5 habilidades que ajudam a economizar dinheiro (e tempo)

A princípio, o título desse post seria “5 habilidades essenciais para quem mora sozinho”, mas eu percebi que tudo na lista é importante para qualquer pessoa que precise “se virar” algum dia na vida, morando sozinha ou não! Vamos a elas:

Cozinhar: essa é primordial. Não precisa ser um chef, mas é importante saber o básico: um arroz, um macarrão, uma carne… Cozinhar em casa quase sempre é mais barato que comer fora, e costuma ser mais saudável também, já que a maioria dos deliverys é de fast-food. Sem contar que, ao saber cozinhar, você fica menos dependente de outras pessoas – não foram poucos os casos que ouvi de homens que ficam com fome em casa esperando a esposa chegar pra fazer a comida! Por favor, né?  😀

Fazer serviços domésticos básicos: varrer e passar pano no chão, lavar a louça, lavar roupa e etc até hoje são serviços bem simples que mantém uma casa limpa. Infelizmente, assim como cozinhar, esse trabalho é visto como obrigação feminina, mas como já disse nesse post, todos que compartilham uma casa devem se responsabilizar igualmente pelas tarefas. E quando a pessoa mora sozinha, é bom que ela saiba fazer o básico, assim não precisa gastar com faxineira. E mesmo que você contrate uma diarista de vez em quando, que coisa feia deixar a casa imunda só porque alguém vai limpar depois, não?

Fazer pequenos reparos em casa: trocar lâmpada e resistência de chuveiro, consertar torneira pingando, furar parede… Esses serviços são considerados masculinos, mas podem (e devem) ser feitos por qualquer pessoa. Desde cedo, na minha casa não tinha nenhum homem para fazer essas tarefas (meu pai morreu quando eu era bem nova), minha mãe fazia quase tudo e eu aprendi com ela. Morando sozinha, vi que chamar um profissional para fazer reparos sai caro, então eu faço tudo o que consigo. Tem muitos tutoriais na internet, a maioria das coisas não é tão difícil quanto parece.

Costurar: remendar buracos e pregar botões são o básico do básico (e são tudo o que eu sei!). Outra atividade considerada feminina, mas que deveria ser ensinada a todos. Afinal, se um botão cai da sua camisa, o que você, homem que mora sozinho, vai fazer? Levar na costureira? Pedir para a sua mãe colocar de volta? Jogar a camisa fora? Economize tempo e dinheiro (e a paciência da sua mãe) e pregue seus próprios botões!  😀

Fazer orçamento: o primeiro passo para controlar as finanças é fazer um orçamento. Para quem mora sozinho ou quer morar em breve, ter uma noção dos gastos é muito importante, pois manter uma casa é um gasto e tanto. Quem não tem experiência pode começar apenas anotando os gastos diários em um caderno, só para ter uma ideia de onde seu dinheiro está indo. Depois, pode passar tudo para uma planilha do Excel ou usar um desses inúmeros aplicativos de controle de finanças.

Vocês leitores acrescentariam alguma coisa à lista? Me contem nos comentários.

O que eu não aprecio no minimalismo

Há anos me dedico a falar neste blog sobre como é bom adotar um estilo de vida minimalista, mas hoje resolvi ser hater e escrever sobre algumas tendências das quais não gosto nesse meio. Aqui vão elas:

Tudo preto, branco e cinza
Apesar de adorar essas cores (branco só para decoração, roupas jamais), existe uma falsa noção de que para se ter uma casa ou um estilo minimalista, você não pode sair desse espectro. É só procurar “minimalismo” no Pinterest para ser bombardeada por fotos de casas e roupas monocromáticas, e isso me cansa às vezes.

Destralhe, destralhe e mais destralhe
Entendo que é importante se livrar das coisas desnecessárias para ter uma casa mais organizada, e que isso é um processo contínuo, mas eu gostaria de ver mais conteúdo além disso nos blogs/sites e no Pinterest. A maioria esmagadora dos posts sobre minimalismo tem a ver com destralhe, e depois de ter adotado esse hábito, eu fico pensando “Ok, e agora? O que mais eu posso fazer?”, mas acho pouca coisa que me inspire.

Listas de itens essenciais para o guarda-roupa
Como disse nesse post, não gosto de listas de roupas essenciais porque elas são muito impessoais. Cada um tem seu estilo, e o que é essencial para mim pode não ser para outras pessoas.

