (January Cure) é um desafio anual do site Apartment Therapy. Durante todo o mês, uma colunista do site propõe tarefas diárias para melhorar a casa. Foi a primeira vez que participei. Aqui está a lista de tarefas desse ano, e como eu realizei cada uma.

02/01 – Destralhe uma gaveta

Todos nós temos uma “gaveta da bagunça”, e a minha estava lotada de papéis inúteis (principalmente folhetos de delivery) e até um disjuntor velho. Estava adiando a limpeza dela, então essa tarefa veio em boa hora.

03/01 – Faça uma lista de projetos

Como pedia a tarefa, analisei cada cômodo do apartamento, listei os problemas que encontrei e o que poderia fazer para melhorar, e defini 3 projetos por cômodo para realizar esse ano.

04/01 – Limpe a despensa

A minha despensa nada mais é do que o armário aéreo da minha cozinha, e ele é tão pequeno que é praticamente impossível acumular muita coisa. De qualquer forma, tirei tudo de dentro dele, limpei bem e organizei melhor as vasilhas de plástico, os mantimentos e temperos.

05/01 – Crie uma caixa de saída

Já tenho uma caixa que fica no meu guarda-roupa, onde separo tudo o que não quero/preciso mais para doar.

06, 07 e 08/01 – Tarefa do fim-de-semana: Flores e pisos

Nesse fim de semana, a principal tarefa era limpar todos os pisos da casa. Considerando que já faço isso regularmente, não foi nada difícil completar. Também foi pedido que comprássemos flores frescas para a casa, mas eu não gosto de comprar flores fora dos vasos porque são caras e morrem rápido, então comprei um vasinho de cacto.

09/01 – Mini-meditação/Escolha um projeto

Dois trabalhos para hoje:

  1. Analisar um cômodo da casa e imaginar como seria mobiliá-lo e decorá-lo novamente.
  2. Escolher um dos projetos da lista feita no dia 03 para realizar ainda neste mês. Eu escolhi pendurar (finalmente) meus quadros na parede da sala.

10/01 – Limpe o guarda-roupa

Limpei e fiz o inventário anual, como vocês já viram aqui.

11/01 – Jejum de mídias

Essa tarefa foi relativamente fácil, já que só precisava ficar longe das redes sociais/celular/computador depois que chegasse em casa do trabalho. Me permiti usar o Kindle, então passei a noite lendo.

12/01 – Verifique as roupas de cama

Esse era o dia de analisar as roupas de cama/mesa/banho, separar as boas das ruins e colocar as que não eram usadas na caixa de saída. Tenho poucos itens desse tipo (falei sobre isso nesse post) e todos ainda estão em boas condições, então nada de destralhes nesse setor.

13, 14 e 15/01 – Tarefa do fim-de-semana: Uma cozinha mais limpa

A tarefa oferecia duas opções: limpar a cozinha “por dentro” ou “por fora”. Escolhi a segunda, então limpei o fogão e a geladeira, o armário, esfreguei bem a pia e lavei a lixeira (estava precisando!).

16/01 – Planeje uma reunião

A missão do dia era planejar uma reunião em casa com amigos e convidar todos. Como eu já tinha marcado um chá com uma amiga para a próxima semana, não tive trabalho nenhum.

17/01 – Limpe um armário

Escolhi dar uma geral nos armários do banheiro. Tirei tudo de dentro deles, limpei bem por dentro e por fora e reorganizei tudo.

 18/01 – Trabalhe no seu projeto

Enrolei nesse dia, tanto por falta de material quanto por preguiça. Acontece.

19/01 – Deixe a sala mais “leve”

A tarefa do dia consistia em retirar pelo menos três objetos de decoração da sala para deixá-la menos “entulhada”. Já não deixo muitos enfeites na minha sala, mas tirei um que seria retirado de qualquer jeito: o meu terrário, que estava sofrendo com fungos e precisava ser refeito. Minha sala ficou bem triste sem ele, na verdade. 😦

20, 21 e 22/01 – Tarefa do fim-de-semana: Um quarto melhor

Fiz uma boa faxina no quarto, tirei poeira de tudo (inclusive da lâmpada e do trilho da cortina), tirei os móveis do lugar para varrer e passar pano embaixo deles e aproveitei para realizar algumas tarefas que estava enrolando há um tempo, como lavar meus travesseiros e as capas das almofadas.

