“Louca dos esmaltes”? Não mais

É engraçado como nossos gostos vão mudando com o tempo e a gente nem percebe.

Em 2013 escrevi um post sobre o quanto eu adorava esmaltes e outro, um mês depois, contando que eu me descontrolei e comprei muito mais esmaltes do que deveria. Nessa época eu tinha 7 vidros de cores diferentes e achava pouco!

Quase cinco anos depois, minha caixa de esmaltes hoje tem 4 vidros: um vermelho, um preto, um cinza, e um dourado que comprei por nostalgia mas me achei ridícula usando. O cinza já está acabando e acho que nem vou comprar outro – vou usar apenas vermelho e preto a partir daí. Também pretendo arranjar um jeito de usar o esmalte dourado, que não seja passar nas minhas unhas.  😀

Continuo sendo alérgica, mas hoje em dia as marcas mais populares já fazem esmaltes hipoalergênicos, então não preciso mais gastar R$8~R$20 num único vidro. Ainda gosto de pintar as unhas, mas não faço mais nail art; prefiro a simplicidade de usar só uma cor por vez e não perder tanto tempo escolhendo combinações/fazendo as unhas.

Lá em 2013, quando entrei nessa onda do minimalismo, eu ficava pensando se um dia conseguiria usar apenas uma cor de esmalte, e decidi que se chegasse a esse ponto de simplicidade, eu escolheria ou preto, ou vermelho – ou ambos, sendo um pouquinho indulgente. Pois bem, esse dia chegou!

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3 dicas para ter um smartphone menos poluído

Minha eterna busca por uma vida mais simples também passa pelo smartphone: procuro deixá-lo o menos “poluído” possível, faço destralhes constantes, desligo a maioria das notificações, tento não ocupar toda a memória disponível… Aqui estão três dicas que me ajudaram bastante nesse processo:

1 – Ocultar aplicativos que não são usados:

A maioria dos smartphones vem com aplicativos nativos inúteis, mas que não podem ser desinstalados. Felizmente, é possível ocultá-los e impedir que eles poluam o menu do telefone. Tutorial aqui (para Android).

2 – Desativar o download automático de mídia:

Não basta as pessoas te adicionarem em grupos do Whatsapp, elas também precisam mandar várias imagens e vídeos inúteis (ás vezes até pornográficos) para encher sua galeria de imagens e comprometer a memória do telefone. Foi uma bênção descobrir que é possível desativar o download automático de mídia, e hoje em dia o aplicativo só me mostra uma foto se eu clicar nela para baixar,  e dependendo de quem mandou eu nem me dou esse trabalho. Tutoriais de como fazer isso no Whatsapp e no Instagram.

3 – Bloquear notificações de aplicativos:

Grande parte dos aplicativos oferece a opção de desativar notificações, mas não todos. Um exemplo: eu passei um perrengue por semanas com o app do Itaú me enviando notificações de “Faz tempo que você não acessa o app, sentimos sua falta!” até descobrir que uma configuração do celular me permite bloquear todas as notificações de um aplicativo. Para telefones Android, basta ir em Configurações > Sons e Notificações > Notificações de aplicativo e escolher o aplicativo que você deseja silenciar.


Quem tiver mais dicas de como simplificar o celular, por favor compartilhe nos comentários!

Observando a cidade

Durante a semana passada eu escutei uma série de podcasts chamada Bored and Brilliant,cujo objetivo é propor uma vários desafios para que os ouvintes larguem um pouco os smartphones e passem a exercitar a criatividade.

O desafio proposto para o quinto dia é ir até um lugar público e observar algo com atenção, ao invés de ficar concentrado no celular. Esse podcast me fez refletir um pouco mais sobre como eu tenho me tornado mais observadora, principalmente no que diz respeito à cidade onde eu vivo.

Ano passado eu comecei a seguir uma página no Facebook, a Casas de BH. Nessa página, um arquiteto posta várias fotografias de casas antigas que ele vê pela cidade. Eu, que achava as fotos sempre muito bonitas, passei a reparar mais  nas casas e prédios ao meu redor durante minhas andanças e acabei descobrindo muitas construções interessantes – algumas, inclusive, estavam no meu caminho diário para o serviço e eu simplesmente não tinha reparado antes.

Eu percebi há algum tempo que quando eu visito um lugar novo eu adoto uma postura diferente: observo a cidade com atenção e quero absorver o máximo possível, principalmente porque o tempo é curto e não é possível ver tudo. Agora, porquê não fazer isso na minha própria cidade? Eu moro em BH há 7 anos e não conheço vários lugares daqui. Para vocês terem uma ideia, eu moro praticamente do lado do Parque Municipal e há duas semanas pisei lá pela primeira vez desde que mudei pra cá. Eu vivia na cidade sem vê-la, de fato.

Hoje eu sou mais consciente do espaço ao meu redor quando me movimento pela cidade, fico atenta para novidades e principalmente para as construções antigas, que eu adoro ver. Também tiro algumas fotos, mas prefiro não fotografar tudo o que vejo porque a foto nunca sai tão bonita quanto o que está sendo fotografado! Por fim, às vezes eu fico curiosa sobre um prédio e acabo pesquisando sobre a história dele e aprendendo mais.

Em resumo, observar a cidade é gratificante para mim.

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Edifício Chagas Dória em BH