Poucos móveis num espaço imenso
É verdade que o movimento minimalista se originou nas artes, no design e na arquitetura, sendo relacionado mais à estética que ao uso de espaço ou quantidade de objetos, mas eu não consigo deixar de achar estranho quando vejo fotos de casas gigantescas, porém com poucos móveis, sendo chamadas de minimalistas. Não seria melhor ocupar menos espaço?

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Começar a ser minimalista comprando “coisas minimalistas”
Às vezes eu leio relatos de pessoas dizendo que remodelaram todo o guarda-roupa ou a casa para se adequar ao modo de vida minimalista, e eu não consigo deixar de ver a ironia da situação: consumir mais, gastar dinheiro e gerar mais lixo não deveria ser considerado minimalista, por mais que sua casa e suas roupas agora sejam todas pretas, brancas e cinza! 😀

Falta de reflexão sobre privilégios
Pouco se fala sobre isso, mas a verdade é que poder adotar uma vida simples, reduzir posses e gastos supérfluos é um privilégio para pessoas de classe média/classe alta. Quantas pessoas no Brasil podem, como eu, separar um valor X por mês para gastar com não-essenciais? Às vezes as pessoas se perdem no discurso de “é possível ter uma vida minimalista, é só querer”, sendo que a maioria não vive com menos por opção, e sim por necessidade. Não quero me colocar como melhor que ninguém – até porque meu discurso nesse blog também é bastante classe média), só quero apontar que é necessário fazer essa reflexão de vez em quando.

E vocês, leitores, tem alguma coisa que não gostam no minimalismo? Me contem nos comentários!

Organizando as compras de itens não-essenciais

Tenho tentado maneirar nas compras de supérfluos desde que terminei o “jejum” do ano passado – e apesar de estar seguindo a minha lista de desejos (às vezes tirando uns itens e acrescentando outros), resolvi exercer um controle maior sobre essas compras, definindo um valor máximo que posso gastar por mês.

Reavaliei meu orçamento para esse ano e, depois de calcular o valor médio das minhas despesas mensais (fixas e variáveis) e separar o dinheiro para investir, defini uma parte da quantia que sobrou para gastos não essenciais – roupas, livros, jogos, móveis, sapatos, etc e tal.  Depois, defini um valor aproximado para todas as coisas que quero comprar ou fazer este ano, e a partir daí vou escolher com o que gastar todo mês, atentando para que as despesas não ultrapassem o teto estabelecido.

Por exemplo: digamos que eu tenha estabelecido um valor máximo de 400 reais para compras todo mês. Na minha lista temos:

  • 1 par de botas: 200
  • 1 escrivaninha: 350
  • 1 cadeira: 150
  • 1 camisa de manga longa: 80

Então, no mês de abril, eu escolho comprar a camisa, a cadeira e as botas, dando um total de 430 reais. E como incentivo para não gastar muito, já que eu ultrapassei 30 reais do limite, em maio eu poderei gastar apenas 370. Se eu não tivesse ultrapassado o limite, entretanto, a quantia que sobrou não poderia ser gasta no mês seguinte – tem que ter um desafio, afinal! 😀

Por quê eu estou fazendo isso? Apesar de ter reduzido bastante meus hábitos de consumo (já cansei de falar isso aqui), ainda fico meio afobada para comprar as coisas que estão na lista/que realmente quero. A escrivaninha, por exemplo, está no meu radar há tempos, mas ainda não tive chance  porque sempre passava outro item da wishlist na frente. Acredito que agora vou poder organizar melhor as minhas necessidades-não-tão-necessárias.

Faxina anual do guarda-roupa + inventário de roupas e sapatos

Até ano passado eu costumava fazer faxinas semestrais no meu armário, mas percebi que não havia necessidade, já que não compro tanto quanto antes e meu guarda-roupa está mais estável, por assim dizer. Agora considero que uma boa arrumação anual será o suficiente para manter tudo em ordem.
Em 2016, meu armário continha esses itens. Hoje:

 

