3 dicas para ter um smartphone menos poluído

Minha eterna busca por uma vida mais simples também passa pelo smartphone: procuro deixá-lo o menos “poluído” possível, faço destralhes constantes, desligo a maioria das notificações, tento não ocupar toda a memória disponível… Aqui estão três dicas que me ajudaram bastante nesse processo:

1 – Ocultar aplicativos que não são usados:

A maioria dos smartphones vem com aplicativos nativos inúteis, mas que não podem ser desinstalados. Felizmente, é possível ocultá-los e impedir que eles poluam o menu do telefone. Tutorial aqui (para Android).

2 – Desativar o download automático de mídia:

Não basta as pessoas te adicionarem em grupos do Whatsapp, elas também precisam mandar várias imagens e vídeos inúteis (ás vezes até pornográficos) para encher sua galeria de imagens e comprometer a memória do telefone. Foi uma bênção descobrir que é possível desativar o download automático de mídia, e hoje em dia o aplicativo só me mostra uma foto se eu clicar nela para baixar,  e dependendo de quem mandou eu nem me dou esse trabalho. Tutoriais de como fazer isso no Whatsapp e no Instagram.

3 – Bloquear notificações de aplicativos:

Grande parte dos aplicativos oferece a opção de desativar notificações, mas não todos. Um exemplo: eu passei um perrengue por semanas com o app do Itaú me enviando notificações de “Faz tempo que você não acessa o app, sentimos sua falta!” até descobrir que uma configuração do celular me permite bloquear todas as notificações de um aplicativo. Para telefones Android, basta ir em Configurações > Sons e Notificações > Notificações de aplicativo e escolher o aplicativo que você deseja silenciar.


Quem tiver mais dicas de como simplificar o celular, por favor compartilhe nos comentários!

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Observando a cidade

Durante a semana passada eu escutei uma série de podcasts chamada Bored and Brilliant,cujo objetivo é propor uma vários desafios para que os ouvintes larguem um pouco os smartphones e passem a exercitar a criatividade.

O desafio proposto para o quinto dia é ir até um lugar público e observar algo com atenção, ao invés de ficar concentrado no celular. Esse podcast me fez refletir um pouco mais sobre como eu tenho me tornado mais observadora, principalmente no que diz respeito à cidade onde eu vivo.

Ano passado eu comecei a seguir uma página no Facebook, a Casas de BH. Nessa página, um arquiteto posta várias fotografias de casas antigas que ele vê pela cidade. Eu, que achava as fotos sempre muito bonitas, passei a reparar mais  nas casas e prédios ao meu redor durante minhas andanças e acabei descobrindo muitas construções interessantes – algumas, inclusive, estavam no meu caminho diário para o serviço e eu simplesmente não tinha reparado antes.

Eu percebi há algum tempo que quando eu visito um lugar novo eu adoto uma postura diferente: observo a cidade com atenção e quero absorver o máximo possível, principalmente porque o tempo é curto e não é possível ver tudo. Agora, porquê não fazer isso na minha própria cidade? Eu moro em BH há 7 anos e não conheço vários lugares daqui. Para vocês terem uma ideia, eu moro praticamente do lado do Parque Municipal e há duas semanas pisei lá pela primeira vez desde que mudei pra cá. Eu vivia na cidade sem vê-la, de fato.

Hoje eu sou mais consciente do espaço ao meu redor quando me movimento pela cidade, fico atenta para novidades e principalmente para as construções antigas, que eu adoro ver. Também tiro algumas fotos, mas prefiro não fotografar tudo o que vejo porque a foto nunca sai tão bonita quanto o que está sendo fotografado! Por fim, às vezes eu fico curiosa sobre um prédio e acabo pesquisando sobre a história dele e aprendendo mais.

Em resumo, observar a cidade é gratificante para mim.

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Edifício Chagas Dória em BH

 

 

Documentário: Minimalism

Na onda dos documentários, assisti há uns dias o “Minimalism: A Documentary About the Important Things”, que acompanha os criadores do site The Minimalists na turnê de lançamento do livro deles. Vários minimalistas famosos participam do filme, como o Leo Babauta do Zen Habits e a Courtney Carver, criadora do Projeto 333.

Apesar de ser um documentário interessante, duas coisas não me agradaram. A primeira é que quase todos os minimalistas que aparecem tem a mesma história de vida: possuíam  um ótimo emprego, salário de 6 dígitos, casa e carro próprios aos 20 e poucos anos mas eram infelizes, então resolveram largar tudo e partir em busca de uma vida mais simples, com mais significado. Ainda que essa seja uma narrativa válida, eu fico incomodada por ela ser a única mostrada no filme. Eu já disse que uma das coisas que não gosto no movimento minimalista é a falta de reflexão sobre privilégios de classe – é inegável que poder “largar tudo” é um privilégio para poucos, e o documentário pode passar a sensação de que minimalismo é apenas uma nova mania de gente rica (e pode ser mesmo).

