Resultado do Desafio Um Ano Sem Compras

Já começo admitindo que fracassei.

Iniciei o desafio em 01/02/2013 e, por pelo menos sete meses, resisti bravamente ao impulso de comprar coisas desnecessárias. Em agosto, fiz um post contando como tinha sido o primeiro semestre do desafio e, tirando algumas coisas que precisava realmente, comprei poucos supérfluos. Mas, a partir do final do ano, as coisas começaram a desandar…

Quando chegou dezembro – e com ele as festas de fim de ano – cismei que não tinha roupas adequadas e comprei algumas, além de acessórios, um sapato novo e também coisas para a casa (tive que comprar um filtro novo, e descobri que são caríssimos!). Não cheguei a gastar muito, nem comprei absurdamente – apesar de não precisar, tudo o que eu comprei foi/está sendo utilizado – mas, no fim das contas, fiquei com aquela sensação de culpa… Poderia ter tido mais força de vontade e esperado o fim do desafio.

Apesar de tudo, esse “ano mais ou menos sem compras” foi um grande aprendizado para mim: eu percebi o quanto gastava com coisas inúteis, quantas coisas desnecessárias eu tinha… Felizmente, pude deixar para trás a ideia de que preciso consumir para ser feliz. E são essas as lições que pretendo levar comigo daqui em diante. Não tive sucesso no desafio, mas a experiência valeu a pena.

Anúncios

A síndrome do “não tenho roupa”…

… e mais um furo no “Um Ano Sem Compras”.

Como já citei em um post anterior, tenho sérios problemas para escolher uma roupa para sair. Sempre acho que não tenho nada, que minhas roupas são “muito simples” ou “muito arrumadas” para a ocasião,  e penso em comprar alguma coisa nova – uma tentação à qual eu tinha resistido até semana passada.

Pois bem, precisei sair. Não achei nada que me agradasse no meu guarda-roupa, e depois de muita luta com a minha consciência, resolvi comprar uma blusa nova. Passei na Hering, gostei de uma camisa e comprei. Foi a primeira vez desde fevereiro que comprei uma roupa (eu estava indo tão bem…!), e quase pensei em largar de vez o desafio, mas só faltam dois meses e não quero desculpas para comprar, ainda mais que as liquidações de fim-de-ano estão quase aí.

Algumas considerações:

  1. Apesar de ter muitas roupas, eu realmente “não tenho roupa”. Explico: minhas roupas não combinam muito entre si e só servem para o dia-a-dia ou para o trabalho em sua maioria. Eu pretendo renovar meu guarda-roupa (de uma forma mais minimalista, claro) no ano que vem, mas até lá eu tenho que me virar com o que eu possuo (pelo menos, era o que eu pretendia!).
  2. Comprei uma blusa, ok, vergonha, vergonha, vergonha, mas pelo menos eu resisti a comprar um sapato também!
  3. Juro que não compro mais nada até fevereiro, eu juro mesmo!
A camisa que comprei. Fonte: Hering Web Store

A camisa que comprei. Fonte: Hering Web Store

6 meses de "Um Ano Sem Compras"

No dia 01/08, fez 6 meses que iniciei o projeto “Um Ano Sem Compras”. Quando comecei, eu sabia que seria difícil, mas é bem pior do que eu pensava. O problema é que realmente preciso de algumas coisas (meias novas, por exemplo), mas não quero largar o desafio no meio. Eu também acabei comprando outras coisas, algumas necessárias, outras não, e fico pensando que fracassei… Só que quando eu lembro do quanto eu costumava comprar no passado, percebo que estou mesmo é no lucro. Keep calm and carry on!

Desde Fevereiro até hoje, comprei:

  • uma carteira
  • um cabideiro para o meu quarto
  • um ralador
  • um amolador de faca
  • bloquinho de post-it
  • o uniforme do krav-magá
  • uma caixinha para resistores
  • cinco esmaltes
  • um acendedor de fogão
Só três coisas da lista acima foram supérfluas (os esmaltes, o bloquinho e a caixinha), mas em comparação com outras pessoas que estão realizando ou já terminaram o mesmo desafio, eu ainda estou muito “consumista”. Espero que nesse segundo semestre eu não compre nada desnecessário mesmo!

A jaqueta perfeita

Hoje eu precisei resolver várias coisas fora de casa, e andei por bastante tempo. Em um dado momento, passei em frente a uma loja e vi uma bela jaqueta na vitrine – dessas que estão na moda agora, parecendo de couro, com vários fechos, e lilás. Até parei para olhar direito, coisa que não faço há tempos.
Não entrei na loja e continuei meu caminho, mas fiquei pensando na roupa. A verdade é que eu “preciso” de uma jaqueta nova. Tenho uma ótima, que uso há anos e ainda veste muito bem, o problema é que ela é curta, fica mais ou menos na linha da minha cintura. O resultado disso é que eu saio toda agasalhada da cintura para cima, mas fico sentindo frio naquele espaço entre a jaqueta e a calça (mesmo colocando outra blusa por baixo, afinal, sou a pessoa mais “frienta” que existe). Seria bom ter um casaco mais comprido, mais fechado. Os outros casacos que tenho são muito grossos, para serem usados em dias muito frios, que são raríssimos aqui em BH.
Acontece que eu não compraria a jaqueta que vi na vitrine, não com aquela cor. Se ela fosse preta, compraria com certeza. Hipoteticamente falando, claro, já que o desafio de “um ano sem compras” ainda está longe de acabar. Eu vou aguentar até lá, e não vou mais ficar pensando nas roupas que eu poderia ter. Depois eu encontro outra jaqueta perfeita em outro lugar.

