4 dicas para ter um guarda-roupa mais minimalista e sustentável

Ter um guarda-roupa minimalista não se resume apenas à quantidade de itens no armário – o modo como escolhemos, compramos e cuidamos de roupas, sapatos e acessórios é uma parte muito importante nesse processo. Hoje vou listar quatro práticas que adotei e não tem a ver com destralhe, definição de estilo ou criação de armário-cápsula, mas ajudam bastante a ter um armário mais minimalista:

1 – Consertar:

Antes de substituir uma roupa ou sapato que estragou, avalie se não é possível consertá-lo. Geralmente o custo-benefício é melhor e você não passa pelo estresse de procurar uma peça que te agrade, seja de qualidade e tenha um bom preço. Eu estava planejando comprar um novo par de botas para o inverno (até coloquei na minha lista), mas pensei melhor e decidir mandar reparar o meu par antigo, que estava perdendo as solas. Infelizmente o revestimento delas começou a descascar também, e isso não tem conserto, então precisei comprar um novo par. Contudo, o meu par antigo durou até agora, e isso me possibilitou achar um modelo muito parecido numa liquidação, o que já fez o conserto valer a pena.

2 – Customizar:

Às vezes o único problema com uma roupa é que ela já não nos agrada tanto. Nesses casos, antes de vender ou doar uma peça, avalie se não é possível customizá-la ou até mesmo transformá-la em outra (por exemplo: transformar uma calça jeans em shorts). Eu tinha uma blusa preta básica e nunca a usava por achá-la muito sem graça. Então procurei algumas ideias de customização no Pinterest, pedi para minha mãe me ajudar com a costura, e o resultado foi esse:

3 – Comprar usado:

Nunca tinha comprado em brechós, mas resolvi dar uma chance no mês passado, quando procurava um casaco mais quentinho para enfrentar o inverno. Passei por várias lojas mas nenhum modelo que vi me agradou – tinha muita coisa cara e de baixa qualidade – até que encontrei um casaco bem do jeito que eu queria, por um preço ótimo, num brechó perto do meu trabalho. Ao comprar roupas usadas, é importante garimpar e avaliar bem o custo-benefício, e não abusar  só por causa preço baixo.

4 – Comprar de quem faz:

Na hora de comprar roupas novas, caso seja possível, dê preferência às pequenas confecções ao invés das grandes marcas e das lojas de fast-fashion, assim você incentiva a produção local, paga um preço justo pelo trabalho de quem fez a roupa, e muitas vezes consegue um produto sob medida. Um exemplo: acabei de comprar o vestido da foto abaixo na loja Kisielevski por R$ 97,75 (com o frete). O vestido é muito bem feito e, além disso, tem bolsos! Considerando que qualquer vestidinho numa loja de fast-fashion custa o mesmo tanto ou mais (ainda que seja confeccionado num tecido pior – e sem bolsos), foi uma ótima compra.

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Alguém mais tem dicas para um guarda-roupa minimalista? Comentem!

Resultados do desafio Julho sem Plástico

Estou de volta! No mês passado eu decidi participar do desafio Julho sem Plástico, e apesar de estar meio desanimada e não conseguir realizar todas as tarefas que me propus a fazer, achei que deveria mostrar os resultados mesmo assim.

O que deu errado:

  • Pedi delivery com embalagem de isopor/plástico
  • Aceitei sacolas em algumas lojas
  • Aceitei canudos em restaurantes

O que deu certo:

  • Comprei produtos em embalagens de papel/vidro ao invés de plástico
  • Reciclei todos os plásticos
  • Recusei várias sacolas
  • Não usei filme plástico para embalar alimentos

Comentários:

É bem difícil não usar plástico! A maioria dos produtos possui embalagens plásticas, e algumas alternativas são mais caras – por exemplo, farinha de trigo com embalagem de papel. Nos restaurantes, eu só lembrava de recusar os canudos quando já estava usando, e confesso que fiquei com preguiça de deixar de pedir comida só por causa da embalagem. Eu sei que o desafio propunha que fizéssemos um certo sacrifício, mas o mês de julho não foi muito bom para mim, estive muito relapsa,  por isso dei um tempo no blog.

Ainda que o desafio não tenha dado muito certo, quero adotar os hábitos de recusar os canudos e de comprar produtos com embalagens não-plásticas, desde que eles sejam tão baratos quanto as alternativas. Já faz um tempo que recuso as sacolas plásticas, mas ainda não consegui fazer isso com todas que me oferecem. Por fim, vou participar do desafio novamente no próximo ano, espero fazer melhor da próxima!

Desafio: Julho sem Plástico

A Plastic-Free July (Julho Sem Plástico) é uma campanha australiana que visa à conscientização da população sobre o uso excessivo de plástico e seu impacto no meio ambiente. A campanha convida as pessoas a reduzirem o uso de plástico durante o mês de Julho, fornecendo várias dicas e alternativas mais sustentáveis.

Há algumas semanas eu publiquei um post sobre os hábitos sustentáveis que estou adotando, e esse desafio veio em boa hora. O foco nesse mês, ao invés de reciclagem, será a redução do lixo e do consumo de plástico na minha casa.

Para o desafio, eu decidi realizar as seguintes ações:

  • Recusar todas as sacolas plásticas de compras
  • Recusar canudos em lanchonetes/restaurantes
  • Não usar filme plástico para embalar alimentos
  • Comprar refis ou embalagens econômicas de produtos de limpeza e higiene
  • Comprar produtos em embalagens de papel ou metal, para facilitar a reciclagem
  • Evitar embalagens de isopor

No fim de julho vou escrever sobre o que eu fiz efetivamente, o que deu certo e o que deu errado no desafio.  Quem quiser participar do desafio pode se cadastrar no site da campanha para receber dicas e materiais para download.  Outros links interessantes: