Limpando a casa em meio à correria do dia-a-dia

Conciliar a limpeza e organização da casa com os compromissos diários – trabalho, estudos, vida social, família, etc – costuma ser complicado.  Em fevereiro, a leitora Ane deixou o seguinte comentário em um dos posts:

Fico impressionada com quem consegue manter a casa linda e a cara também, mas confesso que quando só tem o fim de semana para tudo é meio complicado. Você algum post sobre limpeza/organização para quem tem uma vida agitada??

Prometi a ela falar sobre isso, e aqui está (finalmente)!Conheço três tipos de cronograma de arrumação da casa e já testei dois deles. São os seguintes:

  • Limpeza da casa em 1 ou 2 dias da semana: essa é a maneira com a qual eu lido com a arrumação da casa ultimamente. Costumo limpar a casa e fazer compras no sábado, e deixo as roupas lavando na máquina enquanto faço a faxina. Como meu apartamento é pequeno, em uma tarde dou conta de tudo. Quando estou muito cansada ou tenho outro compromisso no dia, limpo no domingo ou divido a limpeza em outros dias da semana.
  • Limpeza semanal: quando mudei para o meu apartamento, tentei dividir as tarefas de limpeza da casa ao longo da semana, como mostrei nesse post. O problema é que eu chegava tarde, já cansada, e não tinha ânimo para arrumar a casa e fazer outras coisas (cozinhar, por exemplo). Acabava deixando várias tarefas para o fim de semana, então resolvi voltar ao meu esquema anterior. Mas para quem tem tempo/disposição e prefere descansar no fim de semana, realizar as obrigações domésticas durante a semana é uma boa opção.
  • Limpeza mensal: vi esse esquema no Apartment Therapy, não testei porque achei que não seria adequado á minha rotina, mas deve servir para outras pessoas. Nessa limpeza mensal, você define uma quantidade X de tarefas necessárias e vai repetindo ao longo do mês. Ao fim de 30 dias, você limpou a casa toda pelo menos duas vezes.

E a faxina/limpeza pesada? existem várias opções: uma vez por mês, uma vez a cada X meses, duas vezes por ano (verão e inverno), uma vez por ano… Eu escolhi fazer esse tipo de faxina uma vez a cada ano, mas sempre um cômodo por vez. Por exemplo: em janeiro eu fiz uma limpeza profunda no banheiro, agora só ano que vem. A próxima é no quarto, e assim por diante. Mas não acumula muita sujeira? Não, por causa do que vou falar a seguir.

Tarefas “esquecidas”: quando foi a última vez que você limpou os interruptores e as tomadas da sua casa? E o interfone? E as lâmpadas? Existe uma série de itens passam batido na hora da faxina, e o jeito que eu achei para lidar com eles também foi inspirado pelo Apartment Therapy. Fiz uma lista com essas tarefas esquecidas e todo mês escolho uma para fazer durante a limpeza semanal. Assim eu não acumulo tantas tarefas para os dias de faxina pesada.

Outras dicas para facilitar a limpeza da casa:

  • Realizar algumas tarefas diariamente: eu arrumo a cama todas as manhãs e me esforço para não deixar louça suja na pia de um dia para o outro. Essas dias tarefas são super simples mas facilitam demais o meu dia-a-dia e deixam minha casa com um aspecto muito mais organizado.
  • Não deixar bagunça acumulada no chão, mesa ou bancadas: como todo mundo sabe, tralha só chama mais tralha.
  • Sempre guardar objetos em seus devidos lugares: quando cada coisa tem seu lugar, você perde menos tempo procurando quando precisa de algo.
  • Limpeza e organização contínua: lavar a louça enquanto cozinha ou depois de comer, guardar as roupas quando estiverem secas, lidar com a correspondência assim que chegar em casa…
  • Definir bem as tarefas: faça uma lista de tarefas diárias/semanais/mensais/anuais e a deixe em um lugar visível, assim você não esquece de nada.
  • Se puder, diminua a quantidade de enfeites e afins: quanto mais objetos expostos, mais poeira, e maior o tempo gasto para limpá-los. O mesmo serve para móveis.
  • Não se estresse: eu adoro manter minha casa limpa e arrumada, mas tem dias que é impossível. Seja pelo cansaço ou falta de tempo, se você não puder fazer uma ou outra tarefa, não se estresse. Facilite as coisas para você e tenha mais tempo para descansar e curtir sua casinha !