Calças e afins:
  • 3 calças jeans
  • 1 bermuda
  • 2 shorts
Casacos e afins:
  • 3 casacos
  • 2 jaquetas
  • 3 cardigãs
  • 2 suéteres
Blusas:
  • 19 blusas/camisas de manga curta
  • 5 camisetas
  • 3 camisas de manga longa
Vestidos e saias:
  • 6 vestidos curtos
  • 3 vestidos longos
  • 1 saia longa
Roupas de academia:
  • 1 short
  • 1 legging
  • 4 camisas
  • 2 tops
  • Uniforme do Krav-Maga:
    • 1 calça
    • 1 blusa
    • 1 quimono
Pijamas:
  • 2 pijamas para o frio
  • 1 pijama para o calor
  • 1 pijama para meia-estação
  • 1 camisola
Lingerie e afins:
  • 1 biquíni
  • 1 camisete
  • 7 calcinhas avulsas
  • 2 sutiãs avulsos
  • 7 conjuntos de calcinha e sutiã
Meias e lenços:
  • 2 meia-calças
  • 1 par de meias 7/8
  • 1 pares de meias 3/4
  • 7 pares de meias soquete
  • 7 lenços
Acessórios:
  • 1 cinto
  • 1 par de luvas
  • 1 cachecol
Total: 108 itens

Sapatos:

  • 1 par de chinelos
  • 2 pares de sandálias
  • 1 par de botas
  • 2 pares de sapatilhas
  • 1 par de tênis All Star
  • 1 par de tênis de corrida
  • 1 par de sapatos oxford
  • 1 par de sapatos de salto médio
Total: 10 pares

Itens retirados na faxina:

  • 1 cardigã
  • 1 calça jeans
  • 1 camisa de manga comprida
  • 2 pés de meias soquete (sim, inexplicavelmente eu perdi 2 pés de meias diferentes)

 Compras/substituições:
  • 1 ou 2 camisas de manga comprida
  • 3 pares de meia soquete
  • 1 blazer preto
  • 5 calcinhas avulsas

O bom de ter feito essa faxina logo em Janeiro é que já pude fazer uma lista de todas as roupas que pretendo comprar este ano. São poucos itens, a maioria para substituir o que está velho demais. Tudo já está na wishlist de 2017.

Também mudei algumas roupas de lugar para facilitar a visualização e organização do espaço. Nada como começar o ano com o armário limpo e arrumadinho!

Em 2017 eu vou…

Após 2 anos realizando todas as minhas resoluções de ano-novo, em 2016 eu dei uma escorregada e acabei realizando apenas duas, das três que defini. Vamos esperar que isso não aconteça em 2017! Aqui vão as minhas metas para o próximo ano:

  1. Terminar o curso francês: o curso que faço tem apenas dois módulos (básico e pré-intermediário), com três semestres cada um. Devo terminar o último módulo em meados de julho, e talvez tente uma prova de certificação mais tarde.
  2. Passar no exame físico de faixa verde do Krav-Maga: fui mais relapsa com o Krav-Maga esse ano que no ano passado… De acordo com o meu professor, eu deveria fazer o primeiro exame de 2017 (em abril), mas não estou nem um pouco preparada. Agora quero voltar a treinar com mais afinco, não quero ficar na faixa laranja o resto da vida!
  3. Conhecer melhor a minha cidade: em março de 2017 farão 7 anos que eu moro em BH. Apesar de adorar essa cidade, me dei conta de que não a conheço tão bem! Sempre que viajo eu procuro conhecer os pontos turísticos das cidades que visito, mas quase não faço isso no lugar onde moro. Com isso, sinto que estou perdendo a oportunidade de descobrir coisas e lugares legais. Como não pretendo fazer nenhuma viajem longa no próximo ano, vou usar meu tempo livre para conhecer Belo Horizonte mais a fundo.
  4. Começar uma pós-graduação (extra): minha ideia inicial era terminar o francês, passar no exame de faixa e dar uma pausa para voltar a estudar. Como isso não vai acontecer (porque fui uma enrolada), acho melhor correr atrás da minha pós-graduação de uma vez. Ainda não tenho certeza de que poderei começar em 2017 – meu plano era me matricular no segundo semestre, mas tudo depende da minha condição financeira. Se não for possível, tento em 2018.

 

Um feliz 2017 a todos os leitores do Meu Diário Minimalista!

Minimalismo: até onde cheguei e para onde vou?

Passaram-se quase quatro anos desde que descobri e adotei esse estilo de vida chamado minimalismo, até hoje. Durante todo esse tempo, sempre busquei simplificar a minha vida cada vez mais, li vários materiais sobre o assunto e procurei realizar todas as práticas “básicas” de minimalismo que podia. Acontece que ultimamente ando com a impressão de que estou encontrando muito “mais do mesmo” nas minhas leituras, já que implementei grande parte das dicas que dão em blogs/sites sobre minimalismo.

