Organizando as compras de itens não-essenciais

Tenho tentado maneirar nas compras de supérfluos desde que terminei o “jejum” do ano passado – e apesar de estar seguindo a minha lista de desejos (às vezes tirando uns itens e acrescentando outros), resolvi exercer um controle maior sobre essas compras, definindo um valor máximo que posso gastar por mês.

Reavaliei meu orçamento para esse ano e, depois de calcular o valor médio das minhas despesas mensais (fixas e variáveis) e separar o dinheiro para investir, defini uma parte da quantia que sobrou para gastos não essenciais – roupas, livros, jogos, móveis, sapatos, etc e tal.  Depois, defini um valor aproximado para todas as coisas que quero comprar ou fazer este ano, e a partir daí vou escolher com o que gastar todo mês, atentando para que as despesas não ultrapassem o teto estabelecido.

Por exemplo: digamos que eu tenha estabelecido um valor máximo de 400 reais para compras todo mês. Na minha lista temos:

  • 1 par de botas: 200
  • 1 escrivaninha: 350
  • 1 cadeira: 150
  • 1 camisa de manga longa: 80

Então, no mês de abril, eu escolho comprar a camisa, a cadeira e as botas, dando um total de 430 reais. E como incentivo para não gastar muito, já que eu ultrapassei 30 reais do limite, em maio eu poderei gastar apenas 370. Se eu não tivesse ultrapassado o limite, entretanto, a quantia que sobrou não poderia ser gasta no mês seguinte – tem que ter um desafio, afinal! 😀

Por quê eu estou fazendo isso? Apesar de ter reduzido bastante meus hábitos de consumo (já cansei de falar isso aqui), ainda fico meio afobada para comprar as coisas que estão na lista/que realmente quero. A escrivaninha, por exemplo, está no meu radar há tempos, mas ainda não tive chance  porque sempre passava outro item da wishlist na frente. Acredito que agora vou poder organizar melhor as minhas necessidades-não-tão-necessárias.

Reformar ao invés de substituir

No fim do mês passado levei dois pares de sapato para o conserto. Ambos (um All Star e uma sapatilha) estavam com as solas bem gastas, mas com estrutura superior ainda em bom estado. O sapateiro fez os reparos necessários e me cobrou R$ 80 pelo serviço.

Algumas pessoas poderiam dizer “mas Bárbara, por esse preço você compraria um novo par de sapatos!” Dependendo da marca dos sapatos, até que seria verdade. Mas tanto a sapatilha quanto o tênis são feitos de couro, e só o All Star custou o dobro desse valor. Já contei aqui no blog que prefiro pagar mais caro por sapatos que são duráveis, principalmente tênis, porque é o que eu mais uso no dia-a-dia. E não posso me dar ao luxo de descartar um calçado que custou caro se ele ainda é “consertável”.

Outro motivo pelo qual prefiro mandar reformar os sapatos é porque eles já são do meu gosto. Hoje em dia sou muito chata para compras, só adquiro o que considero bonito e de qualidade, e prefiro peças simples. Um exemplo: passei meses e meses procurando uma sapatilha preta básica e não conseguia achar de jeito nenhum, porque é basicamente impossível encontrar qualquer sapatilha que não seja lotada de apliques, strass, fivelas, etc. O que eu quero dizer é que não vale a pena para mim passar pelo estresse de sair para comprar sapatos novos.

E por fim, além de gastar menos e continuar com itens que amo no meu guarda-roupa, não produzo lixo à toa. Só vantagens. O mesmo vale para roupas: já mandei ajustar roupas que estavam largas, dar bainha, etc. Minha mãe sabe costurar, então às vezes ela mesma faz essas coisas para mim. Inclusive, acho que costurar é uma boa habilidade para se adquirir – mesmo quem não cria peças do zero pode economizar bastante ajustando as próprias roupas. Talvez um dia, quando eu tiver tempo e espaço para uma máquina de costura, eu me aventure nessa área.

Não é que dias depois de trazer meus sapatos do conserto, vi que meu par de botas (que amo), está quase perdendo as solas?! Logo logo ele vai fazer uma “visita” ao sapateiro também!

Balanço das finanças em 2015

Minha vida financeira esteve ok no ano passado. Não houve nenhuma mudança significativa em relação a 2014, mas tive um pouco mais de disciplina e consegui poupar mais que no ano anterior.