23/01 – Fique em dia com as tarefas

Aproveitei o dia para finalmente completar minha tarefa do dia 18: depois de meses enrolando, pendurei meus quadros e pôsters na parede da sala.

24/01 – “Ataque” ao banheiro

Foi uma tarefa difícil para uma terça-feira, mas como já tinha lavado a cortina do box, o tapete e as toalhas no fim de semana, só precisei esfregar os rejuntes, limpar as paredes de azulejo e lavar o chão.

25/01 – Área de chegada

A tarefa do dia é um hábito que já possuo há tempos: ter um lugar específico da casa para armazenar chaves, correspondências e bolsas/sacolas assim que chego em casa. Esse lugar, preferencialmente, deveria ser na entrada, mas não tenho espaço, então guardo tudo direto no meu quarto. Tenho até uma bandeja de cartas para isso. Apenas as chaves ficam na sala, no porta-chaves que eu fiz.

26/01 – Limpeza das superfícies

A tarefa pedia que guardássemos tudo o que estava fora de lugar, jogado em mesas ou no chão, mas eu nem precisei fazer nada porque tudo já estava no lugar. Sucesso!

27, 28 e 29/01 – Tarefa do fim-de-semana: Esvazie a caixa de saída

Levei todas as roupas que retirei do armário na limpeza desse ano para doação.

30/01 – Continue o bom trabalho

Por fim, o que precisamos fazer é continuar com hábitos que adotamos durante o desafio. A lista de projetos de melhoria para o apartamento é algo que vou aproveitar com certeza! Além disso, as tarefas de limpeza são ótimos guias para quando preciso fazer uma faxina mais pesada, vou consultar sempre.


Está aí um desafio que adorei participar. Fiz muita coisa que estava enrolando para fazer, consegui cumprir os prazos e, de quebra, deixei meu apartamento ainda melhor. Vou participar todo ano, com certeza!

Destralhe digital, parte I: celular

Início de ano, para mim, é uma época de limpeza e organização da casa, do armário, da papelada… No entanto, não costumo dar a mesma atenção à minha vida digital, por assim dizer. Agora, como meu computador cada vez mais lento, a pasta de Outros Favoritos do navegador cada vez mais cheia e meu telefone cada vez mais lotado de imagens, decidi iniciar 2017 com um bom destralhe digital, dividido em três partes.

Para a primeira parte, escolhi fazer uma limpeza no smartphone e defini três tarefas:

  1. Apagar fotos, vídeos e arquivos: com exceção de poucas fotos que tirei esse ano e alguns ícones, apaguei absolutamente todos os arquivos do meu telefone. As fotos importantes, de viagens e etc, eu salvei no Dropbox. O resto dos arquivos, que não me farão falta, apaguei sem dó.
  2. Desinstalar apps que não uso: não sou acumuladora de aplicativos, mas apaguei alguns jogos (adeus, Pokemon Go!) e outros apps que não usava há um tempo, e desativei os apps nativos que não podem ser apagados. Aproveitei para atualizar todos os que ficaram.
  3. Desativar notificações desnecessárias: detesto notificações insistentes de aplicativos, principalmente porque eu sempre me distraio com elas, então prefiro deixar a maioria desativada. Analisei as configurações de todos os apps que geram notificação e desliguei as que não preciso. Hoje só recebo notificações de mensagens pessoais no Whatsapp (e de um ou outro grupo que considero importante – o do trabalho, por exemplo, eu marco a opção de ignorar por 1 ano 😀 ), respostas diretas no Twitter, e do Messenger do Facebook (que quase não uso também).

As próximas partes desse destralhe serão mais difíceis: planejo fazer uma limpeza geral no meu notebook e, por fim, uma na “internet”: vou organizar favoritos, avaliar minhas redes sociais, etc. Fiquem de olho nos próximos posts!

Faxina anual do guarda-roupa + inventário de roupas e sapatos

Até ano passado eu costumava fazer faxinas semestrais no meu armário, mas percebi que não havia necessidade, já que não compro tanto quanto antes e meu guarda-roupa está mais estável, por assim dizer. Agora considero que uma boa arrumação anual será o suficiente para manter tudo em ordem.
Em 2016, meu armário continha esses itens. Hoje:

 