Adendo (02/05/17): esqueci de uma dica muito importante! Como moro sozinha, não passo por essa situação, mas é essencial que todos os moradores da casa dividam as tarefas. Se ajudou a sujar, precisa ajudar a limpar também! Hoje em dia a maioria dos serviços domésticos ficam a cargo das mulheres (sejam elas donas de casa ou não), e isso gera uma sobrecarga muito grande de trabalho. Quando todos colaboram igualmente, fica muito mais fácil manter o ambiente limpo e organizado, e ninguém fica atulhado de serviço.

Documentário: Minimalism

Na onda dos documentários, assisti há uns dias o “Minimalism: A Documentary About the Important Things”, que acompanha os criadores do site The Minimalists na turnê de lançamento do livro deles. Vários minimalistas famosos participam do filme, como o Leo Babauta do Zen Habits e a Courtney Carver, criadora do Projeto 333.

Apesar de ser um documentário interessante, duas coisas não me agradaram. A primeira é que quase todos os minimalistas que aparecem tem a mesma história de vida: possuíam  um ótimo emprego, salário de 6 dígitos, casa e carro próprios aos 20 e poucos anos mas eram infelizes, então resolveram largar tudo e partir em busca de uma vida mais simples, com mais significado. Ainda que essa seja uma narrativa válida, eu fico incomodada por ela ser a única mostrada no filme. Eu já disse que uma das coisas que não gosto no movimento minimalista é a falta de reflexão sobre privilégios de classe – é inegável que poder “largar tudo” é um privilégio para poucos, e o documentário pode passar a sensação de que minimalismo é apenas uma nova mania de gente rica (e pode ser mesmo).

Eu, por exemplo, não sou nada como as pessoas mostradas no filme: apesar de estar na classe média (e portanto, numa situação melhor que a de muita gente no país), nunca tive “tudo”. Na verdade, eu adotei o minimalismo justamente para não perseguir uma vida que nunca poderei ter, para não gastar loucamente e me endividar correndo atrás de um padrão visto como ideal pela sociedade, mas que é restrito a poucos. Sei que tem muita gente na mesma situação por causa dos blogs e sites que leio, então gostaria que o documentário tivesse mostrado essa realidade também!

A outra coisa que não gostei foi não terem dado nome aos bois na hora de apontar as causas do consumo desenfreado e da insatisfação que toma conta de cada vez mais pessoas. Um neurologista que foi entrevistado chega até a afirmar que faz parte do cérebro humano querer mais e mais, e é assim desde o início dos tempos, mas ninguém fala a palavrinha mágica: capitalismo. Não tem outra justificativa – a sociedade em que vivemos está estruturada em uma economia que visa crescimento e lucro eternos, é necessário consumirmos cada vez mais (e mais rápido) para manter a economia girando, e para consumirmos nesse volume e velocidade somos bombardeados diariamente com mensagens e anúncios dizendo que só seremos felizes e teremos a vida perfeita se comprarmos os produtos X, Y e Z. Isso é tão básico que achei estranho não abordarem. O The True Cost fala muito bem sobre isso, apesar de ser focado na indústria da moda.

Tirando esses pontos, é um bom documentário. Eu fico feliz em saber que o conceito de minimalismo está se espalhando e alcançando mais pessoas, e que muita gente está realmente repensando seu modo de vida e hábitos de consumo, e buscando o que é melhor para si. Minimalism tem bons exemplos de pessoas que adotaram a simplicidade, e eu recomendo a todos que quiserem uma inspiração para seguir por esse caminho. O filme está disponível na Netflix.


Já responderam à pesquisa de opinião sobre o blog? Quem não respondeu, pode vir aqui nesse link. A pesquisa vai ficar disponível até o fim do mês. Agradeço desde já!

TAG – 31 Perguntas para quebrar um silêncio constrangedor

A Mari postou essa TAG de perguntas, eu adorei e resolvi copiar. Não tem nada a ver com minimalismo, mas achei que seria divertido. O post original é do Buzzfeed. Vamos às minhas respostas:

1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete?
Não vejo nada de errado com coentro.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp?
Nada contra se usados com moderação.

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas?
Talvez… Não lembro muito bem de como eu costumava comer esse chocolate, especificamente.

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto?
Obviamente é o B de Bárbara. 😀

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã?
Twitter.

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo?
Não gosto muito de bala… Eu adoro uma: aquela quadradinha branca da Garoto. ❤

7. Que cor você acha menos confiável?
Não tenho nada contra cores, também.

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou?
Fragmentado. Que filme HORRÍVEL. Está em segundo lugar na minha lista de “filmes que mais odeio” (o primeiro é IA).

9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho?
Golfinho.

10. Toddy ou Nescau?
Acho que tanto faz… Não sou muito fã de achocolatado.

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros?
Não.

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas?
Sim.

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa?
Gosto dos dois.

14. Qual era seu desenho favorito na infância?
Sakura Card Captor! Assisti de novo depois de mais velha e chorei igual. 😀

15. Que série você jamais reveria?
Dexter. Eles estragaram a história nas últimas temporadas e o final foi um desastre completo.

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta?
O Snape. Não vejo porquê o idolatram.

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal?
Gosto, mas acho que existem lanches melhores.

18. Com quem você dividiria um Bis?
Com ninguém.

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua?
Pegaria para mim e iria embora super feliz com a minha sorte. (Aliás, nunca achei 50 reais, mas já achei 5 no meio das batatas no supermercado!!!)

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha?
Até ela ficar “incomível”/estragada/cheirando mal. Deus é testemunha das minhas caixas de leite que ficam abertas por meses. 😀

21. Qual é seu número preferido?
7, não sei por quê.

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular?
Os únicos apps realmente inúteis são esses que vêm por padrão no celular e são impossíveis de desinstalar. Sempre oculto todos.

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado?
Nunca assisti Friends (vi um ou outro episódio de passagem), então não tenho como opinar.

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz?
Sou contra! Macarrão e arroz são duas “bases” diferentes, juntar as duas no mesmo prato é horrível.

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara?
Acho que no Ensino Médio ou no Enem.

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula?
Provavelmente. Dá para morrer até de overdose de água (foi um estudante de medicina que me contou isso, ele viu acontecer)…

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat?
Nunca usei, nem pretendo.

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo?
Gosto de colocar coisas que já estou acostumada a comer (arroz, feijão, batata frita) e escolher carnes ou acompanhamentos que não como sempre.

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber?
Acho o Justin Bieber um otário e não escuto nada dele.

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor?
Prefiro passar frio porque posso me agasalhar e ficar bem. Do calor não dá pra fugir.

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa?
Prefiro nunca saber. O que os olhos não vêem o coração não sente, não é verdade? 😛

Documentário: The True Cost

Ontem eu assisti ao documentário The True Cost, que mostra os impactos da indústria da moda e do consumismo na vida dos trabalhadores e no planeta. Apesar de já saber sobre como a indústria opera usando trabalho escravo em países subdesenvolvidos (os sweatshops), a maioria das informações do filme foram novidade para mim, como por exemplo o uso de algodão geneticamente modificado para a fabricação de tecidos e como os agrotóxicos/resíduos químicos estão contaminando, adoecendo e matando as populações dos lugares onde essas indústrias produzem.

Como o documentário mesmo diz, não costumamos pensar muito na origem de uma peça de roupa além da loja onde compramos, e esse é um dos motivos pelos quais a indústria pôde crescer tanto em cima de práticas tão questionáveis, para dizer o mínimo. Mas a culpa não é só dos consumidores. Vivemos num mundo capitalista e materialista, onde o consumo constante é incentivado e mostrado como um meio de atingir a felicidade ou uma vida melhor. Ao mesmo tempo em que as grandes corporações pregam o consumo desenfreado, elas pressionam os fornecedores de matéria-prima por um preço cada vez menor, aumentando seus lucros exponencialmente. Quem paga, no fim das contas, são os trabalhadores e o planeta.