Imune ao fascínio das lojas online

Mesmo que eu não esteja seguindo as regras do projeto “Um Ano Sem Compras” à risca, uma coisa boa ele já me trouxe: meu hábito de olhar sites de lojas online e ficar cobiçando os produtos se foi.
Eu costumava fazer isso sempre – ainda que eu não precisasse comprar nada, e nem tivesse dinheiro, sempre que eu “não tinha nada para fazer na internet”, eu abria alguma loja online e ficava olhando as novidades, analisando mentalmente se (ou quando) compraria alguma coisa. Meus preferidos eram os sites de roupas, principalmente Modcloth e Threadless. 
Quando fiz meu cartão de crédito no ano passado, até me aventurei em comprar nesses sites, mas tive o azar de não receber alguns produtos (por extravio, acho), e a empolgação passou um pouco… Depois que resolvi ficar um ano sem comprar, eu ainda passei uns dias olhando sites (e ficando triste porque não podia ter nada do que eu via), mas logo parei com isso, só que não tinha percebido até hoje!
E, no final das contas, nada daquilo me faz falta. 
Vestido que comprei no Modcloth.
Foi a única roupa que comprei em um site,
e a última de 2013.

Projeto: um ano sem compras

Este é mais um projeto que eu achei em um blog sobre minimalismo (o Um Ano Sem Compras), e resolvi adotá-lo para a minha vida também. As regras que estou seguindo foram adaptadas do blog que citei, por isso estão praticamente iguais.
O que eu POSSO comprar:
  • Alimentos;
  • Produtos de limpeza;
  • Remédios e anticoncepcional;
  • Materiais escolares (lápis, borracha, caderno);
  • Componentes para qualquer projeto da Engenharia;
  • Gás e outros produtos necessários para a república, em divisão com as meninas;
  • Os seguintes serviços estão liberados contanto que usados sem exageros: 
    • ingressos e entradas para shows, peças de teatro, museus e cinema; 
    • consultas médicas, odontológicas ou outros procedimentos necessários para a minha saúde; 
    • refeições fora de casa (contanto que não sejam caríssimas);
    • costureira e sapateiro para realizar consertos simples;
O que eu NÃO POSSO comprar:
  • Roupas (inclusive meias, calcinhas e sutiãs);
  • Bolsas;
  • Qualquer tipo de calçado;
  • Acessórios;
  • Bijuterias ou jóias;
  • Produtos de beleza e maquiagem;
  • Eletrodomésticos, eletrônicos, apetrechos de informática;
  • Peças de enxoval (lençóis, colchas, toalhas de banho, guardanapos, panos de prato, etc.);
  • Utensílios para a cozinha ou para usar na casa;
  • Jornais e revistas;
  • Livros;
  • Todo tipo de objetos supérfluos ou que não sejam indispensáveis.
O que eu POSSO REPOR:
  • Produtos de higiene pessoal básica como: shampoo, condicionador, pasta de dentes, papel higiênico, absorventes, sabonetes, creme leave-in, cera para depilação.
Comecei este projeto no dia 01/02/2013, e posso dizer que estou seguindo as regras direitinho, exceto pelo fato de já ter comprado coisas. Eu comprei uma carteira nova (o a minha antiga não fechava mais – eu não ia correr o risco de o meu dinheiro cair por aí, né?) e um cabideiro para o meu quarto (as roupas sujas ficavam dentro do guarda-roupa, e isso só gerava mais bagunça). 
Provavelmente vou comprar mais se for necessário, mas não vou desistir do projeto por causa disso, principalmente porque ele está me ajudando a perceber o que é supérfluo e o que não é, e como eu lido com o consumismo. No começo foi bastante difícil, eu passava na frente das lojas e pensava em tudo o que eu “precisava” comprar mas não podia, mas hoje estou tranquila.  
Eu ainda tenho uma exceção para esse projeto: desde o início do ano estou juntando dinheiro para comprar um kindle (o Paperwhite), porque tenho vários e-books guardados no notebook, mas não tenho paciência para lê-los nele, e também para economizar com livros que eu compraria em papel.  Não penso em comprar nenhum e-book depois que adquirir o e-reader, a não ser que o George R. R. Martin lance o sexto livro das Crônicas de Gelo e Fogo, aí sim, serei obrigada a comprar! 🙂
Além disso, as regras estipulam que não posso comprar meias, mas não sei se vou considerar isso. Todas as minhas meias tem mais de dois anos de uso e já estão se desfazendo na parte do calcanhar, então estou pensando seriamente em comprar meias novas no meio do ano. 
Quando terminar o “ano sem compras”, vou postar um balanço do projeto e se valeu a pena ou não.