Calças e afins:
  • 3 calças jeans
  • 1 bermuda
  • 2 shorts
Casacos e afins:
  • 3 casacos
  • 2 jaquetas
  • 3 cardigãs
  • 2 suéteres
Blusas:
  • 19 blusas/camisas de manga curta
  • 5 camisetas
  • 3 camisas de manga longa
Vestidos e saias:
  • 6 vestidos curtos
  • 3 vestidos longos
  • 1 saia longa
Roupas de academia:
  • 1 short
  • 1 legging
  • 4 camisas
  • 2 tops
  • Uniforme do Krav-Maga:
    • 1 calça
    • 1 blusa
    • 1 quimono
Pijamas:
  • 2 pijamas para o frio
  • 1 pijama para o calor
  • 1 pijama para meia-estação
  • 1 camisola
Lingerie e afins:
  • 1 biquíni
  • 1 camisete
  • 7 calcinhas avulsas
  • 2 sutiãs avulsos
  • 7 conjuntos de calcinha e sutiã
Meias e lenços:
  • 2 meia-calças
  • 1 par de meias 7/8
  • 1 pares de meias 3/4
  • 7 pares de meias soquete
  • 7 lenços
Acessórios:
  • 1 cinto
  • 1 par de luvas
  • 1 cachecol
Total: 108 itens

Sapatos:

  • 1 par de chinelos
  • 2 pares de sandálias
  • 1 par de botas
  • 2 pares de sapatilhas
  • 1 par de tênis All Star
  • 1 par de tênis de corrida
  • 1 par de sapatos oxford
  • 1 par de sapatos de salto médio
Total: 10 pares

Itens retirados na faxina:

  • 1 cardigã
  • 1 calça jeans
  • 1 camisa de manga comprida
  • 2 pés de meias soquete (sim, inexplicavelmente eu perdi 2 pés de meias diferentes)

 Compras/substituições:
  • 1 ou 2 camisas de manga comprida
  • 3 pares de meia soquete
  • 1 blazer preto
  • 5 calcinhas avulsas

O bom de ter feito essa faxina logo em Janeiro é que já pude fazer uma lista de todas as roupas que pretendo comprar este ano. São poucos itens, a maioria para substituir o que está velho demais. Tudo já está na wishlist de 2017.

Também mudei algumas roupas de lugar para facilitar a visualização e organização do espaço. Nada como começar o ano com o armário limpo e arrumadinho!

Destralhando meu armário nº 2

Fui visitar a minha mãe nesse fim de semana, e ela me disse que queria doar minhas roupas antigas porque estavam ocupando espaço e estragando nas gavetas. De fato, depois que mudei para BH, deixei algumas roupas guardadas para usar quando estivesse em Caeté. Acontece que eu não vou lá com muita frequência, e quando vou acabo passando os dias de pijama ou usando as roupas que vesti para viajar. Nas raras ocasiões em que eu precisava vestir minhas roupas antigas eu não me sentia muito bem, já que a maioria delas já não condizia com o meu estilo atual ou estavam gastas. Resolvi então fazer como a minha mãe queria e separei todas as minhas roupas para doar.

Mesmo estando velhas (suspeito que alguns itens mais antigos tenham uns 10 anos!), a maioria está em ótimas condições. O máximo de “estrago” que algumas tem é o tecido desbotado, e outras foram usadas tão pouco que nem parecem ser antigas. Como tudo está utilizável, achei melhor repassar essas roupas para alguém que vai fazer um bom uso delas que deixá-las mofando nas gavetas.

O único problema é que não terei mais nada para usar quando estiver na casa da minha mãe. Ela me disse para levar minhas roupas mais velhas de BH para lá, mas no momento não quero/preciso me desfazer de nenhum item do meu guarda-roupa… De qualquer forma, vou deixar para lidar com isso mais tarde.

Roupas que estavam na casa da minha mãe e foram separadas para doação (esqueci de tirar foto!):

  • 3 calças jeans
  • 2 pijamas de frio
  • 2 casacos
  • 2 camisetas
  • 9 camisas de manga curta
  • 3 camisas de manga comprida
  • 2 shorts

O que sobrou:

  • 1 pijama para o calor
  • 1 pijama para o frio
  • 1 camisola
  • Roupas íntimas e meias

Houve um tempo…

…em que o estado do meu quarto era quase sempre esse:

399594996718055

Meu quarto super bagunçado em 2013

Ontem eu estava conversando com o meu namorado sobre quartos bagunçados e sobre como as pessoas podem “evoluir” e serem mais organizadas e mostrei essa foto pra ele.

É verdade que nessa época eu morava em república, tinha apenas um quarto minúsculo para armazenar todos os meus pertences e mal tinha tempo de pensar em arrumação com toda a correria de faculdade + estágio. Ainda assim eu conheci o minimalismo e resolvi seguir por esse caminho, e a minha evolução até agora foi gigantesca.