O filme me fez perceber que apesar de não ser tão consumista quanto a maioria, eu também falho em saber de onde vêm as roupas e acessórios que compro, se a produção é ética ou não. Eu evito comprar em lojas de departamento por causa das denúncias de trabalho escravo que a maioria delas recebeu, mas minhas ações só vão até aí. Agora eu pretendo pesquisar mais sobre consumo consciente e me aprofundar no assunto, mudar meus hábitos e saber de onde vem o produto que estou comprando. Acredito que a mudança deve partir de nós, consumidores, pois as indústrias jamais vão pensar nos trabalhadores e na natureza em detrimento do lucro, a não ser que sejam pressionadas a isso.

O documentário The True Cost está disponível na Netflix.


Já responderam à pesquisa de opinião sobre o blog? Quem não respondeu, pode vir aqui nesse link. A pesquisa vai ficar disponível até o fim do mês. Agradeço desde já!

5 perguntas sobre: Dinheiro

Esse post é o resultado de um desafio do Habitica (para quem não sabe o que é, já falei sobre ele aqui). A guilda sobre responsabilidade financeira da qual eu participo lançou o desafio, que consiste em responder essas 5 perguntas em qualquer lugar. Resolvi então trazer trazê-las para o blog! Aqui estão minhas respostas:

1 – Se você ganhasse R$ 25.000 na loteria, o que faria com o dinheiro?
Eu investiria o dinheiro, já que não seria uma quantia alta o suficiente para “largar tudo” e viver de renda. Por mais tentador que fosse, preferiria não gastar com viagens ou compras, porque sei que precisaria dessa quantia no futuro.

2 – Qual é o seu maior medo em relação à aposentadoria?
Meu maior medo é não ter dinheiro o suficiente para me sustentar quando for mais velha, e por isso não poder me aposentar. Também tenho medo de ser demitida e não conseguir trabalho lá pelos 60 anos, e ficar dependente de ajuda dos outros ou do dinheiro de “bicos”. Com a reforma da previdência chegando aí, imagino que essa será a infeliz realidade para a maioria dos brasileiros idosos.

3 – Quando você faz uma entrevista de emprego, além do salário, a coisa mais importante que você quer saber é…
Quais são os benefícios e se o horário de trabalho é flexível. A questão do horário para mim é muito importante, já que preciso resolver várias coisas sozinha (compras, problemas da casa, contas, consultas…) e não ter um horário rígido de trabalho facilita muito.

4 – Quando você está comprando roupas novas, qual é a sua prioridade?
Conforto, beleza e qualidade para mim são igualmente importantes. Preço também, mas eu prefiro pagar um pouco mais caro por peças que sei que vão durar bastante.

5 – Qual frase descreve melhor seus sentimentos em relação ao dinheiro?

Dinheiro não traz felicidade… Manda buscar.

Posso parecer gananciosa falando isso, mas eu acho que só quem vive confortavelmente pode se dar o luxo falar que dinheiro não traz felicidade. Você precisa de dinheiro para fazer absolutamente tudo, desde ter casa e comida e educar os filhos a viajar, sair e se divertir. Talvez você não precise de muito dinheiro para fazer essas coisas, mas precisa de um mínimo, de qualquer jeito.