Não acho que já sei tudo e sou a minimalistona, pelo contrário! Acredito que ainda tenho um longo caminho a percorrer para conseguir uma vida mais simples, mas quero sair do básico, do destralhe, do Desafio das 100 Coisas, do “corte gastos com TV a cabo e academia”. Para isso, analisei a minha trajetória no minimalismo desde o início do blog e listei as principais mudanças que fiz na minha vida até então:

  • Mudei minha mentalidade e meus hábitos de consumo
  • Me desafiei a ficar 1 ano sem compras
  • Destralhei minha casa e meu armário
  • Criei um guarda roupa minimalista, que atende as minhas necessidades
  • Passei a controlar minhas finanças e reduzi/eliminei vários gastos
  • Adotei a regra do “um-entra-um-sai
  • Inventariei minhas roupas, sapatos e acessórios
  • Adotei o faça-você-mesmo
  • Passei a me preocupar mais com organização
  • Passei a economizar mais e guardar dinheiro antecipadamente para compras/viagens ao invés de me endividar

E agora, como ir além?

  • Reduzir minha produção de lixo: o movimento “lixo zero” é tendência no mundo minimalista. Vou começar aos poucos, prestando atenção na quantidade de lixo que produzo em casa e reciclando, coisa que não faço atualmente.
  • Fazer compras de forma mais inteligente, principalmente no supermercado: sei que posso economizar mais se adotar hábitos básicos, como comprar em verduras em sacolões ao invés do supermercado, que não faço hoje por pura preguiça. Hora de mudar isso!
  • Organizar melhor a minha casa: não basta meu apartamento ser organizado, eu quero que ele seja organizado de uma maneira bonita.  😉
  • Usar meu tempo de maneira mais eficiente: eu vivo deixando algumas tarefas de lado (inclusive meu próprio sono) por má-administração do meu tempo.
  • Passar 1 ano sem compras novamente: na primeira vez que fiz o desafio, ainda era muito “imatura” no minimalismo e acabei comprando várias coisas. Pretendo cumprir o desafio certinho da próxima!
  • Mudar minha relação com as redes sociais: eu reclamo da falta de tempo, largo o celular, desativo meus perfis no Facebook e Twitter e logo depois estou de volta… As redes sociais (outros conteúdos da internet também, mas elas principalmente) são o meu fraco, e quero muito reduzir o tempo que gasto com elas.

Não pretendo deixar de fazer o básico: ficar de olho no consumo, não ceder às compras por impulso, economizar e destralhar periodicamente são práticas que devo levar para a vida toda. Ainda assim, é bom abrir espaço para o novo.

Mais, Menos e Nenhum

O post de hoje é inspirado nesse, do blog Be More With Less. A ideia é fazer três listas com as coisas que quero mais, menos, e as que eu não quero na minha vida, para então fazer as alterações necessárias. Minhas listas ficaram assim:

Mais

  • Tempo livre: ultimamente eu sinto que não tenho tempo para nada. Por mais que tenha muitos compromissos, sei que isso também se deve à procrastinação e a uma rotina meio desorganizada.
  • Hábitos saudáveis: preciso voltar a praticar exercícios físicos, quero comer mais alimentos saudáveis e reduzir fast-food e refrigerantes. Já fiz algumas mudanças na minha alimentação (como mostrei no desafio de comida saudável) mas ainda estou caminhando a passos lentos.
  • Horas de sono: estava seguindo minha rotina direitinho, mas aí veio Masterchef e eu desandei totalmente, passei a dormir tarde, acordar tarde e ficar sempre cansada. Depois de uns dois meses assim, só comecei a mudar meus hábitos de sono nessa semana.
  • Tempo com as amigas: só consigo sair com minhas amigas uma vez por mês, infelizmente é difícil para todas nós conciliar os horários livres. Ainda assim, gostaria de ter mais contato com elas, só preciso achar meios.
  • Comprometimento: com a minha rotina toda bagunçada ficou bem difícil me dedicar aos meus compromissos. Larguei a academia e o Krav-Maga (temporariamente) e fiquei meio relapsa com as tarefas da casa (e com meus projetinhos de decoração). Quero voltar a me organizar e me dedicar aos meus compromissos novamente.