Ver essa foto depois desses anos me deixou bastante feliz, porque tive a confirmação de que todo o esforço que tenho feito para me livrar das tralhas, comprar menos e ser mais organizada tem dado certo.

Minimalismo e economia em viagens

Entre os dias 12 e 15 desse mês, estive em Curitiba. Foi a quarta viagem que fiz sozinha, e percebi que estou ficando boa nesse negócio! 😀  Consegui organizar uma viagem bem divertida e tranquila, apesar de curta. Vou listar aqui algumas práticas que adotei para me organizar e economizar durante essa viagem:

Viajar em datas alternativas: ao invés de tirar férias, resolvi aproveitar o fim-de-semana anterior o dia 15/08, feriado municipal em BH, para viajar. Pedi folga na sexta, 12/08 (vou pagar as horas, mas tudo bem), e consegui fazer uma mini-viagem sem sacrificar minhas férias e sem sofrer com o movimento de férias/feriados nacionais.

Pesquisar hotéis e passagens em promoção: eu gosto muito do site booking.com, porque posso comparar preços de hotéis e fazer a reserva por ele mesmo, sem complicações. Para passagens, gosto do Decolar.com ou do Viajanet. Mas é bom ficar atento e só usar esses sites para pesquisa, já que eles cobram taxas extras, e comprar direto nos sites das companhias aéreas.

Eu também fiz uma “loucura” que deu certo: estava achando as passagens para voo direto de BH para Curitiba muito caras, e quando vi que todos os voos faziam escala em São Paulo, decidi fazer uma baldeação de avião – comprei passagens de BH para São Paulo, e de lá para Curitiba, ida e volta. Custei para achar horários que batiam e morri de medo de dar tudo errado, mas felizmente correu tudo bem. Acabei economizando R$ 100 com isso.

Comprar passagens com milhas ou pontos: não gasto tanto no cartão de crédito para acumular milhas, mas descobri que tinha Dotz o suficiente para comprar uma das passagens. Acabei pagando só a taxa de embarque.

Planejar os gastos com antecedência e estabelecer um valor máximo: defini um orçamento para transporte, alimentação e passeios e procurei segui-lo à risca. No fim das contas, ultrapassei o valor em apenas 50 reais por causa dos gastos com alimentação, e só.

Levar só o essencial: levei uma mochila para quatro dias de viagem. Minhas roupas foram: 1 calça jeans, 1 tênis, 4 blusas, 1 jaqueta, 1 pijama, roupas íntimas e meias na quantidade exata para os quatro dias. Também levei apenas os produtos de higiene essenciais. Não precisei de nada além do que levei.

Dar preferência a passeios grátis: Curitiba tem muitos parques e praças, todos com entrada grátis. Aproveitei para passear por esses lugares, e só paguei para entrar no Museu Oscar Niemeyer.

Andar a pé ou usar o transporte público: aproveitei que estava hospedada no centro da cidade e andei muito, mas muito mesmo. Tirando o ônibus da linha turismo, só peguei ônibus na cidade mais duas vezes, todos os meus outros passeios eu fiz a pé. Não fiz isso para economizar, eu gosto bastante de percorrer os lugares andando quando eu viajo, mas caminhar ou usar o transporte público (se for possível e seguro) durante viagens também ajuda a reduzir os gastos.

Levar lanches e água para os passeios: Para não ser pega de surpresa pela fome/sede durante as minhas andanças, sempre carregava uma garrafinha d’água e um lanchinho na mochila. Comprei alguns biscoitos e barrinhas de cereais antes de viajar e eles foram suficientes para os 4 dias. No último dia comprei algumas comidinhas no Mercado Municipal para aguentar a espera no aeroporto. Claro que não me privei de almoçar ou tomar cafés bons fora, mas esses lanches ajudaram na economia.

Aproveitar ofertas de sites de compras coletivas: meu namorado me deu essa ideia e eu achei genial. Sempre procuro ofertas de restaurantes no Peixe Urbano quando quero sair em BH, por que então não fazer isso quando estou viajando? Infelizmente não havia muitas promoções em lugares próximos ao meu hotel, mas ainda assim consegui jantar bem em uma das noites usando cupons.