Pontos positivos:

  • Consegui criar e manter uma poupança para emergências. Poupei um valor fixo todo mês e não toquei nesse dinheiro uma vez sequer. Ainda não consegui juntar 3 meses de salário, mas estou quase.
  • Minha poupança para gastos gerais foi bem útil. Paguei o curso de francês, a academia e minhas férias com ela, tudo à vista.

Pontos negativos:

  • Gastei bastante no cartão de crédito. Não me endividei além da conta, nunca precisei pagar o mínimo, mas deveria ter controlado mais meus gastos, e esperado mais para pagar as coisas à vista.
  • A compra de dois celulares em menos de dois meses (por causa do roubo do meu telefone novo) foi um baque no meu orçamento.
  • Percebi que estou definindo meu orçamento do jeito errado. Geralmente eu estabeleço o mesmo valor todo mês para cada categoria, mas às vezes tenho um gasto maior, previsto com antecedência, que ultrapassa o valor geral e acaba parecendo que eu gastei além da conta, quando não é o caso. Por exemplo: no gráfico, eu ultrapassei o orçamento em Março (pagando a anuidade da academia, que foi previsto) em Setembro (comprando o celular novo, previsto) e em Dezembro (comprando outro celular para substituir o roubado. Só isso foi inesperado).

 Conclusão: estou melhorando no controle das finanças, gastei mais do que devia apenas em um mês em 2015 (um recorde na minha vida!), mas cometi vários erros e pretendo não repeti-los esse ano.

Logo logo vem um post sobre meus objetivos financeiros para 2016.

fin

Gráfico do meu orçamento de 2015

Natal chegando, e nada de presentes

A iminência do Natal e esse texto no Zen Habits me inspiraram a escrever este post. Eu não tenho o costume de dar presentes – a não ser que seja uma ocasião bem específica, tipo um aniversário com festa. Em datas comemorativas como Natal, Páscoa, etc. , eu não compro nada.

Pode parecer estranho, mas a verdade é que nunca tive este costume. Quando era criança, eu só ganhava presentes, depois que comecei a trabalhar, o dinheiro que recebia como estagiária mal dava para me sustentar, que dirá comprar coisas para os outros! Agora fui contratada e ganho mais, mas ter alugado um apartamento para morar sozinha não me permite gastar dinheiro com nada além do absolutamente necessário.

Inclusive, eu e meu namorado também combinamos de não trocar presentes nas datas comemorativas (tipo Dia dos Namorados e as outras), só nos aniversários mesmo. Eu acho ótimo, assim evitamos gastos supérfluos.

Não vou mentir e falar que não gosto de ganhar presentes, ou agradar as pessoas que eu gosto, mas acho que hoje em dia existe quase uma obrigação de presentear em todas as ocasiões possíveis. Aqui caberia uma discussão sobre o consumismo na sociedade, mas isso seria irrelevante para o post. Só estou esclarecendo a minha visão sobre o assunto.

Portanto, neste Natal (e provavelmente em alguns próximos) vou seguir os conselhos do Leo Babauta e “me incluir fora” da troca de presentes. 🙂

Medidas para economizar mais

De tempos em tempos eu avalio as minhas finanças, vejo onde estou gastando mais e tento cortar as despesas onde posso. Ultimamente, adotei as seguintes medidas para tentar gastar menos:

Levar comida para o trabalho: Comprei uma marmita e estou levando o almoço para o trabalho, ao invés de comer em restaurantes.  Tenho que comer na escada de incêndio mesmo, mas é tranquilo e, além disso, é de graça né? No final do mês eu vou calcular a economia que estou fazendo, e faço um post sobre isso.

Pegar menos ônibus: Eu moro bem longe do meu trabalho. Quando eu ainda estudava, para não chegar tarde, eu pegava dois ônibus, ou metrô e um ônibus para chegar lá a tempo. Agora que estou com um horário mais folgado, pego apenas o metrô e da estação vou andando até a empresa (é perto, uns 15 min de caminhada). Na volta também vou andando até o ponto de ônibus. Pensei em voltar de metrô para casa, mas é mais cansativo – eu teria que andar da estação até a minha casa, enquanto o ônibus para praticamente na porta.