Eu, por exemplo, não sou nada como as pessoas mostradas no filme: apesar de estar na classe média (e portanto, numa situação melhor que a de muita gente no país), nunca tive “tudo”. Na verdade, eu adotei o minimalismo justamente para não perseguir uma vida que nunca poderei ter, para não gastar loucamente e me endividar correndo atrás de um padrão visto como ideal pela sociedade, mas que é restrito a poucos. Sei que tem muita gente na mesma situação por causa dos blogs e sites que leio, então gostaria que o documentário tivesse mostrado essa realidade também!

A outra coisa que não gostei foi não terem dado nome aos bois na hora de apontar as causas do consumo desenfreado e da insatisfação que toma conta de cada vez mais pessoas. Um neurologista que foi entrevistado chega até a afirmar que faz parte do cérebro humano querer mais e mais, e é assim desde o início dos tempos, mas ninguém fala a palavrinha mágica: capitalismo. Não tem outra justificativa – a sociedade em que vivemos está estruturada em uma economia que visa crescimento e lucro eternos, é necessário consumirmos cada vez mais (e mais rápido) para manter a economia girando, e para consumirmos nesse volume e velocidade somos bombardeados diariamente com mensagens e anúncios dizendo que só seremos felizes e teremos a vida perfeita se comprarmos os produtos X, Y e Z. Isso é tão básico que achei estranho não abordarem. O The True Cost fala muito bem sobre isso, apesar de ser focado na indústria da moda.

Tirando esses pontos, é um bom documentário. Eu fico feliz em saber que o conceito de minimalismo está se espalhando e alcançando mais pessoas, e que muita gente está realmente repensando seu modo de vida e hábitos de consumo, e buscando o que é melhor para si. Minimalism tem bons exemplos de pessoas que adotaram a simplicidade, e eu recomendo a todos que quiserem uma inspiração para seguir por esse caminho. O filme está disponível na Netflix.


Já responderam à pesquisa de opinião sobre o blog? Quem não respondeu, pode vir aqui nesse link. A pesquisa vai ficar disponível até o fim do mês. Agradeço desde já!

Documentário: The True Cost

Ontem eu assisti ao documentário The True Cost, que mostra os impactos da indústria da moda e do consumismo na vida dos trabalhadores e no planeta. Apesar de já saber sobre como a indústria opera usando trabalho escravo em países subdesenvolvidos (os sweatshops), a maioria das informações do filme foram novidade para mim, como por exemplo o uso de algodão geneticamente modificado para a fabricação de tecidos e como os agrotóxicos/resíduos químicos estão contaminando, adoecendo e matando as populações dos lugares onde essas indústrias produzem.

Como o documentário mesmo diz, não costumamos pensar muito na origem de uma peça de roupa além da loja onde compramos, e esse é um dos motivos pelos quais a indústria pôde crescer tanto em cima de práticas tão questionáveis, para dizer o mínimo. Mas a culpa não é só dos consumidores. Vivemos num mundo capitalista e materialista, onde o consumo constante é incentivado e mostrado como um meio de atingir a felicidade ou uma vida melhor. Ao mesmo tempo em que as grandes corporações pregam o consumo desenfreado, elas pressionam os fornecedores de matéria-prima por um preço cada vez menor, aumentando seus lucros exponencialmente. Quem paga, no fim das contas, são os trabalhadores e o planeta.

O filme me fez perceber que apesar de não ser tão consumista quanto a maioria, eu também falho em saber de onde vêm as roupas e acessórios que compro, se a produção é ética ou não. Eu evito comprar em lojas de departamento por causa das denúncias de trabalho escravo que a maioria delas recebeu, mas minhas ações só vão até aí. Agora eu pretendo pesquisar mais sobre consumo consciente e me aprofundar no assunto, mudar meus hábitos e saber de onde vem o produto que estou comprando. Acredito que a mudança deve partir de nós, consumidores, pois as indústrias jamais vão pensar nos trabalhadores e na natureza em detrimento do lucro, a não ser que sejam pressionadas a isso.

O documentário The True Cost está disponível na Netflix.


Já responderam à pesquisa de opinião sobre o blog? Quem não respondeu, pode vir aqui nesse link. A pesquisa vai ficar disponível até o fim do mês. Agradeço desde já!