Maneirar nas lembrancinhas: eu gosto de trazer lembranças dos lugares para onde viajo, mas para não lotar o apartamento com cacarecos, prefiro comprar uma coisa que tenha utilidade, e apenas uma. Nesse caso, já queria comprar uma sacola ecológica de algodão, e acabei adquirindo uma na lojinha de souvenires no parque Tanguá. Também comprei um presente para a minha mãe e outro para o meu namorado, e só. Mesmo passando por várias lojas, shoppings e a famosa Feira do Largo da Ordem, fiz pouquíssimas compras.

pixlr_20160816183443063

Algumas fotos que tirei em Curitiba

Destralhar é bom, mas não consumir é melhor ainda

Semana passada escrevi sobre como demorei meses para dar um destino aos destralhes que tinha feito no meu apartamento. Falei que essa demora se deveu tanto à preguiça de lidar com as tralhas quanto ao desejo de conseguir alguma “compensação” pelo que estava tirando de casa.

Pois bem. Destralhar, em si, é um processo ótimo. Organizar um ambiente, perceber o que é verdadeiramente essencial e o que é supérfluo, se livrar das tralhas e ter mais espaço é excelente, mas lidar com o resultado desse processo pode exaustivo. Precisamos separar o que deve ser jogado fora do que pode ser vendido/doado, e dar um destino para os objetos do segundo grupo é o mais difícil. Vender pela internet é demorado e na maioria das vezes não dá resultado. Levar roupas e objetos em bazares demanda tempo, esforço, e quase não dá retorno. E até para fazer doações é necessário levar os objetos a um lugar apropriado (sou contra deixar na rua porque podem jogar fora).

Na correria do dia-a-dia, fazer essas coisas é complicado. E realizando tudo isso nas últimas semanas foi que percebi que realmente não vale a pena consumir sem consciência. Comprar alguma coisa para se livrar dela pouco tempo depois (às vezes em perfeitas condições), é desperdício não só de dinheiro como também de tempo.

É verdade que a maioria dos meus destralhes eram coisas antigas, mas que tinham sido pouco usadas e ainda estavam em boas condições. E no caso das roupas, o principal motivo para não querê-las mais era “não gosto tanto disso/é feio/não combina comigo” – resultado de compras impensadas no passado, algo que felizmente consigo evitar hoje em dia.

A partir de agora, pretendo me policiar ainda mais e, além de focar nas compras do que é necessário, considerar a qualidade e por quanto tempo eu pretendo manter/usar o produto. Assim vou poder afirmar que estou consumindo com consciência, afinal.

Caí na armadilha do “depois eu lido com essa tralha”

Em novembro do ano passado eu publiquei esse post sobre como removi a tralha que ficava em cima do meu guarda-roupa. Destaco essa passagem:

Já a caixa transparente eu estou usando como “caixa de saída” – coloquei dentro dela tudo o que pretendo doar ou vender até o fim do ano, mas como não tenho um espaço para ela, deixei na sala mesmo. Vai ser um incentivo para me livrar dessas coisas mais rápido .

Isso foi em novembro de 2015. Até semana passada essa caixa AINDA estava na minha sala. Como isso aconteceu?

Eu poderia escrever um texto gigante sobre como fui deixando esse problema para depois e me acostumando com ele, mas as principais razões para ter ficado 7 meses com uma caixa de “coisas para me desfazer eventualmente” na minha sala foram: preguiça e apego.

A preguiça me fez nunca achar tempo para levar a caixa no bazar ou na ONG que recebe doações e até repassar uma parte desse problema para o meu namorado – pedi para ele levar algumas roupas num bazar perto da casa dele, o que obviamente não foi feito porque ele é 1000 vezes mais enrolado que eu. Ainda assim, reconheço que a culpa é minha; já devia ter aprendido com a Marie Kondo que não se deve levar suas tralhas para a casa dos outros.

O apego não era exatamente aos objetos que estava guardando, mas à possibilidade de vendê-los e ganhar uma graninha a mais. Deixei roupas, acessórios e afins por meses na minha loja do Enjoei, e até vendi algumas coisas, mas a maioria ficou. O tempo passava e eu continuava pensando “mas por quê eu vou doar essa roupa, está novinha, deve valer algum dinheiro” , e a caixa continuava na minha sala.

No início desse mês finalmente percebi que aquelas tralhas estavam quase fazendo aniversário no meu apartamento e resolvi dar um fim em tudo o mais rápido possível. Meus livros foram para o sebo, as roupas para um bazar e os utensílios domésticos foram doados para uma ONG. A caixa foi junto. Finalmente.