Aderir ao pacote de serviços essenciais no banco: A minha conta corrente é do tipo universitária. Desde quando eu a criei, o Banco do Brasil me cobrava R$ 3,80 (recentemente aumentou para R$4,00) como taxa do pacote de serviços. No meio do ano, descobri que existem os “serviços essenciais”, que todo banco deve fornecer de graça para quem tem conta corrente (mais informações no site do Banco Central, item 2). É claro que os bancos não divulgam isso, né? Então, depois de 4 anos de conta, cancelei o pacote de serviços que eu tinha para ficar somente com o essencial. Acredito que a partir desse mês o banco não irá me cobrar mais nada. Triste é ter descoberto isso só agora. :/

 Estou contando que vou fazer uma boa economia com essas três medidas que adotei. Se alguma leitora ou leitor do blog tiver mais dicas, por favor compartilhe, quero novas ideias!

Hoje eu cancelei meu cartão de crédito…

… e me livrei de uma conta bancária.

Faz pelo menos dois anos que tenho mantido três contas bancárias diferentes (em bancos diferentes): uma conta corrente, uma conta poupança e uma conta corrente com cartão de crédito.

A última, do Santander, é a que sempre me deu mais trabalho – além de ter que lidar com a fatura do cartão, ainda tinha as taxas e uma série de exigências de utilização da conta. Para não pagar o pacote de serviços (R$ 33,00 para a uma conta universitária!!!), eu precisava realizar pelo menos um depósito na poupança e um pagamento de conta por mês. Como eu não recebia nesse banco, precisava fazer transferências de um banco para outro todo mês o que, convenhamos, é bem estressante e uma grande perda de tempo.

O cartão de crédito era útil, mas de uns tempos para cá eu percebi que vinha comprando demais, e a fatura sempre chegava alta. Felizmente, nunca fiquei devendo nem precisei pagar o mínimo, mas ainda sim era um gasto que eu queria (e precisava) cortar.

Então, esse mês eu paguei a fatura mais o valor de duas compras que viriam na próxima, e cancelei o cartão. Hoje fui ao banco, saquei o resto de dinheiro que tinha na conta e a encerrei. Ainda preciso esperar 30 dias e receber uma carta do Santander confirmando o cancelamento, mas considero que está tudo certo.

Acho que duas contas bancárias são suficientes para manter as minhas finanças organizadas. Já adianto que farei outro cartão de crédito no futuro, no banco onde recebo meu salário, porque acho útil ter um cartão, mas vou controlar os gastos com mais rigor.

Organizar a vida em 7 dias – Dia 7

Inspirado nesse post.

Criando um orçamento mensal

Tenho o hábito de registrar todos os meus ganhos e gastos há bastante tempo, como já foi dito aqui. Utilizo o gerenciador financeiro Minhas Economias e registro TODOS os meus gastos, desde a fatura do cartão de crédito a uma bala que eu compro na rua. Não posso dizer que a minha organização é exemplar, mas venho melhorando ao longo dos anos, e o mais importante: consigo gastar menos do que eu ganho a maior parte do tempo.

No início do ano, eu tinha feito um orçamento, definindo valores máximos que eu poderia gastar em diferentes “áreas” (alimentação, transporte, cartão de crédito, etc.), mas não deu muito certo – eu estava ganhando pouco demais para me manter, precisava da ajuda da minha mãe  e sempre ultrapassava o orçamento, mesmo sem comprar supérfluos! Decidi então só economizar o máximo possível, sem definir valores exatos para os meus gastos.

Agora que eu mudei de estágio, e recebo vale-refeição e vale-transporte, a coisa muda um pouco de figura. Pretendo gastar com o transporte apenas o valor que recebo mensalmente do VT, e a mesma decisão vale para o VR. Farei o cálculo desses valores todo mês (já que dependem dos dias trabalhados).

Com o salário, pagarei o cartão de crédito – ainda faltam 5 das 6 parcelas do Kindle, e posso fazer outros gastos, desde que com moderação – e a conta da internet 3G. Não tenho nenhum gasto fixo além desses dois, portanto, do dinheiro que sobrar, 20% serão depositados na poupança (no mínimo), e o resto eu uso como precisar. Se sobrar no fim do mês, ponho mais na poupança!

Acredito que se eu me organizar bem, vou conseguir poupar bastante.