Minimalismo: filosofia x estética

O post de ontem rendeu ótimos comentários, em especial este da Mary, do qual gostei tanto que pedi para publicar aqui como adendo ao que escrevi ontem. Segue o comentário dela:

Eu acho que o grande problema é que hoje as pessoas confundem filosofia minimalista com estética minimalista, e apesar te existir uma pequena relação aí, uma coisa não depende da outra. A estética minimalista de que você fala no post está mesmo em alta, e eu também tô meio enjoada de ver por aí. Mas uma pessoa ter uma casa toda preta, branca e cinza não quer dizer que você é minimalista, alias pode ser até o contrario, como você bem disse. A filosofia minimalista, por outro lado, é isso mesmo, uma forma de vida que, sem querer soar clichê, vem de dentro, tem a ver com organizar primeiro nossa mente, nossos valores, é só depois, por consequência, vem se refletir na nossa vida diária. É como eu escrevi uma vez num post que eu fiz, uma citação que li em algum lugar: minimalismo não é ter uma quantidade pequena de coisas, mas a quantidade perfeita delas. O que acontece hoje é a estética minimalista, que é outra coisa, sem banalizou por aí e as pessoas confundem as coisas. Mas pra mim, minimalismo como forma de vida não está sujeito à essa estética. E por causa dessa confusão, vemos conteúdos com conceitos trocados por aí, e fica difícil pra quem de fato quer estudar o tema encontrar material de qualidade. Em outras palavras, encerrando esse textão, uma pessoa minimalista pode viver numa casa toda colorida, enquanto alguém que vive numa casa toda nórdica e pálida pode não fazer ideia do que é minimalismo….

Obrigada pela reflexão , Mary!

Minimalismo: até onde cheguei e para onde vou?

Passaram-se quase quatro anos desde que descobri e adotei esse estilo de vida chamado minimalismo, até hoje. Durante todo esse tempo, sempre busquei simplificar a minha vida cada vez mais, li vários materiais sobre o assunto e procurei realizar todas as práticas “básicas” de minimalismo que podia. Acontece que ultimamente ando com a impressão de que estou encontrando muito “mais do mesmo” nas minhas leituras, já que implementei grande parte das dicas que dão em blogs/sites sobre minimalismo.

Não acho que já sei tudo e sou a minimalistona, pelo contrário! Acredito que ainda tenho um longo caminho a percorrer para conseguir uma vida mais simples, mas quero sair do básico, do destralhe, do Desafio das 100 Coisas, do “corte gastos com TV a cabo e academia”. Para isso, analisei a minha trajetória no minimalismo desde o início do blog e listei as principais mudanças que fiz na minha vida até então:

  • Mudei minha mentalidade e meus hábitos de consumo
  • Me desafiei a ficar 1 ano sem compras
  • Destralhei minha casa e meu armário
  • Criei um guarda roupa minimalista, que atende as minhas necessidades
  • Passei a controlar minhas finanças e reduzi/eliminei vários gastos
  • Adotei a regra do “um-entra-um-sai
  • Inventariei minhas roupas, sapatos e acessórios
  • Adotei o faça-você-mesmo
  • Passei a me preocupar mais com organização
  • Passei a economizar mais e guardar dinheiro antecipadamente para compras/viagens ao invés de me endividar

E agora, como ir além?

  • Reduzir minha produção de lixo: o movimento “lixo zero” é tendência no mundo minimalista. Vou começar aos poucos, prestando atenção na quantidade de lixo que produzo em casa e reciclando, coisa que não faço atualmente.
  • Fazer compras de forma mais inteligente, principalmente no supermercado: sei que posso economizar mais se adotar hábitos básicos, como comprar em verduras em sacolões ao invés do supermercado, que não faço hoje por pura preguiça. Hora de mudar isso!
  • Organizar melhor a minha casa: não basta meu apartamento ser organizado, eu quero que ele seja organizado de uma maneira bonita.  😉
  • Usar meu tempo de maneira mais eficiente: eu vivo deixando algumas tarefas de lado (inclusive meu próprio sono) por má-administração do meu tempo.
  • Passar 1 ano sem compras novamente: na primeira vez que fiz o desafio, ainda era muito “imatura” no minimalismo e acabei comprando várias coisas. Pretendo cumprir o desafio certinho da próxima!
  • Mudar minha relação com as redes sociais: eu reclamo da falta de tempo, largo o celular, desativo meus perfis no Facebook e Twitter e logo depois estou de volta… As redes sociais (outros conteúdos da internet também, mas elas principalmente) são o meu fraco, e quero muito reduzir o tempo que gasto com elas.