O que acharam? Estou pensando em fazer uma série de posts do tipo “5 perguntas sobre…” com temas diferentes, acho que vai ser interessante. Opinem nos comentários por favor! E me contem suas respostas também, eu adoro saber a visão dos leitores. 🙂

Minimalismo: filosofia x estética

O post de ontem rendeu ótimos comentários, em especial este da Mary, do qual gostei tanto que pedi para publicar aqui como adendo ao que escrevi ontem. Segue o comentário dela:

Eu acho que o grande problema é que hoje as pessoas confundem filosofia minimalista com estética minimalista, e apesar te existir uma pequena relação aí, uma coisa não depende da outra. A estética minimalista de que você fala no post está mesmo em alta, e eu também tô meio enjoada de ver por aí. Mas uma pessoa ter uma casa toda preta, branca e cinza não quer dizer que você é minimalista, alias pode ser até o contrario, como você bem disse. A filosofia minimalista, por outro lado, é isso mesmo, uma forma de vida que, sem querer soar clichê, vem de dentro, tem a ver com organizar primeiro nossa mente, nossos valores, é só depois, por consequência, vem se refletir na nossa vida diária. É como eu escrevi uma vez num post que eu fiz, uma citação que li em algum lugar: minimalismo não é ter uma quantidade pequena de coisas, mas a quantidade perfeita delas. O que acontece hoje é a estética minimalista, que é outra coisa, sem banalizou por aí e as pessoas confundem as coisas. Mas pra mim, minimalismo como forma de vida não está sujeito à essa estética. E por causa dessa confusão, vemos conteúdos com conceitos trocados por aí, e fica difícil pra quem de fato quer estudar o tema encontrar material de qualidade. Em outras palavras, encerrando esse textão, uma pessoa minimalista pode viver numa casa toda colorida, enquanto alguém que vive numa casa toda nórdica e pálida pode não fazer ideia do que é minimalismo….

Obrigada pela reflexão , Mary!

O que eu não aprecio no minimalismo

Há anos me dedico a falar neste blog sobre como é bom adotar um estilo de vida minimalista, mas hoje resolvi ser hater e escrever sobre algumas tendências das quais não gosto nesse meio. Aqui vão elas:

Tudo preto, branco e cinza
Apesar de adorar essas cores (branco só para decoração, roupas jamais), existe uma falsa noção de que para se ter uma casa ou um estilo minimalista, você não pode sair desse espectro. É só procurar “minimalismo” no Pinterest para ser bombardeada por fotos de casas e roupas monocromáticas, e isso me cansa às vezes.

Destralhe, destralhe e mais destralhe
Entendo que é importante se livrar das coisas desnecessárias para ter uma casa mais organizada, e que isso é um processo contínuo, mas eu gostaria de ver mais conteúdo além disso nos blogs/sites e no Pinterest. A maioria esmagadora dos posts sobre minimalismo tem a ver com destralhe, e depois de ter adotado esse hábito, eu fico pensando “Ok, e agora? O que mais eu posso fazer?”, mas acho pouca coisa que me inspire.

Listas de itens essenciais para o guarda-roupa
Como disse nesse post, não gosto de listas de roupas essenciais porque elas são muito impessoais. Cada um tem seu estilo, e o que é essencial para mim pode não ser para outras pessoas.

Poucos móveis num espaço imenso
É verdade que o movimento minimalista se originou nas artes, no design e na arquitetura, sendo relacionado mais à estética que ao uso de espaço ou quantidade de objetos, mas eu não consigo deixar de achar estranho quando vejo fotos de casas gigantescas, porém com poucos móveis, sendo chamadas de minimalistas. Não seria melhor ocupar menos espaço?

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Começar a ser minimalista comprando “coisas minimalistas”
Às vezes eu leio relatos de pessoas dizendo que remodelaram todo o guarda-roupa ou a casa para se adequar ao modo de vida minimalista, e eu não consigo deixar de ver a ironia da situação: consumir mais, gastar dinheiro e gerar mais lixo não deveria ser considerado minimalista, por mais que sua casa e suas roupas agora sejam todas pretas, brancas e cinza! 😀

Falta de reflexão sobre privilégios
Pouco se fala sobre isso, mas a verdade é que poder adotar uma vida simples, reduzir posses e gastos supérfluos é um privilégio para pessoas de classe média/classe alta. Quantas pessoas no Brasil podem, como eu, separar um valor X por mês para gastar com não-essenciais? Às vezes as pessoas se perdem no discurso de “é possível ter uma vida minimalista, é só querer”, sendo que a maioria não vive com menos por opção, e sim por necessidade. Não quero me colocar como melhor que ninguém – até porque meu discurso nesse blog também é bastante classe média), só quero apontar que é necessário fazer essa reflexão de vez em quando.