Menos

  • Gastos: por mais que eu não gaste tanto com supérfluos quanto antes, ainda existem despesas que posso diminuir. Também gostaria fazer compras de forma mais “inteligente”, principalmente no supermercado.
  • Redes sociais: ainda perco bastante tempo navegando em redes sociais, e estou considerando desativar minhas contas no Facebook e no Twitter por um tempo.
  • Distrações durante as refeições: já larguei o hábito de mexer no celular durante o almoço, mas sempre tomo café da manhã olhando as redes sociais e quando estou em casa não sei almoçar/jantar sem a Netflix ligada.
  • Visitas a lojas online: às vezes abro sites de lojas só “para ver as novidades” (principalmente lojas gringas), e mesmo sem comprar nada, isso acaba alimentando o desejo de consumir.

Nenhum

  • Ler os comentários/tretas de internet: sempre que abro algum post no Facebook ou alguma notícia acabo lendo os comentários e só fico decepcionada, principalmente quando o assunto é feminismo ou política. É triste ver o quanto as pessoas se prendem ao senso comum, e como elas não vão mudar a mentalidade, é melhor me abster de ler esse tipo de coisa, pelo meu próprio bem.
  • Convívio com pessoas tóxicas: por mais que eu seja “obrigada” a conviver com algumas pessoas com as quais não tenho afinidade (no trabalho, por exemplo), pretendo manter essa convivência apenas dentro do mínimo necessário.

 

Dá para perceber que a maioria dos itens dependem de uma alteração na minha rotina, né? Já comecei a fazer algumas mudanças e espero mantê-las. É um processo gradual e vai exigir bastante comprometimento para manter a minha rotina nos eixos, mas vai valer a pena.

Minimalismo para iniciantes

Essa semana recebi a seguinte pergunta de uma leitora do blog:

Oi Bárbara, Meu nome é Ise, estou começando agora, que dicas você daria pra uma iniciante?

Comecei a responder o comentário da Ise, mas depois pensei que essas dicas dariam um bom post e, quem sabe, poderiam ser úteis para outras pessoas. Então, seguem as minhas dicas para iniciantes no minimalismo:

Pesquise:

Antes de fazer qualquer coisa, leia bastante sobre minimalismo e entenda o porquê de você estar querendo adotar esse estilo de vida, assim você pode direcionar suas ações de acordo com seus objetivos. Por exemplo: você quer economizar dinheiro? Juntar menos tralha? Ter uma vida mais organizada? Quando definir um ou mais objetivos, você pode caminhar na direção deles.

Comece devagar:

Doar metade das suas roupas ou querer passar um ano sem comprar nada logo de cara só  vai te confundir e te desesperar (digo por experiência própria). Você pode reduzir suas posses e mudar seus hábitos de consumo, mas essas mudanças levam tempo e requerem uma adaptação, então devem ser feitas aos poucos.

Faça listas:

Lista do que comprar, lista do que não comprar, lista de objetivos para o futuro, lista de hábitos que quer adotar ou perder… As possibilidades são infinitas. Fazer listas e deixá-las em um lugar visível ajuda bastante a manter o foco nos objetivos.

Faça desafios:

Um desafio nada mais é do que uma maneira bem simples e divertida de se alcançar um objetivo (ou vários). Eu adoro fazer desafios porque eles me fornecem uma direção a ser seguida. Por exemplo: se você quer se livrar da tralha acumulada em casa mas não sabe por onde começar, um desafio como o Mês do Mínimo vai te dizer onde você deve concentrar seus esforços a cada dia. Mais desafios podem ser vistos aqui.

Não se desespere!

É difícil mudar hábitos quando se passa uma vida inteira acostumada a eles. Quando fiz meu ano sem compras em 2013 eu comecei muito bem, mas no meio do ano eu passei a comprar várias coisas e junto com cada item que eu adquiria, vinha a culpa. “Eu fracassei”, “Não sirvo para ser minimalista” e “Sou uma descontrolada” foram coisas que passaram pela minha cabeça várias vezes. Só depois fui perceber que eu estava tentando fazer uma mudança muito grande em pouco tempo, e é lógico que deslizes iriam acontecer. Então, tente se manter focada nos seus objetivos e nos novos hábitos, mas não se desespere: cada erro que você cometer vai servir como aprendizado.

Outras dicas:

 

Espero que tenham gostado das dicas, e agradeço à Ise pela ideia de post!