Não pretendo deixar de fazer o básico: ficar de olho no consumo, não ceder às compras por impulso, economizar e destralhar periodicamente são práticas que devo levar para a vida toda. Ainda assim, é bom abrir espaço para o novo.

DIY – Embrulho para presente

Não tenho o hábito de trocar presentes no fim do ano, já falei sobre isso. Acontece que no último sábado o pessoal do meu curso de francês propôs que fizéssemos um amigo-oculto de chocolates para comemorar o fim do semestre e, apesar de não gostar muito, fiquei sem graça de recusar…

Comprei os chocolates e fiquei sem saber como embrulhá-los. Não costumo guardar papel de embrulho em casa e não queria comprar um rolo só para isso, então resolvi aproveitar uma ideia que já tinha visto no Pinterest, que é decorar papel kraft e usá-lo para embrulhar o presente. Foi só pegar os materiais que já tinha em casa e botar a mão na massa.

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Materiais para fazer o embrulho

Eu optei por usar um marcador permanente para fazer uma estampa de bolinhas no papel. Primeiro tentei com o marcador dourado, mas não ficou bom, então usei o preto, que dá um contraste melhor.

Embrulhei os chocolates, colei pedaços de washi tape para ficar mais bonitinho, e fiz um cartãozinho com papel vergé e washi tape também.

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Ficou mais bonito do que eu esperava, nem parece que foi improviso!

“Leva as duas!”

Faz um tempo que estava precisando de uma bolsa para usar à noite; escrevi na lista de compras para esse ano e procurei bastante na internet e em várias lojas de BH, sem achar nada que me atendesse. Há uns dias fui em uma loja e vi dois modelos que me interessaram, mas por terem estilos diferentes eu fiquei em dúvida sobre qual levar. As vendedoras estavam tentando me convencer a levar o mais caro, por ser de couro (portanto, mais durável), mas como eu continuava indecisa, elas sugeriram que eu levasse ambas, assim poderia “variar”. Quando disse que só compraria uma mesmo, uma das vendedoras perguntou se levar as duas me “apertaria” – e elas ficaram ligeiramente chocadas quando eu disse que só queria uma porque precisava apenas de uma bolsa!

Estou contando isso porque é engraçado o quão enraizado está esse costume de comprar mais de uma peça de roupa, acessórios e etc. só porque a pessoa está indecisa. E para nós mulheres isso é incentivado, pois precisamos variar, estar na moda, etc. E a única justificativa possível para não comprar mais de um item seria a falta de dinheiro, o que prontamente é resolvido pelo cartão de crédito, parcelamentos infinitos, “compre agora e pague daqui a 60 dias” e afins.

Não estou condenando as vendedoras por sugerirem que eu comprasse mais de uma bolsa – sei que é o trabalho delas, e elas dependem da comissão das vendas, então naturalmente vão tentar fazer com que os clientes levem muitos produtos. Mas é inegável que essa estrutura de negócio só funciona em uma sociedade que consome intensa e constantemente – se você tem condições, você deve comprar, e se não tem, “parcelamos em até 5x no cartão”.

Uma das vendedoras ainda me disse: “nossa, queria ser que nem você, só comprar o que precisa… Mas se vejo uma bolsa que eu gosto eu compro uma preta que é curinga, levo uma vermelhinha para ‘dar uma cor’, aí preciso levar uma sapatilha para combinar… Ainda mais trabalhando aqui!”. (Será que devia ter apresentado a ela a “palavra do minimalismo” ? Fica a questão.  XD  )

Poucos anos atrás seria perfeitamente natural que eu levasse as duas bolsas… E ficasse com uma delas (ou ambas) encalhada no armário até acabar doando depois de muito tempo sem usar, ou por não gostar mais. Caramba, até esse ano eu doei coisas que tinha comprado há tempos e não usava! É bem difícil mudar essa mentalidade de consumo e passar a adquirir apenas o necessário. Eu ainda tenho um longo caminho a percorrer nesse quesito, principalmente no que diz respeito a compras para a casa… Ainda assim, fico feliz por estar progredindo. Meu bolso agradece!

“Peças que você precisa ter”. Precisa mesmo?

Outro dia estava checando as estatísticas do blog e vi que alguém chegou até aqui utilizando o termo de busca “peças minimalistas tem que ter”. Fiquei pensando nesse termo, “tem que ter”, tão repetido por aí. É difícil encontrar uma revista ou um site voltado para o público feminino que não contenha artigos com os títulos “X itens essenciais para esse verão” ou “Y coisas que toda mulher deve ter no guarda-roupa”. A imagem a seguir é um exemplo:

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“Essenciais” pra quem?