E vocês, leitores, tem alguma coisa que não gostam no minimalismo? Me contem nos comentários!

Organizando as compras de itens não-essenciais

Tenho tentado maneirar nas compras de supérfluos desde que terminei o “jejum” do ano passado – e apesar de estar seguindo a minha lista de desejos (às vezes tirando uns itens e acrescentando outros), resolvi exercer um controle maior sobre essas compras, definindo um valor máximo que posso gastar por mês.

Reavaliei meu orçamento para esse ano e, depois de calcular o valor médio das minhas despesas mensais (fixas e variáveis) e separar o dinheiro para investir, defini uma parte da quantia que sobrou para gastos não essenciais – roupas, livros, jogos, móveis, sapatos, etc e tal.  Depois, defini um valor aproximado para todas as coisas que quero comprar ou fazer este ano, e a partir daí vou escolher com o que gastar todo mês, atentando para que as despesas não ultrapassem o teto estabelecido.

Por exemplo: digamos que eu tenha estabelecido um valor máximo de 400 reais para compras todo mês. Na minha lista temos:

  • 1 par de botas: 200
  • 1 escrivaninha: 350
  • 1 cadeira: 150
  • 1 camisa de manga longa: 80

Então, no mês de abril, eu escolho comprar a camisa, a cadeira e as botas, dando um total de 430 reais. E como incentivo para não gastar muito, já que eu ultrapassei 30 reais do limite, em maio eu poderei gastar apenas 370. Se eu não tivesse ultrapassado o limite, entretanto, a quantia que sobrou não poderia ser gasta no mês seguinte – tem que ter um desafio, afinal! 😀

Por quê eu estou fazendo isso? Apesar de ter reduzido bastante meus hábitos de consumo (já cansei de falar isso aqui), ainda fico meio afobada para comprar as coisas que estão na lista/que realmente quero. A escrivaninha, por exemplo, está no meu radar há tempos, mas ainda não tive chance  porque sempre passava outro item da wishlist na frente. Acredito que agora vou poder organizar melhor as minhas necessidades-não-tão-necessárias.

Destralhe digital, parte III: web

Enfim, chegamos á última parte do meu destralhe digital. A parte I foi sobre o smartphone,  a parte II sobre o computador, e a terceira é sobre minha vida na web – redes sociais, favoritos, arquivos na nuvem, etc. As tarefas que realizei foram:

  1. Organizar/deletar favoritos: deletei pastas, reorganizei vários favoritos e transferi muitos para o Evernote e o Pinterest, principalmente os de receitas, para facilitar a busca e visualização.
  2. Organizar anotações no Evernote: deletei notas e cadernos que não precisava mais.
  3. Fazer uma limpeza de páginas/pessoas que sigo nas redes sociais
  4. Limpar o navegador: limpei o histórico, os cookies e o cache, desativei extensões inúteis e excluí dados de preenchimento automático e senhas salvas.
  5. Cancelar recebimento de emails: eu uso o unroll.me para verificar em quais listas de email eu estou cadastrada e excluir as que não quero mais receber.
  6. Excluir perfil no Tumlbr: fazia tempo que não postava nada, só entrava de vez em quando e achava o conteúdo muito repetitivo. Resolvi deletar meu perfil.
  7. Desativar o Facebook: ando meio cansada do Facebook, e para não consumir meu tempo checkando a timeline, desativei meu perfil por tempo indeterminado.
  8. Organizar pins e pastas no Pinterest: criei algumas pastas novas para organizar melhor o meu perfil e recataloguei vários pins.

Demorei muito para escrever esse último post justamente porque enrolei para fazer esse destralhe da web. 😀  Achei que daria muito trabalho mas, no fim das contas, foi tranquilo, principalmente porque não realizei todas as tarefas no mesmo dia. Agora só preciso manter tudo organizadinho até chegar a hora da próxima faxina digital.