Jejum de compras: Março

O jejum de compras do mês passado foi assim:

O que eu quis comprar, mas não comprei:

  • Molduras para finalmente pendurar meus pôsteres nas paredes

O que eu comprei:

  • 4 conjuntos de calcinha + sutiã
  • 1 calcinha avulsa
  • 3 pares de meias
  • 1 calça legging preta
  • 1 entrada para o boliche, dividida com amigas
  • 4 ingressos para o cinema, com desconto
  • 3 recargas para o celular
  • Vários remédios

Do que eu me desfiz:

  • 1 calça legging preta
  • 2 pares de meias soquete
  • 2 pares de meias 3/4
  • 2 conjuntos de calcinha + sutiã
  • 1 calcinha avulsa
  • 1 kit de cuidados para unhas/maquiagem
  • 1 cinto rendado
  • Tudo o que está listado nesse post

Notas: Finalmente terminei as compras mais necessárias, que eram as roupas íntimas (meias/calcinhas/sutiãs)! Acabei comprando 1 conjunto e uma calcinha a mais porque não resisti às lindezas… Também comprei uma calça legging porque a minha antiga estava tão frouxa na cintura que ficava caindo sem parar na academia! 😄

No início do mês tive uma virose combinada com uma crise de sinusite que me derrubou por uma semana, e precisei comprar alguns remédios para me curar. Fiquei na dúvida entre listá-los ou não, já que foi uma compra necessária, mas achei melhor deixar na lista, a título de curiosidade.

As recargas para o celular foram um problema. Troquei meu plano de controle para pré-pago para economizar, mas para me inscrever em promoções a operadora cobra (e cobra caro); eu também precisei fazer várias ligações demoradas para fixo, o que acabou rapidíssimo com meus créditos. Além disso, precisei pagar a última conta do plano controle. Resultado: ao invés de gastar R$ 35 (valor normal do meu plano), acabei gastando R$ 90 com celular em apenas um mês. 😦 Não vou me martirizar por isso, pois estou me adaptando ao novo plano, mas espero sinceramente que no próximo mês eu administre melhor os meus créditos!

O kit para unhas e o cinto estavam na minha loja do Enjoei e finalmente foram vendidos. As entradas para o boliche e para o cinema eu comprei com desconto no Peixe Urbano.

Por fim: estou pensando em desistir de dois itens da lista, mas por enquanto vou apenas adiar indefinidamente a compra de ambos.

Aplicativos que me ajudam a me organizar

Assim como a maioria das pessoas, adoro as facilidades que smartphones e aplicativos oferecem mas, tirando as redes sociais, gosto de ter no meu telefone apenas apps úteis  – quando percebo que não estou usando um aplicativo, desinstalo. Odeio ocupar memória e espaço de tela do meu celular à toa. Vou listar aqui quatro aplicativos que me ajudam a cumprir minhas tarefas e a manter minha vida organizada.

Habitica

Esse aplicativo para controlar tarefas e hábitos é excelente. Ele funciona como um jogo de RPG: você tem um personagem e, a cada tarefa que realiza, ganha moedas e experiência. Se você deixar de realizar as tarefas, perde pontos de vida. É bem divertido, e as recompensas funcionam como um incentivo a mais para manter seus hábitos em dia!

Meu perfil e tarefas no Habitica

Meu perfil e tarefas no Habitica

Pact

Esse foi o app que salvou minhas idas à academia. Você “aposta” com o Pact quantos dias irá malhar por semana – se você cumprir a aposta, ganha dinheiro (alguns centavos de dólar). Se você não cumprir, perde pelo menos 5 dólares para cada dia que não foi! Esse app só serve para os muito disciplinados ou muito pão-duros (meu caso). Graças a ele, estou indo direitinho no Krav-Maga e na musculação.

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Uma semana de exercícios concluídos no Pact

Meu Calendário Menstrual

Uso esse app principalmente para controlar os dias de tomar meu anticoncepcional e fazer previsão de quando a minha menstruação vai vir, mas ele também permite adicionar diariamente sintomas de TPM, humor, peso e temperatura, além de outras opções.

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Tela principal do Meu Calendário Menstrual

Duolingo

Eu costumava usar a versão web, mas sempre esquecia e ficava semanas sem treinar francês, e meu nível de conhecimentos acabava diminuindo… Treinando pelo celular eu mantenho uma frequência melhor, e os exercícios são mais dinâmicos, o que aumenta a minha vontade de praticar.

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Progresso no Duolingo

E vocês, leitores? Quais aplicativos  mais ajudam no dia-a-dia?