Reparem na quantidade: 50 itens! E esses são “só” os essenciais, hein? Sem contar as peças que estão na moda agora, como jeans flare, calça skinny colorida, colete de pelos… Você compra essa roupa “essencial” hoje, daqui a um ano ela está over e você fica com uma calça boca-de-sino encalhada em casa.

Eu realmente fico irritada com essas listas “tem que ter” porque, além de mudarem a cada estação e incentivarem o consumismo, elas nunca levam em conta nosso estilo de vida ou nossos gostos. Anos atrás eu comecei um estágio numa empresa onde minha chefe pediu que eu me vestisse um pouco “mais arrumada”. Sem ter ideia do que usar, segui uma dessas listas de essenciais e comprei, entre outras coisas, um exemplar da famigerada camisa branca “curinga”, que está presente em 9 de cada 10 listas de must-haves.

Com o tempo, eu fui ficando com ódio mortal da camisa. Ela sujava fácil, restringia meus movimentos, não combinava com as outras roupas que eu usava no dia-a-dia (só podia usar no trabalho)… Eu me sentia mal em usá-la e me livrei dela assim que pude. Se eu tivesse mais consciência na época, teria comprado roupas que, combinadas da maneira certa, serviriam tanto para o trabalho quanto para saídas casuais, como algumas blusas que tenho hoje!

No meio minimalista também existem essas listas de “essenciais”, vide o exemplo:

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A maioria dos itens é genérico (só a blusa cropped é peça “da moda”), mas não gosto da definição das quantidades. Eu realmente preciso de 3 blazers no meu armário? E dois vestidos de festa?

Minha intenção com esse post não é dizer todas as listas desse tipo são ruins, mas sim que devemos tomar cuidado com elas. Buscar inspiração é sempre válido e, para quem ainda está insegura sobre o próprio estilo, essas listas (principalmente as ilustradas) são um bom material de base. Mas o mais importante é considerar as suas necessidades e os seus gostos. Quem deve definir o que você “tem que ter” é você, apenas!

Links úteis para quem quer simplificar o armário:

  1. Podcast do blog Ana Go Slowly “Simplificar o Guarda Roupa
  2. Definindo meu estilo-assinatura, partes I, II e III
  3. Como planejar um armário minimalista

Reformar ao invés de substituir

No fim do mês passado levei dois pares de sapato para o conserto. Ambos (um All Star e uma sapatilha) estavam com as solas bem gastas, mas com estrutura superior ainda em bom estado. O sapateiro fez os reparos necessários e me cobrou R$ 80 pelo serviço.

Algumas pessoas poderiam dizer “mas Bárbara, por esse preço você compraria um novo par de sapatos!” Dependendo da marca dos sapatos, até que seria verdade. Mas tanto a sapatilha quanto o tênis são feitos de couro, e só o All Star custou o dobro desse valor. Já contei aqui no blog que prefiro pagar mais caro por sapatos que são duráveis, principalmente tênis, porque é o que eu mais uso no dia-a-dia. E não posso me dar ao luxo de descartar um calçado que custou caro se ele ainda é “consertável”.

Outro motivo pelo qual prefiro mandar reformar os sapatos é porque eles já são do meu gosto. Hoje em dia sou muito chata para compras, só adquiro o que considero bonito e de qualidade, e prefiro peças simples. Um exemplo: passei meses e meses procurando uma sapatilha preta básica e não conseguia achar de jeito nenhum, porque é basicamente impossível encontrar qualquer sapatilha que não seja lotada de apliques, strass, fivelas, etc. O que eu quero dizer é que não vale a pena para mim passar pelo estresse de sair para comprar sapatos novos.

E por fim, além de gastar menos e continuar com itens que amo no meu guarda-roupa, não produzo lixo à toa. Só vantagens. O mesmo vale para roupas: já mandei ajustar roupas que estavam largas, dar bainha, etc. Minha mãe sabe costurar, então às vezes ela mesma faz essas coisas para mim. Inclusive, acho que costurar é uma boa habilidade para se adquirir – mesmo quem não cria peças do zero pode economizar bastante ajustando as próprias roupas. Talvez um dia, quando eu tiver tempo e espaço para uma máquina de costura, eu me aventure nessa área.

Não é que dias depois de trazer meus sapatos do conserto, vi que meu par de botas (que amo), está quase perdendo as solas?! Logo logo ele vai fazer uma “visita” ao sapateiro também!